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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

06.04.20

Querido 2020


imsilva

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Lembram-se da sensação da chegada de um novo ano? Da expectativa do que vai acontecer, do que desejamos, do que aí vem? 

Para a próxima tenham mais cuidado com o que desejam! 

Aqui  expresso o que sinto em relação às celebrações da passagem de ano. Nunca na vida pensei que viria a ter tanta razão.

E isto traz-me à memoria uma frase interessante. "Esta mania que a vida tem de trocar as perguntas, quando pensamos que já conhecemos as respostas".

 

03.04.20

Desafio dos pássaros # 2.9

Tive uma ideia!


imsilva

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Que tal pedirmos um daqueles caldeirões das bruxas, dos nossos contos de infância, daqueles contos onde havia sempre fadas boas e bruxas más, e metermos lá para dentro uns quantos ditos "mandatários", que andam para aí a destilar más decisões e a mandar postas de pescada neste planeta que não merecem???

Não sei... foi só uma ideia!

Aproveitávamos e juntávamos um condimentozinho, o ranhoso do vírus que assim ficaria em boa companhia, e nós passaríamos a respirar melhor.

02.04.20

Fácil? não!


imsilva

 

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Ontem, no face, vi um texto de Marta Gautier . Numa época normal, aplaudiria e concordaria porque eu própria gosto muito de estar em casa. Só que não vivemos tempos normais, e quem está em casa não é por vontade própria, mas sim por imposição exterior. Para além disso, também não é uma estadia isenta de preocupações, grandes preocupações, porque não estamos a viver dos rendimentos, descansadinhas, porque as finanças estão asseguradas, (pelo menos aqui em casa). Não, tudo o que faziamos para termos o sustento assegurado, foi-se! E não sabemos quando poderemos recomeçar. Ou seja, pagar aos funcionários, pagar rendas (plural), vai continuar a acontecer, mesmo sem saber como. 

Eu também estou muito bem em casa, tenho livros, papel e lápis suficientes para ser feliz. Mas para além disso também tenho (grandes) preocupações, que não me deixam usufruir dessa felicidade, aparentemente tão fácil.

01.04.20

Surreal!


imsilva

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Encontrei este texto, que escrevi logo no inicio desta maluqueira, e que me devo de ter esquecido de publicar na altura. Este blog é um pouco como o meu diário, por isso não poderia deixar de o publicar e partilhar. Como tal, e como sei que não têm mais nada para fazer, aqui vai.

 

Surreal, sinto-me num filme, simplesmente inacreditável ainda.

Todos fechados (ou quase) em casa, avós numa casa, filhos noutra, nós noutra e o esforço para não nos misturarmos, o esforço de não nos infectarmos uns aos outros, no caso de um já o estar.

Empresas e negócios fechados por imposição do bom senso e na tentativa de quebrarmos  uma cadeia de contágio que neste momento liga o mundo (planeta).

Até aqui, muito nos queixávamos das alterações climáticas, de todas as mudanças a que assistíamos de bancada, boquiabertos por não acreditar-mos no que estava a acontecer à frente dos nossos olhos e sentidos.

Pelos vistos não estava a ser suficiente, e então, tomem lá um viruzito que nunca imaginaram, para perceberem o pequeninos que são e o pouco que valem. 

Bolas! Então nestes aninhos todos, que por cá andamos, não aprendemos nada? Pensamos que somos os maiores, que sabemos tudo, tudo, tudo, e depois aparece uma coisinha que nem tamanho tem, e põe-nos de pantanas, em estado de pânico, e completamente à sua mercê?

Eu nem sei se o que estou aqui a escrever tem alguma lógica, creio que o que estou a fazer é ver se consigo entender através do que escrevo. Finjo que escrevo para outros, quando no fundo, é para ver se eu própria entendo o que estamos a viver.

O meu sítio parou, o comércio está fechado (salvo os essências à sobrevivência), as ruas estão desertas, isto é um filme de ficção científica em 3, 4, 5, 6, ou 7D???

 

01.04.20

E o mar...estava lá!


imsilva

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Ontem, depois da chuva da manhã, fui levar fruta aos meus pais. Depois fomos à Vila, e não resistimos a dar uma volta pela beira mar. É  tão triste vermos as entradas para as praias, e os bancos na marginal vedados com fitas para ninguém se sentar. É quase criminoso ser proibido usufruir do ar puro, do sol a bater na cara, de 30 minutos sentado a apreciar a vista. Eu compreendo que se toda a gente fosse fazer isso, já não faria sentido. Mas, ao fim de 17 dias sem essas vistas, demos uma volta pela nossa marginal, felizes por constatar que o mar...continua lá.