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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

23.07.21

Pessoas


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As pessoas sensíveis têm o coração sempre despenteado, a alma de cabeça para baixo, os olhos arregalados, uma lágrima prestes a cair, um sorriso pendurado nos lábios pronto a explodir.
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Vivem a flutuar sob as alegrias e tristezas da vida.
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Não são perfeitas, na verdade, às vezes são mesmo auto-destrutivas, pois respiram pelo peito, nunca pelos pulmões, vivem mil minutos por hora.
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Sabem sorrir por pouco, chorar por nada e parar maravilhadas diante de um arco-íris, sorrir a um gato, olhar para o mar e sentir nele um infinito de paz e de tormento.
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Sabem transformar areia em pó de estrelas, acender um sonho no escuro.
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Pessoas sensíveis sentam-se à margem à espera do momento certo para te dar aquele abraço que estavas à espera.
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Sabem ver além da aparência, mais do que um sorriso, uma lágrima, ver além da raiva, além da dor, porque vivem de coração.
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Silvana Stremiz

20.07.21

Hoje é dia do amigo!


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Hoje é o dia do amigo.

Do amigo que gosta de ti. Do amigo de quem tu gostas.

Daquele amigo, que depois de muito tempo sem te ver, até os olhos brilham quando te encontram.                                                Daquele que se chega ao pé de ti assim que sabe que estás em dificuldades, daquele de quem te lembras, mas nem sequer poderás vê-lo, porque já cá não está.

Hoje é o dia daquelas pessoas que fazem parte do teu mundo, com que te preocupas, com quem ficas feliz quando também eles estão felizes,  e quando choras porque eles também choram.

Para todos aqueles que sentem que são amigos de alguém, uma rosa e um grande abraço cheio de amizade.

 

19.07.21

O escuro de Mia


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" O escuro ainda chorava:
- Sou feio. Não há quem goste de mim.
- Mentira, você é lindo. Tanto como os outros.
- Então por que não figuro nem no arco-íris?
- Você figura no meu arco-íris.
- Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro.
- Os meninos não sabem que o escuro só existe dentro de nós.
- Não entendo, Dona Gata.
- Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos. Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com os nossos medos."

Mia Couto, in 𝘖 𝘨𝘢𝘵𝘰 𝘦 𝘰 𝘦𝘴𝘤𝘶𝘳𝘰
Ilustr. Howard McWilliam

16.07.21

Um dia de folga...


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No quintal, o verão tinha -se instalado.

 - Vamos à praia? - e lá fomos nós!

Quando lá chegamos até as gaivotas estavam encolhidas e enfiadas na areia tal o vento frio que se fazia sentir.

Não nos restou outro remédio senão um passeio por algumas das praias da nossa costa.

Aqui fica o testemunho desse passeio.

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20210714_120543.jpgAo fim do dia, demos mais um pequeno passeio no lusco-fusco do resto de um belo pôr do  sol,  e como vocês são meus amigos, partilho as imagens que guardei.

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14.07.21

As palavras de Frida Kahlo


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Frida Kahlo disse ao marido: "Não estou a pedir para você me beijar, nem que me desculpe quando acho que você está errado. Nem mesmo vou pedir que você me abrace quando eu mais precisar. Não peço que me diga como sou bonita, mesmo que seja mentira, nem me escreva nada de bonito. Nem vou pedir que me ligue para me contar como foi o seu dia, nem que me diga que sente a minha falta. Não peço que me agradeça por tudo que faço por você, nem que se importe comigo quando a minha alma estiver deprimida e, claro, não vou pedir que você me apoie nas minhas decisões. Não vou nem mesmo pedir que você me ouça quando tenho mil histórias para te contar. Não vou te pedir para fazer nada, nem mesmo para estar ao meu lado para sempre.
Porque se eu tiver que te pedir, não quero mais. ”

09.07.21

Só queria sonhar


imsilva

 

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Encostei a minha cabeça à almofada e fechei os olhos

Queria adormecer, queria descansar

Chamei as fadas e os duendes dos sonhos para me ajudarem

Queria dormir a sorrir, sonhar com coisas bonitas e doces

Mas já não sabia como...

No tempo ficou a capacidade das coisas boas, das coisas felizes

No tempo ficou a simplicidade da vida, a clareza da água

Com o tempo veio a tristeza, o ribombar do trovão

As cores embaciadas, as imagens desfocadas

Com o tempo veio a desconexão, as insônias e a incompreensão 

Era isto que nos esperava no fim do caminho?

Era isto que mereciamos?

Não! Vamos encontrar as lentes mágicas,

Vamos pedir aos sonhos de criança que voltem

Vamos sentir o sol, a brisa e a chuva no rosto

Vamos insistir na vida...

Quero dormir a sorrir e sonhar com um novo dia

 

08.07.21

Conselhos televisivos


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Não viram? Então vejam! Foi no sábado à noite na RTP 1. Não é a 1° vez que me confesso admiradora da Filomena Cautela, e não será a última.

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Na RTP2,  na segunda-feira, um documentário com o singelo Mia Couto. Mais alguém que merece toda a minha admiração. 

Ponham lá a box a trabalhar, e aproveitem alguns dos poucos momentos bons televisivos.

07.07.21

Meher Baba


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Um dia Meher Baba perguntou aos seus discípulos o seguinte:
– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
– Porque perdemos a calma – disse um deles.
– Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado? –
Os homens deram algumas respostas, mas nenhuma delas satisfazia ao Baba.
Finalmente ele explicou:
– Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para se poderem escutar.
Em seguida Baba perguntou:
– O que sucede quando duas pessoas se enamoram? Elas não se gritam, mas sim se falam suavemente, por quê? Seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. (...)
Então Baba disse:
– Quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

Orlando Nussi. In. Frases, Dicas e Histórias Maravihosas. 

02.07.21

Filosofias de aprendizes da vida.


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Quando escrevi  Parar? Como?  foi quando morreu a Maria João Abreu.  Na altura todos diziam que o cansaço que ela tinha , era um sinal de que devia parar, que estava a entrar na exaustão.

Entretanto, a Marta escreveu este maravilhoso post A subida e completou-o quando eu escrevi Quando a vida muda...

Ora, toda a gente sabe que as palavras são como as cerejas, como as opiniões, como os comentários, atrás de uns, vêm outros.

Daí o meu comentário ao texto da Marta se ter transformado em post.

Todos nós trilhamos caminhos, subimos algumas montanhas, com mais ou menos custo, e na maioria das situações com a obrigação as costas. Quantos de nós diremos um dia ; "Tenho que parar, estou esgotado, esta semana não contem comigo a tempo inteiro.?"

Quantos de nós poderemos dizer isso um dia?

Eu fui obrigada a parar, e sinceramente correu bem. Passaram sem mim, alguém se esforçou mais para isso acontecer, mas o certo é que foi possível.

Mas, se eu não tivesse ido parar ao hospital, teria tido a coragem de dizer ; não contém comigo esta semana? Não, não o teria feito, simplesmente porque não sabemos quando estamos a pisar o risco. Porque cansaço e nervos é o pão de cada dia no trabalho que nos dá o ganha pão para vivermos com um mínimo de dignidade.

Se foi o cansaço que me levou a parar? Quem sabe? Provavelmente não...Foi um vírus, dizem eles. Para além de  as teorias da conspiração dizerem que poderá ter sido uma sequela da vacina, tomada 4 dias antes.

De qualquer das maneiras, deveríamos cuidar-nos, deveríamos olhar mais para nós próprios, deveríamos saber que não somos invencíveis, e que mesmo sabendo lutar deveríamos saber parar, inspirar, expirar, e sentirmos o sangue que nos percorre as veias, como um bem precioso que deve de ser cuidado.

Ah! É tão bom escrever baboseiras...O último paragrafo deve de ser de uma novela alienígena, só pode!

Cuidem-se! Mais asssim ou mais assado, mas que seja da melhor maneira possível.  

 

 

29.06.21

Velhos ao sol - Maria do Rosário Pedreira


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MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA, in POESIA REUNIDA (Quetzal, 2012)

Vamos ser velhos ao sol nos degraus
da casa; abrir a porta empenada de
tantos invernos e ver o frio soçobrar
no carvão das ruas; espreitar a horta
que o vizinho anda a tricotar e o vento
lhe desmancha de pirraça; deixar a

chaleira negra em redor do fogão para
um chá que nunca sabemos quando
será - porque a vida dos velhos é curta,
mas imensa; dizer as mesmas coisas
muitas vezes - por sermos velhos e por
serem verdade. Eu não quero ser velha

sozinha, mesmo ao sol, nem quero que
sejas velho com mais ninguém. Vamos
ser velhos juntos nos degraus da casa -

se a chaleira apitar, sossega, vou lá eu; não
atravesses a rua por uma sombra amiga,
trago-te o chá e um chapéu quando voltar.


Poster: Endless love, © Susan Delain