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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

27.09.19

Desafio de escrita dos pássaros#3

Bodas de prata


imsilva

Bodas de prata.

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Sempre disse que gostaria de celebrar as bodas de prata em Paris. E foi, (não sei é se foi a melhor das celebrações), mas foi lá.

Nunca tinha andado de avião, nem ido tão longe, portanto, aí já está a parte da aventura. Lá fomos por conta própria, e de livrinho da praxe na mão, com as indicações da cidade luz.

Chegamos à hora do almoço, o hotel era central, (não, não era o Ritz), e foi só deixar as malas e começar a xeretar. Como só tinhamos a parte da tarde, pensamos em fazer a parte de cima, Sacré-Coeur, e foi maravilhoso. Montmartre roubou-me o coração e um pintor roubou-me dinheiro. Na Place do Theatre, andam aos molhos a desenhar turistas, e nós...fomos na conversa. O resultado não tem nada a ver com as nossas ilustres figuras, não sei para quem é que o homen estava a olhar, mas juro que não somos nós naqueles desenhos.

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Andamos sempre a pé, mas à noite descansamos no tour de autocarro e barco, pela cidade da luz.

No dia seguinte, dia do aniversário, andamos, andamos, andamos, Notre Dame, Louvre, Place de la Concorde, Arco do triunfo, Eiffel, encontrar uma igreja onde pudessemos trocar as alianças, e museu D´orsey . Tudo a pé. Por volta das 6 horas, já de noite, voltamos ao hotel, e descobri... que já não conseguia andar. Juro que as botas eram super confortáveis, mas os músculos dos pés, quando subiram para a cama, começaram aos gritos e a dizer que já não íam para o chão.

O resto é tão triste que nem me apetece contar, mas lá vai. O meu querido marido, que estava um pouco melhor que eu, foi a um Lidl que havia ali pertinho e o nosso jantar de comemoração de 25 anos foi...pão presunto, e sumo de laranja de pacote. Poderia ter sido melhor? provavelmente poderia, mas o cansaço era tanto, que não houve imaginação para mais.

 

26.09.19

Deixem as crianças ser imperfeitas


imsilva

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Antigamente era uma criança irrequieta, com muita energia para gastar. Agora é;  hiperactiva, toma medicação e bebe café.

Antigamente era uma criança envergonhada, tímida, introvertida. Agora é; tem Asperger e anda em consultas médicas , para além de estar rotulado.

Antigamente era uma criança distraída, aerea, sempre com a cabeça nas nuvens. Agora é;  deficit de atenção, e lá vamos nós às consultas e à medicação.

As crianças de antes, hoje são adultas, que com mais ou com menos trabalho, cresceram, criaram a sua vida e como aliás todos os seres humanos, vão vivendo, lutando, chorando as derrotas e gozando as vitórias.

Poucos serão os que não se enquadram nestes 3 tipos de seres. Mas todos sobreviveram normalmente, cada um com o seu feitio e as suas caracteristicas.

Já as crianças de hoje, vão crescer rotuladas e a pensar que têm várias desculpas para as suas imperfeições. Imperfeições essas que fazem parte de todo e qualquer ser humano, antes, agora e sempre.

Este texto não é uma negação, há casos que têm de ser diagnosticados e tratados, mas não a maioria. Tomei conhecimento de alguns adultos, que por curiosidade e reconhecimento de algumas caracteristicas, foram diagnosticados com um 1º nível de Asperger. Não afectando a sua vida, deu-lhes conhecimentos de quem são e de como trabalhar e melhorar algumas lacunas da sua personalidade.

E agora digo eu, não será isso que os psicólogos fazem todos os dias a tantas pessoas, que sem terem sido diagnosticadas, necessitam da mesma ajuda?

Vou pedir desculpa a quem percebe mais do assunto do que eu. Não estando a desvalorizar coisa alguma, como já disse, este texto não é uma negação, mas sim uma constatação. Um pensamento e opinião de uma leiga, que se calhar devia era de estar calada.

23.09.19

Pessoas deste planeta


imsilva

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Pessoas deste planeta, (sim, porque tenho a certeza que os extraterrestres são bastante mais inteligentes, e não fazem esta merda) larguem os telemóveis à mesa! Se vão comer fora, (mesmo que comam dentro) é para gozarem o prazer de:

1º Não ter que fazer comer, e ter que lavar a louça ,e arrumar a cozinha. (tenho a certeza que este é o principal motivo).

2º Estar fora de casa e a apreciar outra paisagem.

3º CONVIVER,FALAR,CONTAR ANEDOTAS, FAZER PLANOS, e o que quiserem, menos estar cada um nas redes sociais, e enfiados cada um no seu telemóvel.

 Já me tenho contido, para não fazer um comentáriozinho, ali, ao vivo e a cores, mas não tenho nada com isso, os meus fígados é que se ressentem um bocadinho com a visão. 

 

20.09.19

desafio de escrita dos pássaros #2

Ai mãezinha!


imsilva

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Abriu a mensagem no telemóvel, e não reconhecendo o número, começou a ler aquele texto tão inusitado.

"Foi a melhor noite da minha vida, creio que somos a tampa do testo um do outro, nunca me tinha sentido tão realizado e tão preenchido. Espero que para ti também tenha sido igualmente fantástico.

Diz-me por favor quando poderemos nos encontrar novamente, ainda não deixei de pensar em ti e no quanto desejo te encontrar outra vez, para juntos podermos continuar a nos descobrir, sem pudores ou constrangimentos, com paixão e desejo recíproco, tal como naquela noite memorável. Fico à espera ansiosamente, por ti e pelas tuas notícias."

Com a mão a tapar a boca, pensou "What a fuck? de onde é que isto veio? quem é este gajo? que loucura é esta????"

E começou a relembrar o que tinha acontecido na sua vida nos últimos tempos, por onde tinha andado, o que tinha feito que pudesse levar a uma situação daquelas. É verdade que ultimamente tinha havido uns festanços, a despedida de solteira da Cristina, os anos do Mário, e a inauguração de aquele espaço novo em Ourique. Também é verdade que tinha havido uns exageros e....Ai mãezinha! Santo Abrenúncio! Santa Engrácia! Tinha sido na festa do Mário que ela tinha abusado mesmo, e que na manhã (tarde) seguinte, tinha acordado, assim para o desnorteada, sem qualquer recordação da noite anterior, principalmente a partir de uma certa hora. Oh não! Desesperada deu um estalo na própria face, à falta de alguém que lho desse.

16.09.19

Restos mortais de um tema que já não o é.


imsilva

Problemas, só problemas

Quem não os tem? Mas…

Alguém os chamou?

Alguém os pediu?

Alguém os desejou?

Não, então porque é que teimam em aparecer? Até parecem o arroz doce, está sempre em todo o lado.

Há problemas que se alojam no cérebro, outros na alma, e outros ainda no coração. Depois há aqueles que se alojam no corpo, os problemas físicos. Todos igualmente nascidos para nos atormentar a vida.

E a confusão fica instalada.

Eles podem ser grandes, podem ser pequenos, podem ser complicados ou mais simples, podem ser maus, ou podem ser bons, (há problemas bons? Acho que sim, por vezes só se descobre que são bons mais tarde) Não deixam é de ser problemas.

 

 

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13.09.19

desafio de escrita dos pássaros #1

A escola e os seus problemas


imsilva

E lá ia eu, (seria de mochila?) lembro-me de outras coisas onde levava os livros e os cadernos, curiosamente não me lembro de mochila alguma. Era entrar e sentir aquele cheiro a escola, (a que cheira a escola?) de qualquer maneira era um cheiro bom, e ainda hoje o sentimos em dia de eleições.

As mesas de madeira com bancos incorporados, o estrado onde estava a secretária da Senhora professora, (anos 70) e o respeito de alguns. Outros nunca percebi se tinham respeito ou se era medo, vi coisas que não quero contar.

Gramática, ditados, composições, história, geografia, aritmética e o Sr. Manel que tinha limões, mas que não sabia quantos eram e nós é que tínhamos que saber,e a D. Maria que tinha umas galinhas, mas que tinha aparecido uma raposa que se tinha alambado com algumas, e a mulher precisava da nossa ajuda para saber com quantas tinha ficado.

E nós sempre a reclamar que não tínhamos nada com isso, que com um limão tínhamos suficiente, e que as raposas tinham o direito de se alimentar, para não andarem magrinhas e escanzeladas.

E os problemas com os carros, camiões, bicicletas e afins? Nós nem tínhamos carta, para que saber o tempo que levávamos de aqui para ali? Os nossos pais é que se deviam preocupar com isso, não as crianças que andavam a pé. 

Enfim, problemas, só problemas que caíam sempre em cima de nós, como se quisessem que fossemos nós a salvar o mundo.

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