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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

08.10.19

Pássaros e temas


imsilva

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Ai os pássaros! Estão a fazer-nos suar as estopinhas.

Mas...está a ser óptimo fazer parte deste desafio.Para mim, que gostava de escrever sobre o que me desse na real gana, escrever sobre o que os outros querem é muito desafiante, uma surpresa agradável e um verdadeiro prazer. Creio ser mais difícil conseguir ler todos os textos do desafio, do que encontrar ideias para cada tema marado que nos propõem.

Cheguei à conclusão que os temas são como a coca-cola, primeiro estranha-se e depois entranha-se. Arregá-lo sempre os olhos quando leio o tema da semana, rogo umas pragas e depois começo a digerir a coisa, ou seja, afinal não tem sido tão difícil.

4 já estão, o 5º está no forno, e faltam 12. Vamos só esperar que os pássaros não se estiquem e que não compliquem (ainda mais) os temas. Tem sido surpreendente os caminhos por onde os ditos cujos nos podem levar, e a diversidade de textos tem sido admirável.

Admiro o trabalho que estão a ter, mais de 50 participantes não é pêra doce, e os meus parabéns a todos eles por isto. 

04.10.19

desafio de escrita dos pássaros #4

Escrever ou não escrever...


imsilva

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Comecei a magicar no enredo e conteúdo que hei-de escrever esta semana.

Preparei-me para receber inspiração e ideias, acontecimentos e novidades, surgidas pelo simples facto de eu as necessitar.

Abasteci-me de lápis, previamente afiados e preparados por mim, e de uma bela de uma resma de papel, que coloquei estrategicamente no lado esquerdo da secretária, ao lado do belo candeeiro da avó Júlia.

Entretanto, espreitei lá para fora pela janela, e vi no telhado do vizinho, uns passarocos a palrar, a chilrear ou lá o que é aquilo que costumam fazer. Curiosamente, senti que eles olhavam para mim, directamente nos meus olhos, como se me recriminassem alguma coisa. Desviei o olhar, nitidamente incomodada, e tentei olhar para outro lado, para o lado do mar, que aquela hora estava maravilhoso com o sol a caminhar na sua direcção.

Pus a chaleira ao lume para fazer um chá, que a dissertação literária estava a pedir algum conforto e aconchego, e já com a caneca fumegante na mão, fui-me sentar finalmente à secretária. Nesta altura, já quase no lusco-fusco, acendi a luz do meu belo candeeiro séc.XX, tirei a 1º folha, peguei num lápis, e pensei como é que iria iniciar o texto, o que é que chamaria mais a atenção ao leitor, suposto leitor, o que é que lhe poderia prender e agradar mais ao intelecto?

Quando...um dos passarocos que já tinha visto antes no telhado do vizinho, vem parar à minha janela. Trazia na pata algo, apercebi-me que era um papelinho. Tentei tirá-lo com o máximo cuidado, após o que o pássaro regressou ao seu poiso, ao lado dos seus amigos de penas. Abri o papelinho e li-o, era uma simples frase

   

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E agora? Agora? Agora nada...afinal os pássaros é que mandam.

02.10.19

Meu querido Outono


imsilva

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Tenho encontrado por aqui, neste cantinho à beira net plantado, uns quantos blogs com os ânimos um pouco descaídos. Alguns até a insubordinarem-se contra o Outono. Ora, tendo eu própia andado também com tudo a caír-me em cima, a empurrarem -me os ânimos pelas ruas da amargura, pergunto-me se não serão os astros que também andam desaustinados, mal alinhados, zangados com os amores, a fazerem das suas. Se assim for, amigos alinhem-se, orientem-se, que a coisa não está fácil.

Por outro lado, e era por aí que eu queria que fosse este post, tenho paixão pelo Outono. 1º porque em termos de vida, é quando começo a ter um vislumbre dela, o trabalho abranda e começamos a respirar um pouco melhor. 2º porque é quando surgem as melhores cores e cheiros. Cheiro a fresco, a terra molhada (quando chove), e as árvores vestem-se com  cores novas e maravilhosas, como invejo os amarelos, os laranjas e os castanhos da natureza nesta estação.

E pronto, depois de dizer de minha justiça, faço votos para que os astros me tenham ouvido, e que nós pobres mortais, possamos levantar de alguma maneira os nossos ânimos, e podermos também apreciar a natureza tal como ela é, sem metermos a pata para a transformar-mos à nossa imagem e apetite.

 

 

 

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