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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

31.01.20

desafio de escrita dos pássaros #2.1

Acho que a coisa não vai correr bem.


imsilva

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Ficou a olhar, como se nunca tivesse visto, como se não soubesse o que era ou para quê servia.

Um arrepio na espinha, acompanhado de uma nausea, disse-lhe que se estava a meter em trabalhos, que sózinho não ía ser fácil.

Pensou em pedir ajuda, mas depressa lhe passou a vontade de o fazer. Não conseguia imaginar alguém alí, a fazer aquilo.

Pegou, olhou novamente, mediu, pesou e maldisse a sua sorte. Não fosse a necessidade grande e tinha enfiado tudo dentro da caixa e teria esquecido o assunto.

Mas não podia, sabia que não podia e que tinha que avançar. Coisas maiores e extremamente importantes dependiam da realização com sucesso daquilo que tinha que ser feito.

Recordava todos os passos que dera antes daquele amarfanhado dia. Todos os sítios onde fora, e a mesma opinião vinda de todas as direcções.

Não havia outro remédio, apesar dos pedidos e súplicas que lhe tinham saído da boca, em nenhum ouvido tinham entrado, ou pelo menos, tinham entrado, mas saído à mesma velocidade, porque ninguém tinha feito caso.

Ao fim e ao cabo, ele sabia que tinha que ser, os incómodos já eram mais que muitos e o assunto tinha que ser resolvido.

Aparentemente, cheio de coragem, e já com decisão tomada, pega na bula do aparelhómetro e começa a ler. Caem gotas de suor da sua fronte, só a leitura já lhe estava a afectar os sentidos. Não sabia como ia levar aquilo até ao fim.

Depois de perceber os passos a seguir até ao resultado final, depois de estar a transpirar feito um parvo, realiza todas as operações necessárias e quando tudo fica pronto e a postos, pensa - Acho que a coisa não vai correr bem - Pendura o saco no dispositivo apropriado, deita-se e...

Sinceramente, não creio que seja possível descrever o resto da história, se já sabem o que é um clíster... imaginem o resto.

 

 

24.01.20

Poemas meus #5


imsilva

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                       "MUNDO DESTINADO"

Alguém nasceu

algures no mundo

preparado para melhorá-lo ou destruí-lo

destinado a amá-lo ou a odiá-lo

e para o mundo será indiferente

porque seguirá o seu destino impassível

sem olhar para trás

sem dizer adeus

sem lágrimas por tudo 

o que deixa derramado a seus pés

sem alegria por aquilo que surgiu

sem carinho por aquilo que um dia foi seu

e que no fundo continuará sendo

por a mais ninguém poder pertencer

e eu choro

porque existe algo grandioso

que não se apercebe da sua grandiosidade

que é o princípio e origem

de toda e qualquer existência

fora e dentro destas paredes imaginárias

às quais não se conhecem limites

para além daqueles

que o bicho-homem-coisa-nada dá

e quando alguém morrer

para o mundo será indiferente

 

Foi um enorme prazer, partilhar estes tesourinhos com vocês. Estavam guardados num baú de memórias importantes para qualquer crescimento, e no meu foram muito importantes, foram palavras muito sentidas na època e foi interessantissimo trazê-las à luz dos vossos olhos e opiniões. Obrigada pela atenção que lhes prestaram.

 

23.01.20

Poemas meus #4


imsilva

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Eu quero ir

não quero ficar

quero ir para longe ou para perto

na condição que seja para outro lugar

algum sítio onde as estrelas

apareçam de dia

e a relva seja vermelha

onde o sol brinque com a lua

confundindo-se a claridade e o Verão

com a escuridão e o Inverno

onde não haja gente

mas sim amigos

onde a vida não seja uma obrigação

mas sim um prazer

22.01.20

Poemas meus #3


imsilva

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                                              "CHORAMOS"

Choramos

sem ter uma razão verdadeira

choramos

porque somos fracos

choramos 

porque tememos

choramos

porque existe a cobardia

e o medo

não somos ninguém

e fazemos a "vida"

insignificantes seres no universo

com direito a mudar

e a sacrificar a "vida"

      

 

21.01.20

Poemas meus #2


imsilva

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                                            "COBARDIA"

Sinto-me só

no silêncio do meu quarto

e o murmúrio do mar lá fora

um vendaval de pensamentos me envolve

no mais fundo do meu ser

no mais recôndito do meu consciente

mas eu não quero

eu tenho medo

medo das ideias aprofundadas

medo das conclusões tiradas

e medo de enfrentar lágrimas rebeldes

que me recuso a aceitar

prefiro vaguear no nada

e só ouvir o murmúrio do mar lá fora

 

20.01.20

Poemas meus #1


imsilva

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Referi num outro post, uns poemas do meu tempo de adolescente. E acrescentei que se perdesse a vergonha publicava alguns. Pois bem, perdi a vergonha toda e aqui está o 1° de 5, a serem publicados durante está semana . Sejam bonzinhos, que a adolescência é uma época conturbada. 

Este, vai ser publicado na folha original.

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13.01.20

17 semanas de desafio dos pássaros.


imsilva

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E assim acabou a experiência fantástica, que me pôs a escrever a torto e direito, com vontade e sem vontade, melhor ou pior, mas escrevi.

Para não perder-mos o hábito, vem aí já à boleia, a 2° rodada. E lá vamos nós, que isto é coisa que primeiro se estranha e depois se entranha.

Podem ser um bando de pássaros malucos, mas é de louvar a trabalheira que tiveram e que se disponibilizam a ter novamente, mas...são malucos, não é?

Deixo aqui os meus textos, para quando estiverem na paragem do autocarro, ou na sala de espera do dentista, ou à espera que a chaleira ferva, se possam entreter.

E não chorem porque já, já a seguir, vem mais. 

Tema #1

Tema #1 2° texto

Tema #2

Tema #3

Tema #4

Tema #5

Tema #6

Tema #7

Tema #8

Tema #9

Tema #10

Tema #11

Tema #12

Tema #13

Tema #14

Tema #15

Tema #16

Tema #17

 

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