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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

22.05.20

desafio de escrita dos pássaros (Último)

Vou alí, e já venho.


imsilva

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Vou ali gritar, (infanticídios, violência gratuita, vírus, governos malucos, gente idiota...), e já venho

Vou ali descansar, (de problemas, arrelias, de movimentos exauridos, de pensamentos vários...), e já venho

Vou ali pensar, (na vida, no que faço, no que quero fazer, no que deveria fazer...) e já venho

Vou ali apreciar, ( o sol, o frio, o que tenho, o que vejo, a paisagem à minha frente...) e já venho

Vou ali sentir, (amor, ódio,indiferença, e tudo o mais a que tenho direito...) e já venho

Vou ali abraçar, (gente que amo, gente que me ama, gente que merece...) e já venho

 

Vou ali agradecer aos pássaros a feliz ideia, a oportunidade de descobrir o prazer da escrita "por encomenda" e a trabalheira que tiveram a encontrar os temas mais mirabolantes, mais estapafúrdios que se possa imaginar, para nos dar cabo do toutiço, o que acabamos por descobrir que afinal, não era assim tão mau, e já venho...

 

14.05.20

Desafio dos pássaros (penúltimo)

Mais oito.


imsilva

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No âmbito do desfio dos pássaros, que deram o mote de "Mais oito", não resisti a fazer esta lista, que é uma espécie de receita para que a nossa vida possa ser melhor;

8 expressões de amor

8 sorrisos de felicidade

8 maravilhosos sonhos

8 palavras de esperança

8 actos de compaixão

8 momentos de serenidade

8 belas imagens

8 verdadeiros amigos

Vamos ser felizes, vamos ser melhores, vamos ser boas pessoas. 

 

12.05.20

Mulher madura, beleza pura


imsilva

 

 

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Aviso: Este texto é dedicado às maduras, mas creio que também pode dizer algo às verdes.

No domingo, na RTP2, vi o 1° episódio de uma nova série, "O oportunista". Que me trouxe esta certeza, as mulheres maduras tem um charme incrível. A protagonista é Júlia Ormond, (Lendas de paixão, com Brad Pitt) (Sabrina, com Harrison Ford) e depois de me assustar por perceber que ela também envelheceu, (não somos só nós) percebi também que está linda.

Foi há coisa de um ano que lancei o "desafio dos 50", e que deu testemunhos fantásticos do que é chegar aos 50, e das vantagens que sentimos na alma e no ego. Foi unânime, todas nos sentimos orgulhosas e de bem com a idade.

As rugas e as curvas, tiraram algo a esta actriz, mas também lhe deram outra coisa, beleza madura e aquela sensação de serenidade e auto-confiança, de quem já não deve nada a ninguem e satisfações muito menos.

Ok. Já percebi que provavelmente vai ser enrolada na série, mas isso nada tem a ver com a beleza e o carisma que transmite.

11.05.20

Visitas boas


imsilva

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Ser avó é...

Ter desenhos fantásticos, muito melhores que os do van Gogh.

E ouvir opiniões muito próprias;

- O Coronavírus é um micróbio mau, que não gosta de crianças que lavam as mãos e beben água.

- Sinto-me triste porque é chato ficar em casa sem ver os outros, mas é bom ficar em casa.

- Já morreram muitas pessoas na China.

- Eu gosto de dançar, mas não com estilo, gosto de dançar à maneira divertida.

Tivemos direito a visita ao fim de mais de dois meses. O abraço que foi dado por eles, só acabou porque tinham que abraçar também o avô. Nunca soube tão bem ter uma casa de pernas para o ar. É toda uma decoração nova na minha sala.

08.05.20

Desafio do conto


imsilva

Este desafio foi lançado pela Ana, a que se seguiram a Amor liquido, a Bii yue, o José , a   e a Luisa , que remeteu para mim. E eu desafio a  Olga para algo mais do que continuar com a narrativa do conto. Com autorização da criadora ,Ana de Deus, vou pedir à Olga que faça também uma  ilustração sobre o mesmo. Não faço bem? Eu acho que sim. Só resta saber se o duplo desafio é aceite.                                                                                                      Então vou lembrar que o texto não deverá ter mais de 200 palavras, e  que deve ser usada a tag "desafio do conto". Também que terás que copiar todo o conto para o teu post.

 Como se percebe a minha participação está no fim a negrito. 

 

Era uma vez uma jovem mulher, de seu nome Clariana, que pastoreava gansos. Ela era o primeiro ser vivo que os gansos reconheciam, desde tenro berço, e eram lhe totalmente fiéis. Aprendera com o avô todos os segredos desta mestria.

Clariana era a mais velha de três irmãos, todos eles filhos de Izabel e João Bernardo. Uma família de origens humildes que ocupava os seus dias na tranquilidade do campo, entre a lavoura do trigo, da batata, e a agropecuária. Izabel ocupava-se de todos os assuntos relacionados com a atividade económica do que produziam, contando com a ajuda de Clariana no terreno, junto dos animais, e Juca, a forma carinhosa como o pai era tratado, debruçava-se sobre a contabilidade da família. Os gémeos Tiago e Guilherme eram ainda pequenos, pelo que o seu maior contributo era a alegria constante que ofereciam àquela herdade. Construída em 1950, tinha sido herdada pela filha do avô Eurico.

A vida era pacata, a rotina de vida campestre pouco variava até um dia, que Clariana estava a alimentar os seus gansos e vê um vulto a esconder-se por entre as árvores. Com o coração a bater de medo, mas com a sua faceta corajosa a vir ao de cima, começa a caminhar devagar e numa tentativa de fazer barulho. O vento fazia com que as folhas batessem umas nas outras, os gansos grasnavam baixinho. O vulto parecia estático e Clariana tentava movimentar-se silenciosamente, sentia o suor frio a escorrer pela sua pele, o seu corpo tremia com o medo e adrenalina. Estava bastante perto do vulto quando os gansos começam a grasnar alto e entram em luta uns com os outros, com o susto ela manda um grito, olha na direção dos gansos e quando volta o seu olhar para as árvores não podia acreditar no que via.

Uma velha muito velha, baixa, de faces lavradas pelos anos e quiçá pelas demasiadas intempéries, olhava com curiosidade para a pastora. Nas mãos, magras e engelhadas, balançava um cajado preto da sujidade e assaz puído do uso.

Trajava uma roupa suja, aqui e ali deveras esfarrapada. O cabelo cinza encontrava-se escondido por debaixo de um lenço, também ele viúvo de cor e lavagens. No entanto os olhos pequenos e escuros permaneciam muito atentos ao que se passava em seu redor.

Entre o susto e o espanto Clariana encheu o peito de ar e enfrentou a anciã:

- Quem é vossemecê?

A idosa pareceu querer sorrir, mas a única coisa que conseguiu mostrar foi uma boca desdentada. Aproximou-se e passou os dedos sujos pelo cabelo bonito da jovem. Depois pela face. Esta desviou-se para trás alguns passos.

Curioso é que os gansos, sempre tão barulhentos, haviam-se silenciado por completo.

- Diga lá quem é vossemecê? – insistiu em tom peremptório, sem denunciar qualquer receio.

Novo sorriso da idosa que mais parecia um esgar… Por fim endireitou-se, abriu os braços e aproximou-se novamente da miúda, como se a quisesse envolver nos seus trapos rotos e nojentos.

Disse então numa voz rouca e cavernosa:

- Como assim, quem sou eu?!... que raio de pergunta é essa Clariana?!...

- Vossemecê não se faça de desentendida e diga-me quem é, que eu já começo a perder a paciência!!! – disse, franzindo o sobrolho, em sinal de desagrado.

- Eu sou tu!... bem-vinda ao futuro! – disse a velha, abrindo os braços na sua direcção e soltando uma estridente gargalhada!

Clariana empalideceu, as pernas tremeram-lhe e caiu desamparada no chão.

Os gansos, agitados, começaram a grasnar de forma intempestiva, gerando um ruído ensurdecedor que atraiu a atenção de quem passava.

Clariana sentiu uma mão macia a afagar-lhe o rosto, abriu os olhos lentamente e foi surpreendia pela imagem de um belo jovem ajoelhado a seu lado, que lhe perguntava:  - a menina está a ouvir-me?!...

Assustada, e sem perceber o que havia ocorrido, tentou levantar-se rapidamente mas a sua tentativa foi infrutífera… a cabeça pesava-lhe e parecia que tudo girava à sua volta…

O rapaz disse-lhe, com voz doce: - fique calma e não tente levantar-se… a menina caiu e perdeu os sentidos… vamos levá-la ao hospital para fazer alguns exames e garantir que está tudo bem. Eu acompanho-a na ambulância!

Clariana não queria acreditar na beleza do jovem rapaz. Louro, elegante, bem vestido e cheio de modos da cidade. Nunca tinha visto um rapaz tão bonito! E queria acompanhá-la ao hospital!

- Não se preocupe, eu estou bem, foi só uma queda. Em vez de irmos ao hospital poderíamos ir ver como estão os meus gansos! Tenho a certeza que vão simpatizar consigo! – disse Clariana.

O jovem rapaz concordou, pois achou a ideia maravilhosa. Como vivia na cidade, nunca tinha visto gansos. Esta seria uma oportunidade maravilhosa para escrever sobre animais de quinta na sua tese de mestrado.

Assim que se aproximaram da casa de Clariana, os gémeos vieram a correr abraçar a irmã. O jovem rapaz ficou encantado com a cumplicidade que reinava naquela família.

Izabel, assim que viu a filha a aproximar-se com o belo rapaz, pensou que seria um bom partido para "desencalhar" Clariana, e, amavelmente veio cumprimentá-lo.

Juca, ao contrário, não gostou nada de ver a sua Clariana com um estranho, ainda mais um rapaz da cidade, que com certeza queria aproveitar-se da jovem do campo. Foi ao armazém buscar a caçadeira e saiu a disparar, “que nem um louco”, por todos os lados ….

 

Alguns pardais, apanhados desprevenidos pelos tiros, desalvoraram pelos céus a pensar no que se teria passado.

 -Oh paizinho, pelo amor de Deus, este simpático rapaz ajudou-me depois de eu ter desmaiado e nem queiras saber porquê, ainda estou para saber se encontrei uma bruxa ou se alucinei.

 - Oh homem tem calma, não há razão para isso tudo, olha se tens acertado em alguém, tinhamos a vida desfeita - disse Izabel - E o senhor desculpe esta reação do meu marido, mas quando diz respeito à filha, perde as estribeiras.

 - Claro, compreendo. Já agora o meu nome é Rodrigo, Rodrigo Mendonça. Peço desculpa pela intromissão, mas assustei-me quando vi a sua filha desmaiada.

 - E tu filha, estás bem? Tens a certeza que não é preciso ir ao hospital?

 - Estou bem mãe, não passou de um susto. Convidei o Rodrigo para vir ver os gansos. Não fiz mal, pois não?

 - Claro que não filha, e Rodrigo, o almoço está quase pronto, gostaria de nos fazer companhia? É um agradecimento pelo que fez.

 - Bem, realmente não tenho pressa de seguir caminho, por isso, aceito com muito gosto.

Aí, João Bernardo viu-se na obrigação de pedir desculpas, que foram imediatamente aceites pelo jovem.

Mas foi quando...

(continua...)

06.05.20

Fofura


imsilva

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Não sou pessoa de animais. Sempre disse, animais? Tenho 3 filhos! Um animal é para ser tratado como deve de ser, é mais um filho, e eu já tinha a lotação esgotada. Esta gatinha é da minha filha, e é deliciosa, mas... em casa dela.

05.05.20

Palavras...


imsilva

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Palavras escritas

Palavras faladas, murmuradas

Palavras gritadas ao mundo, mudas e surdas

Palavras que fazem bem, que fazem mal

Palavras malditas, maldizentes e negras

Palavras mastigadas, cuspidas com ódio que mata

Palavras abençoadas, que salvam, vestidas de amor

Palavras benevolentes e doces, melosas

Palavras singelas, altivas, ocas

feias, bonitas, ricas e pobres

Dizem que... palavras leva-as o vento

Dizem que...palavras sem pensamentos por detrás delas, são como balões vazios

 

Hoje celebra-se, pela 1º vez, o Dia Mundial da Língua Portuguesa.

 

03.05.20

Mãe, ontem hoje e amanhã.


imsilva

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Como todos os dias, hoje é dia da Mãe.

Só que hoje, é o dia da flor, da prendinha, da visita que o calendário ordena.

 Este ano as condições existentes não permitem que todas as mães recebam o miminho a que têm direito.

Porque ser mãe é muito mais do que receber uma lembrança por ano. Vá lá duas, com o dia de anos.

Porque ser mãe é querer receber um sorriso, um beijo, uma palavra, todos os dias se possível.

Porque ser mãe é não querer saber das rugas, e sim das nódoas negras dos seus filhos.

Porque ser mãe é ter um bilhete vitalício no comboio do orgulho, do amor, da paciência e da falta dela, da ansiedade e do medo.

Porque ser mãe é criar, é cuidar, é amar mesmo não tendo parido.

Porque ser mãe, também é chorar por não ter alguma coisa, coisinha que seja, daqueles que criaram, daqueles a quem chamam filhos, os mesmos que as esqueceram no meio de más escolhas.

Para todas as mães, tanto para as que recebem um sorriso e um beijo, como para as outras que recebem uma má cara e outras coisas que tais que não merecem, um grande bem hajam, ontem, hoje e amanhã.

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