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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

29.09.20

Desafio: passa-palavra#2 Saudade


imsilva

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Saudade de ti, de mim,de nós

Saudade do que fomos, não do que somos, mas do que poderemos vir a ser

Saudade da vida, do tempo, do sentimento ausente

Saudade de te ver nos meus olhos e de me rever nos teus

Saudade do toque, da cumplicidade, de ser tua, de seres meu

Saudade daquele recomeço que tarda a começar

Saudade de um futuro, aquele futuro que desejamos

Saudade do beijo perdido no universo, onde não estamos

Saudade dos dois sermos um

 

Este texto pertence a este Desafio

25.09.20

Desafio: o melhor do ano

Ai 2020!


imsilva

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Ana desafiou para contarmos o que encontramos de melhor neste ano maluco que nos calhou. eu vou tentar encontrar algo que faça sentido. 

Não creio conseguir falar do melhor, sem referir o pior. Houve um mix das duas coisas que vou tentar separar.

Estar em casa, sem necessitar de sair fosse para o que fosse foi bom, se não houvesse a preocupação do que se estava a passar, do que se iria passar e da incógnita que passou a ser o nosso futuro, que na altura, inocentemente, ainda pensavamos que iria voltar ao normal em pouco tempo.

Fora esse pequenino pormenor, devido ao confinamento, o melhor foi ter todo o tempo do mundo para os nossos petiscos saboreados no quintal, almoçavamos fora todos os dias. Foi o sol que apanhei enquanto lia um livro. Juro que nunca estive tão bronzeada, eu que nunca vou à praia mesmo vivendo ao pé dela, por falta de tempo. Foi um sossego inédito na minha vida, sempre tão cheia de gente. Fiz uma desintoxicação de humanos, e soube bem.

Mas há algo que tenho que referir como o melhor de 2020, até agora, a saúde dos meus que apesar de algum susto, prontamente resolvido, não nos obrigou a andar em bolandas por hospitais e afins.

Este foi o ano de todos os anos, foi o ano que ficará nos anais da história. Espero que não haja piores, que o 2021 seja de resolução e da volta da vida como a conhecíamos. Todos esperamos que assim seja.

 

 

23.09.20

Desafio:Passa-palavra #1 Amarelo


imsilva

Há mais um desafio à solta pelo universo bloguista sapiano.

Uma óptima desculpa para pôr a criatividade à solta. E aqui começa a minha participação.

 

O triciclo amarelo

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Fez a felicidade da Aninhas quando pequenina gaiata. Fez a felicidade do André e do Ricardo, filhos da Aninhas, quando petizes. Ainda passou pelas mãos e pés dos primos António e Gabriela.

Quando o André foi pai de Margarida, decidiu recuperar o velho triciclo. Queria que os filhos também usufruissem da alegria que ele tinha vivido com aqueles pedais nos pés.

Quando chegou a altura da pintura não poderia haver outra côr que fosse escolhida sem ser a original "amarelo".

E chegada a altura, os olhos de Margarida brilharam quando lhe apresentaram o "velho" triciclo, que brilhava como os olhos da criança, com todo o esplendor de um triciclo novo.

O carinho e amor com que fora restaurado, tinha-lhe dado uma nova vida. E quem sabe a quantas gerações mais traria felicidade.

Muitas histórias, joelhos esfolados de variadíssimas corridas e gargalhadas, poderia, e continuaria a contar aquele triciclo amarelo.

 

18.09.20

Parabéns Mãe


imsilva

 

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Mãe

Hoje fazes 85 anos.

Há sempre uma grande reunião familiar neste dia. Todos juntos, filhos, netos e bisnetos, somos 26.

Ultrapassamos uma fase em que ficamos em confinamento, sem abraços, sem beijinhos, sem visitas. No entretanto fomos devagarinho, e fomos convivendo com conta peso e medida. Tanto tu como o pai já recebem (de vez em quando) um abraço e um beijinho que tanta falta fazem.

Estamos a entrar numa nova fase (que não é melhor) e temos medo. Medo por vocês, não por nós.

Hoje não nos devíamos reunir.  Vamos ver como será, ainda está a ser estudado. Os tempos são estranhos, mandam na nossa vida com um estalar de dedos. E é dificil entender as mudanças de hábitos enraizados, hábitos que nunca imaginamos que poderiam ser alterados por forças exteriores.

Mãe

Sei que não vais viver mais 85 anos (nem eu mais 59), mas continuamos a precisar de ti, e sabemos que tens todas as capacidades e condições para mais uns quantos, e nós vamos zelar por isso, para que sejam com qualidade.

Que tenhas um dia (e os outros dias também) muito feliz.

 

Estas são para ti, o beijinho vai mais de aqui a pouco.

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10.09.20

Quadras para a Ana


imsilva

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Os desafios da Ana

A Ana desafia                                                    e nós vamos atrás                                           fiquei arredia                                                    e não fui capaz

Vou insistir                                                      quem sabe o que vai dar                                para a ver sorrir                                              vale a pena tentar

Um beijinho Ana                                               o esforço já fiz                                              não me peças mais                                          espero que estejas feliz

 

 

07.09.20

Dúvidas existenciais.


imsilva

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Haverá idade para as crises existenciais?

Para sabermos quem somos, onde estamos, para onde vamos, o que necessitamos, ou o que realmente temos?

A conclusão a que chego é...não, não há idade.

Nas crianças já se nota algum receio pelo desconhecido, pelo medo de ficarmos sem aqueles que são o nosso mundo. Medo de termos a nossa existência alterada sem o podermos controlar.

Na adolescência porque somos novos e temos tanto que aprender, que quando tropeçamos, toda a nossa existência estremece e as emoções balançam.

Quando entramos na idade adulta, são as dúvidas do caminho que se apresenta, das decisões que têm que ser tomadas, e do medo inerente a essa situação.

Já na idade adulta, são as incógnitas que as decisões anteriormente tomadas levantam, e os arrependimentos (grandes ou pequenos) que poderão surgir e que tão difíceis podem ser de aceitar.

E depois...depois é a inconsistência do futuro que tantas dúvidas existenciais trazem, em conjunto com as dúvidas que já traziamos de outras épocas (pensávamos nós que já as tinhamos resolvido) mas que continuam a aparecerem-nos à frente em forma de pontos de interrogação.

Valha-nos a presença de espirito, que o tempo nos deu, e que é capaz de relativizar e priorizar as crises existenciais, quase com uma perna às costas.

Mas que as há...há. Elas...as crises.