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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

28.03.22

Annus horribilis


imsilva

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Este ano tem sido horrível! Como se os outros já não tivesssem sido assim apelidados...

Desde uma operação à hernia ao meu marido, à visita do vírus COVID à maior parte da família, a uma guerra estúpida a dois passos daqui, ao internamento da minha mãe que esteve sem visitas 2 semanas (agora já tem), à morte de 2 pessoas que de algum modo estão ligadas à nossa vida, têm sido quase 3 meses de angustia e atribulações como não me lembro noutro ano. 

Nos anos COVID, era só com o que nos tinhamos de preocupar, agora são 58 coisas ao mesmo tempo, que me deixam sem saber para onde dirigir o meu olhar.

Posso parecer pobre e mal agradecida mas tenho-me sentido sem chão muitas vezes. A única coisa que queria muito, muito fazer, uma coisinha pequena, pequenina, tão pequenina que ...desapareceu, era sair 3 dias, perder a chaminé de vista, respirar fundo noutros ares, num cantinho qualquer deste Portugal tão bonito e que está à minha espera. Mas, até isso me foi vedado.

A esperança é a última a morrer, e de esperança tenho vivido nestes últimos dias à espera de uma aberturazinha que permita a fuga. Uma singela fuga que não magoa ninguém, até pelo contrário, não me deixem fugir e verão se não vão aparecer por aí coxos e marrecos depois de lhes ter tratado do pelo.

Como se pode chamar horrível a este ano depois de termos passado pelos outros dois? Mas, eu chamo, chamo sim, e com todas as letras, H-O-R-R-Í-V-E-L!

Quantos meses faltam para o fim de 2022???

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