Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

06.03.20

desafio de escrita dos pássaros #2.6

oh não, um vírus outra vez


imsilva

f2ab965577d90e5d7371d5ad16224294.jpg

Sílvia e Ana Maria estavam no laboratório, rodeadas de pipetas, lamínulas e toda a parafernália necessária para o estudo epidemiológico que tinham em mãos, preparando as amostras devidas para subsequentemente serem analisadas e observadas ao microscópio. 

Ana Maria bocejou sem conseguir disfarçar, após 10 horas em pé com raros descansos no banco em que se sentava, quando tinha que ir ao famigerado microscópio.

O que acontecia naquela sala, repetia-se por todo o edifício há já 2 meses. Ou seja, todas as salas de todos os andares, viviam aquele frenesim, cheias de trabalho e de gente quase a cair para o lado, devido ao pouco descanso que tinham, depois de terem acedido ao pedido da direcção, para tentarem com a maior urgência possível, descobrir o que se passava com um vírus que estava a alarmar o mundo, com o nº de infectados a aumentar todos os dias.

Não era tão inusitado assim, quando há 7 anos atrás já tinham sentido a preocupação e o medo inerente a algo que não era reconhecido no mundo da microbiologia e da virologia. Felizmente não tinha sido difícil de resolver na altura, e isso esperavam agora, resolvê-lo também.

Quando conseguiram 15 m. para beber um café e descansarem os olhos de toda a pressão a que estavam sujeitas, Sílvia e Ana Maria sentaram-se finalmente na cantina, onde se encontravam 3 outros membros daquele bravo pelotão de ataque a fazer o mesmo. Aqueles eram momentos preciosos para poderem continuar.

- Sabes, estou bastante assustada com este bicho, tem características tramadas, espero bem que possamos fazer alguma coisa - comentou Sílvia.

- Tens razão, nunca tínhamos tido dentro do país, tantas pessoas afectadas. Todos os dias aumenta o nº, e as mortes ultrapassam significativamente o que já vimos anteriormente.- a expressão de Ana Maria era de real preocupação.

- Sinto-me orgulhosa das condições que aqui temos, e dos estudos que estamos a levar a cabo.

- Sim, mas não é suficiente para chegarmos a conclusões satisfatórias, temo que demoraremos meses, e não me parece que tenhamos tanto tempo para o fazer.

- Lembras-te do que o Professor "Não sei das quantas" disse ao princípio? que o vírus não se dava com o nosso ar húmido e com o iodo das nossas praias, que o nosso país estava protegido.

- Pois é, até as cabeças mais bafejadas pela inteligência, dizem bacoradas. Vamos mas é voltar para a nossa bela sala esterilizada e fazer por salvar a humanidade desta catástrofe.

10 dias mais tarde, fariam a descoberta que levaria à vacina do vírus que neste momento tanto as preocupava.

 

 

19 comentários

Comentar post