Hortênsias no meu quintal
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Maio 31, 2024
imsilva

Estas hortênsias olharam para mim esta manhã, e decidi partilhá-las com todos vocês, para vos alegrar o dia e dar boas vibrações para o fim de semana.🧡
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Maio 31, 2024
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Estas hortênsias olharam para mim esta manhã, e decidi partilhá-las com todos vocês, para vos alegrar o dia e dar boas vibrações para o fim de semana.🧡
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Abril 26, 2024
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Quando as batatas nos dizem que nos amam, tudo vale a pena. Esquecemos as horas em pé, o calo da faca com que as descascamos, a colega que está de mau humor, o almoço que não é do nosso agrado, enfim, tudo vale a pena! ❤
Abril 19, 2024
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Esqueceram os óculos...
Do que mais se terão esquecido? Espero que não tenha sido da dignidade ou da humildade, ou do respeito, que tanta falta faz neste planeta, e que parece ter caído em desuso.
Juro que encontrei esta árvore assim, já com os óculos postos. Não deixa de ser caricato, uma árvore visivelmente com muitos anos terá com certeza a vista cansada, e com o sol a bater nela durante séculos, o esquecimento talvez tenha sido, afinal, uma benesse, um acto de bondade e de altruísmo acidental.
Abril 12, 2024
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Hoje li algures que a morte dos avós é o divórcio da família.
E se pensarmos bem, é o que acontece em muitas. Os avós são o elo de ligação, o pilar que une pessoas diferentes com maneiras de pensar dispares, e que tentam tapar essas diferenças por amor aos patriarcas. Na minha família, também existem pessoas diferentes, e não sei como será o futuro quando já não tivermos o pilar que ficou a segurar-nos.
A partir do momento em que a nossa própria família cresce, quando aparecem os netos e passamos a ser mais que muitos, deixamos de sentir falta dos que nos acompanhavam na infância. Ou então é o meu egoísmo que assim fala, o meu individualismo que se sobrepõe a confusões e obrigações para as quais me falta a paciência.
Não podem pedir mais sinceridade e honestidade do que esta. Fico a pensar se deveria ter escrito isto...
Esta fotografia tem patriarca, filhos, netos e bisnetos. Foi a comemoração dos 87 anos da matriarca que já não estava entre nós. Foi com muito amor e carinho que nos reunimos nesse dia, mas será assim no depois de...?
Março 15, 2024
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Uma brisa
Quando uma brisa morna passa por mim, fecho os olhos e beijo-a.
Agradeço o seu suave toque e a tranquilidade que me inunda o ser.
Os aromas inebriantes, que me traz como bagagem, a flores, a fresco e a terra, limpam-me a alma e fazem-me acreditar.
Abro os olhos e vejo fios do meu cabelo branco a esvoaçar na minha frente, numa dança sem coreografia certa, mas perfeita e suave.
Deixo-me embalar por uma melodia inexistente, e pelos raios de sol que a acompanham, completando a perfeição do bailado.
Uma brisa só, é suficiente para uns momentos de felicidade.
Março 08, 2024
imsilva

Não quero chamar nomes a ninguém, mas estes simpáticos bichinhos fazem-me lembrar outros bichinhos que têm andado por aí a passear, a dar beijinhos a toda a gente, a levar apertões que valha -me Deus, e quando ao fim do dia chegam a casa, é isto...
Mas, se repararem bem, se pegarem numa lupa, vão ver lá ao fundo uma camela em pé, sempre a postos como é apanágio das mulheres. (Senti-me mal por não ter feito um post todo bonito sobre a importância das mulheres (como é obrigatório neste dia), vai daí, creio que matei dois coelhos de uma cajadada só.) ![]()
Fevereiro 23, 2024
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Numa rua estreita, vivia D. Amélia.
Senhora de muita idade, escorreita e independente, fazia a sua vida num pequena casa que apesar de não ter todas as condições desejáveis, servia à velha senhora para a sua pacata e simples vida. D. Amélia não era muito sociável, oferecia críticas a torto e direito, fosse ao município, fosse aos vizinhos, fosse aos passeantes e turistas que com as suas máquinas infernais tiravam fotografias constantemente à rua, ás janelas, às portas, à roupa pendurada nas janelas.
D. Amélia recusou a ajuda da assistência social e de alguns vizinhos, que preocupados, ofereciam-se para qualquer coisa que necessitasse. Mas, a idosa não aceitava, não queria ajuda e não deixava sequer que alguém entrasse na sua casa. Sem família, tinha uma sobrinha que morava no estrangeiro e que não via há anos, fazia as suas parcas compras na loja do Sr. Artur, mesmo ali na esquina e ninguém sabia como ocupava o seus dias. Um dia D.Amélia não se levantou da sua cama, não tinha forças para tal, e uma dor constante no peito não a deixava quase respirar. D. Amélia ficou deitada a pensar que a sua vida acabava ali, não tinha como avisar ou chamar alguém, mas sentia- se tranquila, sentia que chegava, sentia que o fim era justificado, não tinha mais nada a fazer. Dois dias depois, algumas vizinhas mais atentas aos movimentos da rua, deram pela janelinha da casa da vizinha rabugenta estar fechada e acharam estranho.
Numa rua estreita, vivia D.Amélia.
Fevereiro 16, 2024
imsilva

Somos de um mundo chamado saudade
Saudade do que foi, do que vivemos
Saudade do que não fomos, do que não vivemos
Saudade do que virá
Saudade de desejos
Saudade do que nunca será
Somos de um mundo chamado insatisfação
Fevereiro 09, 2024
imsilva

Que pena este texto não ser uma carta nas mãos de um carteiro
Uma missiva nas mãos de um mensageiro
Um poema de amor para um enamorado que está longe
Um pedido de casamento para a menina que se esconde
Um grito de carinho da mãe para o filho
Um marido que mata saudades e beija seus filhos
Numa esperança de um reencontro em breve
Que pena este texto não ser uma carta nas mãos de um carteiro
Que sob sol e chuva faria a sua entrega no destinatário
Uma missiva nas mãos de um mensageiro
Que com a sua vida protegeria a mensagem do seu proprietário
Fevereiro 02, 2024
imsilva

Este é o último texto do desafio dos cinquentas (2019) que republico. A viagem a que me referia no fim, aconteceu em Abril de 2022. Continuo a adorar as rugas de minha mãe.
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Rugas de minha mãe, que contais?
Pecados, sofrimentos e dores?
Prazeres, alegrias e amores?
Ruas tortas
Avenidas direitas
Becos de sol
Praças de chuva
Cruzamentos de dúvidas
Mas, muitos caminhos percorridos
Muitas pedras calcadas
E o descanso ali, na linha do horizonte,
a prometer uma outra viagem.
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