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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

07.09.20

Dúvidas existenciais.


imsilva

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Haverá idade para as crises existenciais?

Para sabermos quem somos, onde estamos, para onde vamos, o que necessitamos, ou o que realmente temos?

A conclusão a que chego é...não, não há idade.

Nas crianças já se nota algum receio pelo desconhecido, pelo medo de ficarmos sem aqueles que são o nosso mundo. Medo de termos a nossa existência alterada sem o podermos controlar.

Na adolescência porque somos novos e temos tanto que aprender, que quando tropeçamos, toda a nossa existência estremece e as emoções balançam.

Quando entramos na idade adulta, são as dúvidas do caminho que se apresenta, das decisões que têm que ser tomadas, e do medo inerente a essa situação.

Já na idade adulta, são as incógnitas que as decisões anteriormente tomadas levantam, e os arrependimentos (grandes ou pequenos) que poderão surgir e que tão difíceis podem ser de aceitar.

E depois...depois é a inconsistência do futuro que tantas dúvidas existenciais trazem, em conjunto com as dúvidas que já traziamos de outras épocas (pensávamos nós que já as tinhamos resolvido) mas que continuam a aparecerem-nos à frente em forma de pontos de interrogação.

Valha-nos a presença de espirito, que o tempo nos deu, e que é capaz de relativizar e priorizar as crises existenciais, quase com uma perna às costas.

Mas que as há...há. Elas...as crises.

 

 

26.09.19

Deixem as crianças ser imperfeitas


imsilva

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Antigamente era uma criança irrequieta, com muita energia para gastar. Agora é;  hiperactiva, toma medicação e bebe café.

Antigamente era uma criança envergonhada, tímida, introvertida. Agora é; tem Asperger e anda em consultas médicas , para além de estar rotulado.

Antigamente era uma criança distraída, aerea, sempre com a cabeça nas nuvens. Agora é;  deficit de atenção, e lá vamos nós às consultas e à medicação.

As crianças de antes, hoje são adultas, que com mais ou com menos trabalho, cresceram, criaram a sua vida e como aliás todos os seres humanos, vão vivendo, lutando, chorando as derrotas e gozando as vitórias.

Poucos serão os que não se enquadram nestes 3 tipos de seres. Mas todos sobreviveram normalmente, cada um com o seu feitio e as suas caracteristicas.

Já as crianças de hoje, vão crescer rotuladas e a pensar que têm várias desculpas para as suas imperfeições. Imperfeições essas que fazem parte de todo e qualquer ser humano, antes, agora e sempre.

Este texto não é uma negação, há casos que têm de ser diagnosticados e tratados, mas não a maioria. Tomei conhecimento de alguns adultos, que por curiosidade e reconhecimento de algumas caracteristicas, foram diagnosticados com um 1º nível de Asperger. Não afectando a sua vida, deu-lhes conhecimentos de quem são e de como trabalhar e melhorar algumas lacunas da sua personalidade.

E agora digo eu, não será isso que os psicólogos fazem todos os dias a tantas pessoas, que sem terem sido diagnosticadas, necessitam da mesma ajuda?

Vou pedir desculpa a quem percebe mais do assunto do que eu. Não estando a desvalorizar coisa alguma, como já disse, este texto não é uma negação, mas sim uma constatação. Um pensamento e opinião de uma leiga, que se calhar devia era de estar calada.