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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

14.05.21

30 minutos de espera...


imsilva

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O que podem fazer 30 minutos de espera.

Já lá tinha estado quando os meus pais foram vacinados, mas desta vez, sozinha, tive tempo de ver, e vi um pavilhão desportivo com uma parede repleta de cabines de vacinação e cadeiras espalhadas pelo resto do espaço, com a devida distância de segurança e pensei; que raio de coisa esta!

Estamos a assistir a uma vacinação em massa a nível mundial (ok. eu sei que não é bem assim, mas isso são contas de outro rosário) como nunca foi feita.

O que é isto? Em pleno século XXI, estamos a ser completamente comandados (bem ou mal) por um pequeno vírus ( e por entidades) que nos dão volta à vida, que nos proíbe de fazer-mos aquilo que queremos, que nos retira os afectos, e que nos obriga a usar uma máscara que nos tapa a expressão, o sorriso e a alface que ficou nos dentes.

Depois de levar a minha dose, sentei-me numa das cadeiras espalhadas pelo espaço e olhei à minha volta. Vi pessoas a olhar par os seus pequenos ecrãs de telemóvel, um a olhar para o tecto e outra a ler um livro. Também levei um, mas não chegou a sair da mala, o que tinha à minha volta era mais interessante. Atraída pelo movimento do senta-levanta, dediquei-me à observação de pessoas, de seres humanos que como cordeiros, seguiam instruções e levavam com a substância que dizem que pode travar esta pandemia.

Foi aí que pensei e ponderei no inusitado da situação e o que podem fazer 30 minutos de espera.

25.09.20

Desafio: o melhor do ano

Ai 2020!


imsilva

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Ana desafiou para contarmos o que encontramos de melhor neste ano maluco que nos calhou. eu vou tentar encontrar algo que faça sentido. 

Não creio conseguir falar do melhor, sem referir o pior. Houve um mix das duas coisas que vou tentar separar.

Estar em casa, sem necessitar de sair fosse para o que fosse foi bom, se não houvesse a preocupação do que se estava a passar, do que se iria passar e da incógnita que passou a ser o nosso futuro, que na altura, inocentemente, ainda pensavamos que iria voltar ao normal em pouco tempo.

Fora esse pequenino pormenor, devido ao confinamento, o melhor foi ter todo o tempo do mundo para os nossos petiscos saboreados no quintal, almoçavamos fora todos os dias. Foi o sol que apanhei enquanto lia um livro. Juro que nunca estive tão bronzeada, eu que nunca vou à praia mesmo vivendo ao pé dela, por falta de tempo. Foi um sossego inédito na minha vida, sempre tão cheia de gente. Fiz uma desintoxicação de humanos, e soube bem.

Mas há algo que tenho que referir como o melhor de 2020, até agora, a saúde dos meus que apesar de algum susto, prontamente resolvido, não nos obrigou a andar em bolandas por hospitais e afins.

Este foi o ano de todos os anos, foi o ano que ficará nos anais da história. Espero que não haja piores, que o 2021 seja de resolução e da volta da vida como a conhecíamos. Todos esperamos que assim seja.