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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

09.02.22

Eu, num desafio.


imsilva

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A Lu lembrou-se de nos propor um desafio no seu blog aquihacoracao. E eu aproveitei para tomar conta do que os meus sabem sobre mim. Lancei o desafio no Whatsapp da família (filhos e marido), e foi muito bom as respostas que deram . Aconselho vivamente!

Há aqui 8 perguntinhas, às quais vou tentar responder o mais sinceramente possível, o que não serão é respostas curtas, terão muito sumo para espremer, não sei fazê-lo de outra maneira. Sorry...

1 -  Quando era pequenina, o que desejava ser quando crescesse?

Lembro-me de brincar muito às lojas, adorava fazer trocos, ser a caixa da loja. Foi premonitório, passei muitos anos a fazê-lo. Mas sonhava com algo ligado à escrita, jornalismo de secretária, onde poderia escrever sobre as histórias dos outros.

2 - Cor preferida?

Imediatamente surgem-me os castanhos, mas a minha filha respondeu, branco, e também tem razão. 

3 - Uma palavra/frase a que recorre muitas vezes

"Tás parvo/a ou quê???" A minha filha mais nova diz que é "vocês não ouvem nada do que eu vos digo" enfim, é filha.

4 - Uma actividade que goste muito.

Ler! Mas pode ser acompanhado de "escrever"

5 - Um lugar que adorasse conhecer.

Tantos!!!! Vou apropriar-me das respostas das minhas filhas, "um sítio de neve com casas fofinhas" "as ilhas gregas" "lugares remotos da Escócia"

6 - Algo que goste imenso de comer.

Difícil! Sou boa boca, por isso... Mas digamos, salgadinhos e petiscos.

7 - Se pudesse mudar apenas uma coisa em mim, o que seria?

Vou ser directa, teimosia!

8 - Escolhe uma palavra que te defina.

Estou há uns bons minutos parada à frente do ecrã, a tentar descobrir a palavra que me define, e nem as respostas das minhas filhas me ajudam. Mas arrisco, "irreverente" sem a parte do desrespeito, que repúdio enfaticamente.

 

Obrigada pela ideia, diverti-me, enervei-me e estudei-me.

 

 

21.12.21

O dia do encontro


imsilva

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No sábado, foi um dia importante.

Foi um dia de encontros, de emoções, e (quem diria) de autógrafos.

Não tivemos uma fila de gente à espera da nossa assinatura, (quem sabe um dia) mas os três (e companhia) que éramos, foi suficiente (poucos, mas bons) para fazer uma sessão emotiva e marcante.

Obrigada, José e Olga pela companhia neste percurso, e pela amizade.

Um beijo enorme! 🥰

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01.12.21

Os nossos contos de Natal - 2021


imsilva

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Preparados???

Já sabem, é só pegar numa caneta, num lápis, esferográfica, pedaço de carvão, teclado, o que quiserem e escrever um conto de Natal.

Resultou muito bem (vejam como) nestes 2 últimos anos, e espero que resulte também neste.

Puxem pela imaginação, quem tiver crianças em casa pode pedir-lhes ajuda, e não há desculpas para não escreverem um continho de Natal. Eu sei que são capazes!

Publiquem de preferência antes do Natal, à hora que vos apetecer, com quantas palavras quiserem, e ponham o meu link para que eu os possa juntar em mais uma bela colectânea. 

Fico à espera! Coragem! 😉✍🎅🤶

01.12.20

Vamos escrever um conto de Natal?


imsilva

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O ano passado desafiei-vos para a escrita de um conto de Natal.

 Estas belas histórias foram escritas então, e ficaram muito bem registadas.

Vamos escrever mais algumas?

Sem pressões, nem regras, só pelo prazer de escrever sobre esta bonita época, escrevam e partilhem. Quando quiserem, como quiserem, desde que escrevam, fica tudo bem.

Temos alguns blogs que não estavam o ano passado, e que ficam desde já desafiados. Aos que escreveram o ano passado, não acredito que tenham gasto a criatividade, e que não saia nada este ano...

Só porque sim, só porque é Natal, só porque a vida está tão chata, vamos animá-la um pouquinho com histórias, contos, poemas ou simplesmente pensamentos natalicios.

Poderão ser publicadas quando muito bem entenderem, desde que durante este mês. Façam um link para aqui, para poder fazer a junção de todos. Se possível, a tag "O meu conto de natal".

Vamos começar?

Que seja um bom Dezembro para todos nós! 🎅🤶

 

13.11.20

Desafio passa-palavra #8 Amor


imsilva

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Amor é...

Ele levanta-se devagar e com cuidado, avança pelo corredor até à cozinha.

Ela está a mexer na panela que está ao lume com uma colher de pau. O cabelo é ralo e muito branco, as costas estão dobradas, certamente com o peso de uma vida com muitos anos.

Ele com o cabelo tão branco como o dela, e com as pernas que nem sempre obedecem às suas ordens, aproxima-se e põe-lhe carinhosamente a mão na cintura.

Ela volta-se com um carinhoso sorriso e diz-lhe que a sopa está quase pronta.

Dez minutos depois, estão os dois sentados à pequena mesa da cozinha, a degustar a sopa que ela fez com tanto amor e dedicação. A sopa que ela sabe que ele gosta, com a hortaliça que ele prefere.

Mais tarde irão sentar-se no sofá, quase tão velhinho como eles, da sua confortável sala a ver a sua novela da noite. Sentados muito juntinhos com a manta por cima das suas pernas, de mão dada.

Depois irão deitar-se, desejarão boa noite um ao outro, e interiormente cada um desejará adormecer o sono final, assim que o outro o fizer.

 

 

Foi com muito amor pela escrita que participei neste desafio da Mula e da Mel. Chegou ao fim, qualquer dia aparecerá outro.

Obrigada meninas e parabéns.

 

 

23.10.20

Desafio/passa-palavra #5 Almofada

Era dele


imsilva

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Arrastava-a atrás de si como se pesasse o mesmo que as suas agruras, que os seus anos. Não havia nada a fazer, as duas andavam sempre juntas, porque era dele. A almofada era do marido que já não estava há 14 anos. Só conseguia dormir com aquela, quando não a tinha, ficava mal disposto e exigia que a mulher a encontrasse, mesmo que não estivesse bem seca, depois de uma lavagem à pressa, ela chegou a secá-la com o secador. E apesar de ela agora, já não ter memória, algo mais forte fazia com que não a largasse.

A filha, pacientemente, esperava por dias menos maus, para poder levar a almofada e lavá-la à socapa. A mãe, em dias menos maus, tornava-se mais maleável e mais compreensiva aos pedidos da filha, tornava-se menos ansiosa.

Muitas lágrimas eram choradas às escondidas. A filha porque sofria ao ver a decadência da mulher que com garra e muito esforço tinha levado aquela família em frente, contra tudo e contra todos, mesmo contra um marido sem sensibilidade e isento de compaixão, cego perante a riqueza que tinha e não merecia, uma familia bem formada e com valores maiores. A mãe, quando nos dias menos maus, e sempre momentaneamente, se apercebia do seu estado e da movimentação à sua volta. Aquela não era a casa de que se lembrava e aqueles não eram os seus filhos pequenos, que sempre necessitavam da sua atenção.

Entretanto, decide ir ver as flores ao quintal, e lá vai a arrastar os pés, com a  almofada dele no seu encalço.

 

Texto no âmbito do desafio da Mula e da Mel

22.10.20

10 contos, de 10 palavras

Simplicidade


imsilva

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1 - A Abelha viu a flor, pousou, e beijou-a com amor. 

2 - E o amor envolveu a dor e assim adormeceram entrelaçados. 

3 - Com um livro viajei até ao outro lado do mundo. 

4 - O mar enfureceu, virou a embarcação, e vidas se perderam. 

5 - O dia nasceu com alegria, e varreu a noite triste. 

6 - A chuva cai decidida e canta uma canção de embalar. 

7 - O bebé sorveu leite do peito da mãe e sorriu. 

8 - Quando as emoções se soltaram, voaram e a paz ficou. 

9 - Era um ninho de pássaros abandonado, se pudesse contaria histórias.

10 - Acordou, despertou, chorou, pensou, e decidiu nunca mais chorar assim. 

15.10.20

passalalavra #4 Vento

Sentidos


imsilva

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O vento levou-me para lá, para lá do horizonte

E eu fiquei perdida, não tinha noite, não tinha dia

E comigo o vento levou os meus sentidos

para lá do entendimento

E eu fiquei sem sentir, sem alento

Pedi ao vento para me trazer de volta

de volta ao meu ser

Aquele que sente, que se encontra dentro do meu presente

 

Texto no âmbito deste Desafio da Mula e da Mel

 

 

02.10.20

A casa

Saudade


imsilva

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Lembra-se da casa, de quando era pequena. Uma casa de tijolo, de janelas com portadas azuis e na porta um batente em forma de punho.

Que saudades...

Lá dentro as paredes estavam pintadas de um verde "seco" e as janelas, que ela se lembrava de ver o avô de vez em quando de roda delas a raspar e a pintar, eram brancas. As cortinas eram às flores, côr de rosa e vermelhas com muitas folhas de várias verdes, entre eles o tal verde "seco". E como alegravam a casa. Nessas mesmas janelas, lembrava-se de encima de um banco, espreitar para as casas do outro lado da rua, e de ver a senhora do cão a tratar do jardim e das magnificas rosas que lá tinha.

Por baixo das escadas que davam para o 1º andar, havia um espaço maravilhoso onde gostava de passar o tempo. Levava um cobertor, punha-o no chão, e era lá que lia um livro,  que pintava desenhos ou que vestia e despia as bonecas com as roupas que a avó lhes fazia.

No Inverno acendiam a lareira e sentava-se ao colo do avô para ouvir as suas histórias. A avó tinha sempre bolinhos e bolachas que fazia no grande forno da cozinha, e que deixava a casa a cheirar maravilhosamente bem. 

Que saudades...

Hoje a casa já não cheira a bolos, os avós já não estão lá há uns anos, e ela já não é pequena.

Hoje ela está à cabeceira da avó, que depois de muitos anos de luta e de dar amor e atenção a toda a gente, vive os seus últimos momentos.

E ela com saudades de tudo o que viveu naquela casa, e com quem o viveu, pensa em lá voltar, pensa que tem de vê-la porque...quem sabe?

 

Texto escrito no âmbito deste Desafio