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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

06.10.22

Religião

Desafio das palavras, sobre nós. #6


imsilva

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Eu creio, tu crês, ele crê...

Todos cremos em algo, todos temos de acreditar em algo, ou corremos o risco de não lutar, de não seguir, de abandonar.

Não terá muita importância o alvo da crença, seguramente será importante para cada um, e daí sai a motivação, a força necessária para a obtenção dos objectivos, para os  sonhos que nos fazem avançar no caminho.

Chamar-lhe religião ou fé... são só palavras. São designações para reconhecermos os nossos medos, as nossas incertezas, as nossas inseguranças perante a grandeza de um mundo que receamos, que não entendemos muito bem. Por isso utilizamos uma muleta, um subterfúgio talvez, um pedido de ajuda para o bem da nossa estabilidade emocional e mental. 

Qual é o problema de crermos, de acreditarmos, de aceitarmos que algo ou alguém nos ajuda nos diversos momentos críticos porque todos passamos de quando em vez? Não é isso uma das coisas que no fim de contas, nos caracteriza como seres humanos?

Aproveitemos a essência da designação, acreditemos! 

 

Participação no desafio da Célia

04.10.22

A dor que ensina

52 Semanas de 2022 / Semana 40


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A lição que me ensinou qual é a força que nos move, tive-a há 5 meses, com a morte da minha mãe.

Algo que sabemos que acontece, vemos acontecer aos outros, mas não esperamos que nos aconteça a nós.

E quando nos acontece, descobri-mo-nos muito mais fortes do que nos imaginávamos. Porque há mais alguém que precisa da nossa força e nós fortalece-mo-nos para eles, ao mesmo tempo que nos descobrimos num âmbito que desconhecíamos. Isto até nos sentirmos seguros para ir abaixo e deixarmos a alma chorar.

É, e será sempre uma grande dor, mas a força que passamos a ter move montanhas. Não me lembro de alguma vez ter tido uma lição que me ensinasse tanto, nem os anos de pandemia, apesar de bastante complicados.

 

 

Participação no desafio da Ana de Deus

28.09.22

Desafio "Arte e inspiração" 2.0 #3

Fado na Mouraria


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O fado  -  José Malhoa

 

Dizem que se chamavam Amâncio e Adelaide da Facada.

E que podemos nós deduzir desta imagem? Que poderemos nós criar com esta imagem? 

A vida boémia na Lisboa do inicio do séc. XX. O desregramento consentido no vinho e na moral duma época em que uma Mouraria representava homens e mulheres de um país em aprendizagem.

Provavelmente, Amâncio afogava as suas mágoas no fado vadio, no nectar que ajudava a finalizar o dia de (suposto) trabalho, deixando em casa mulher e uma trupe de filhos com que não sabia o que fazer. Felizmente a sua Maria dava conta do recado, melhor mesmo estar fora do caminho.

E a Adelaide da Facada, que me diz esta mulher? Alguém que despudoradamente tentava não ser de ninguém, de sítio algum a que não quisesse pertencer. Adelaide, após ter aprendido pela pior maneira que não é fácil ser feliz, optou pela felicidade gratuita e imediata que não a deixa pensar demasiado em algo para além disso.

E assim, entre um cigarro, uma guitarra que chora, os versos que contam amores, um copo que ajuda ao bem estar, e a companhia de quem os entende, correm as horas que libertam a saudade, os sonhos e as ambições há muito perdidas.

 

Participação no desafio da     Fátima Bento

22.09.22

Filhos!!!

Desafio das palavras sobre nós. Semana #4


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 Quando vi o tema desta semana do desafio da Célia , lembrei-me deste texto que foi dos primeiros do meu blog, e já repescado de um outro que abri em 2012. Senti que tinha de o publicar, está lá tudo o que poderia escrever agora.

 

Tenho que desabafar!
Hoje vi um papá acabadinho de estrear. Tinha aquele sorriso apatetado com que ficamos ao falar dos nossos filhotes recém-nascidos, que aos nossos olhos são os melhores e os mais lindos do mundo (porque o são). Mas, ele não sabe o que o espera! Uma vida de medos e preocupações, de coisinhas deliciosas e bem cheirosas (mesmo), de orgulhos desmedidos (mesmo quando chegam à meta em último lugar), de momentos em que quase os mandamos pela janela, ou em que só nos apetece comê-los com beijos (mais tarde arrepender-nos-emos de não o ter feito). Enfim, uma montanha russa de emoções, que nem sempre é fácil de gerir, principalmente naquela fase em que se julgam os mais espertos, e  os mais inteligentes (muito mais que nós , pobres ignorantes que não sabem como chegaram até aqui sem a sua preciosa ajuda).Creio que sabem ao que me refiro, a terrível " Adolescência" que cada vez começa mais cedo e acaba mais tarde. Felizmente nem todos os filhos passam por ela da mesma maneira, mas deixa sempre alguma mossa.

Depois de termos filhos, não conseguimos imaginar-nos sem eles. A nossa vida seria tão vazia, que nem conseguimos visioná-la. Mas a vida é feita de muitas pessoas que por opção, não os têm , e por outras que querendo mesmo muito, não conseguem fisicamente concretizá-lo. Conheci e conheço algumas destas, e sente-se a desilusão nos seus olhos, nas suas palavras, e só aí é que realizamos a nossa felicidade, a nossa riqueza, o valor afectivo que representa uma casa com filhos. E quando encontra-mos um casal, que não os tendo, viaja e realiza muito mais facilmente os seus objectivos materiais, a inveja espreita, mas rapidamente lhe damos um pontapé, porque preferimos andar à rasca, não viajar, ter menos pares de sapatos, mas ter-mos aqueles seres que são parte de nós,que nasceram de nós..... desculpem, alguém consegue descrever o que são os "filhos"?

  Bom, vou tentar resumir, para não assustar os que podem estar a ponderar  criar uma família com mais de dois elementos. É o melhor que nos pode acontecer na vida, e é o que nos dá cabelos brancos, mas como passar sem eles? e como viver com eles?. Eu já encontrei uma solução, mas só para a próxima reencarnação. Eu vou ter filhos, mas aos dez anos vai tudo para adopção.

08.09.22

Azul

Desafio das palavras /Tema 2


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Azul

Dizem que a cor da calma

Dizem que a cor da tristeza

Dizem que a cor do céu

Dizem que a cor do mar

Eu digo que a cor da vida, de alegrias e tristezas

da natureza e do infinito

A cor de "tudo é possível"

A cor dos sonhos que nos afloram em tantos e variados tons de azul

E eu digo " Some times, I´m feeling so blue"

 

Desafio das palavras da Célia

07.09.22

Entusiasmo, precisa-se!

52 semanas de 2022 /Tema 36


imsilva

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O que me entusiasma neste momento, é a calmaria do Inverno que espreita já alí, ao virar da esquina.

É quase sentir o ar fresco e a necessidade de um casaco para me sentir aconchegada.

É a imagem e o calor de uma lareira acessa, emquanto a chuva bate nas vidraças da janela.

Não é o que entusiasmaria a generalidade das pessoas, mas quem disse que eu faço parte dessa generalidade?

 

Os desafios da abelha

23.03.22

Pessoas de quem tenho saudades

12° tema de 52 semanasde 2022


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Esta manhã, não sei bem porquê, lembrei-me de uma pessoa que não vejo há alguns anos, e de repente vi-me rodeada de lembranças de outras tantas, que depois de terem cruzado o meu caminho, por um motivo ou por outro deixei de ver. Algumas, infelizmente nunca mais verei, mas outras, porque simplesmente a vida levou-as por outro caminho e não deixaram como contactá-las. É um belo conjunto de pessoas das mais variadas idades e gêneros.

Esta pessoa que me levou a estes pensamentos, não era perfeita (como ninguém é) mas era interessante e inteligente, e foi alguém que eu gostei de conhecer, e durante os anos em que privamos, tivemos conversas interessantes, não que concordassemos em tudo (e ainda bem) mas aportou-me conhecimentos e bons momentos de convivio.

Infelizmente, como já referi, a vida dá voltas que nem a inteligência consegue controlar e neste momento não sei nada dela, nem encontro quem saiba.

E pronto, isto levou-me ao velho sentimento português, à saudade, saudade de tanta gente com que me cruzei, gente que me orgulho de ter conhecido, gente que me fez bem, gente de quem eu gostei ( que continuo a gostar) e que espero tenham gostado também de mim. Obrigado por terem existido.

Beijinhos meus amigos.

                                   ❤

 

 

Este texto foi escrito e publicado há uns anos, e achei que fazia todo o sentido neste desafio. Portanto esta é a minha participação no desafio da Ana de Deus

16.03.22

Uma montanha, uma cabana e eu...

11º tema de 52 semanas de 2022


imsilva

 

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Uma montanha, 

uma montanha alta, 

uma montanha alta e verde,

uma montanha alta, verde e com uma cabana,

uma cabana com grandes almofadões,

uma cabana com mantas fofinhas,

uma cabana com pilhas de livros,

e eu...

 

Participação no desafio da Ana de Deus