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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

14.05.20

Desafio dos pássaros (penúltimo)

Mais oito.


imsilva

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No âmbito do desfio dos pássaros, que deram o mote de "Mais oito", não resisti a fazer esta lista, que é uma espécie de receita para que a nossa vida possa ser melhor;

8 expressões de amor

8 sorrisos de felicidade

8 maravilhosos sonhos

8 palavras de esperança

8 actos de compaixão

8 momentos de serenidade

8 belas imagens

8 verdadeiros amigos

Vamos ser felizes, vamos ser melhores, vamos ser boas pessoas. 

 

10.04.20

Anúncio ao desafio dos pássaros


imsilva

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Estava eu encantada, orgulhosa da minha pessoa, por ter conseguido chegar ao fim do desafio das 10 semanas, (que pensei não o fazer) eis senão quando, vejo um post com mais um tema, pelos vistos para continuação da coisa. Só pensei, coitados dos pássaros espero que não seja consequência do vírus que para aí anda à solta (brincadeira parva, eu sei, desculpem-me)

What? Então não eram só as 10 semanas? Compreendo que queiram dar que fazer a este pessoal que está em casa, a olhar para as paredes, a arrepelar os cabelos. Mas lamento, eu vou fazer um intervalo. Estes tempos têm sido de preocupações, e apesar de eu necessitar de escrever, não será com temas pré-estabelecidos, é tempo de escrever o que me vai na alma, no coração, na mente e na real gana. Espero que mais desafios voltem quando voltar-mos à "normalidade" à nossa liberdade neste momento condicionada, e ao nosso quotidiano (àquele do qual nos costumávamos queixar). Quero deixar o meu apreço ao grupo fantástico que levou a cabo o desafio. Pássaros vocês são magníficos! Espero que continuem a ter ideias idiotas, (nós gostamos) e espero voltar a fazer parte do bando. Cuidem-se por favor.❤🌈

10.04.20

desafio de escrita dos pássaros #2.10

Não tenho tempo para te aturar


imsilva

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Não tenho tempo para te aturar.

Não, não tenho! Desculpa, mas... desaparece pá!

A vida tem mais e melhor do que tu. A vida tem mais coisas, a vida está cheia de coisas mais e melhores do que tu.

Não te quero, deixa-me em paz. O raio que te parta, não me escureças o dia, não me enlames a alma, não me tires a respiração. Sim, tu, "neura" imunda, sempre acompanhada desse teu amigo "mau humor".

É desgastante, é um desperdício de energia o que eu gasto contigo. Não mereces que eu gaste contigo seja aquilo que for. Nem eu mereço as consequências que daí podem surgir. Qualquer dia ninguém pode estar ao pé de mim! qualquer dia ningém me atura!

Desaparece, afoga-te, enterra-te, mas deixa-me em paz! Ah, e leva o teu amigo contigo.

27.03.20

desafio de escrita dos pássaros #2.8

Foi tao bom, não foi?


imsilva

E ele começou, devagar, devagarinho. O seu toque era suave, macio e quente. Sabia bem onde tocar, onde mexer, era um expert.

A música era relaxante, capaz de nos fazer levitar, como se não bastasse o seu toque para isso.

E eu...estava à beira das lágrimas, lágrimas de prazer, de felicidade, sem conseguir entender de onde vinha a leveza de alma que me consumia nesse momento.

E o tempo corria, não sei bem para onde, impossível de perceber os caminhos que percorria, mas sei que os meus sentidos viajavam sem rumo, sem bússola, sem sol que os guiasse por caminho certo. Tinham ganho asas e voavam...

Quanto tempo tinha acontecido? Onde estava a minha pessoa? Quem era eu?

E ouvi a sua voz baixinho, murmurada - D. Isabel, já está. Foi bom não foi?

Se foi bom??? Nossa Senhora, não, não foi! Foi maravilhoso!

Aquela massagem aos pés foi a glória na terra, e deu-me pelo menos, mais 10 anos de vida.  

 

13.03.20

desafio de escrita dos pássaros #2.7

Coisa fúnebre


imsilva

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Não me chorem (muito), regozijem-se por me ter conhecido, por comigo terem privado. Já pensaram nos infelizes que não tiveram o privilégio de me conhecerem? Nem sei como se vão recompor de tal falha.

Sei que não fui o ser humano perfeito, mas dentro das probabilidades, acredito que não fui dos piores, afinal por algum motivo vocês aqui estão, nas minhas honras fúnebres. Algum valor isso terá.

Creio que, mesmo que quisessem, não conseguiriam dizer muito mal, um pouco de antipatia (mas só aparente), uma pitada de irascibilidade e falta de paciência (só para alguns), mas muito sentido de justiça e imparcialidade. Sempre a ver o outro lado, a calçar os sapatos dos outros, a tentar ver pelos seus olhos.

Sei que alguns, espero que um bom número, soube apreciar-me, admirar-me e reconhecer o valor das minhas opiniões e conselhos. E claro, tenho a certeza que também fui muito amada pelos meus, a quem também amei como pude e soube.

Por outro lado, um numerozinho (insignificante) deve de estar com vontade de dizer cobras e lagartos da minha pessoa. Mas isso é o sal e a pimenta da vida. Qual era a graça de agradar a todos e a todas?

Para finalizar, deixar bem explícito que não me queria ir embora, eu não queria falecer, mas como em tantas coisas, nisto também não mandamos.

Foi com muita pena e com muita luta da minha parte que fui desta para melhor,(pelo menos é o que dizem, que é para melhor), não pensem que fui, tipo cordeirinho, não, até pensei em fazer um acordo com quem estivesse a decidir a minha ida, mas não me deram ouvidos, nem hipótese de declaração de interesses.

Só me resta esperar que não me esqueçam sem mais nem menos, de vez em quando um pensamentozinho, um brindis à minha memória, uma recordação ou imagem de algo que ficou gravado no tempo. Como diz o outro, bem ou mal, o que interessa é que se lembrem de mim.

Deixo-vos com um desejo enorme de que sejam felizes, de que sejam bons uns para os outros, mas principalmente para vocês próprios. Eu, prometo estar de vigia, e arranjarei maneira de manifestar o meu desagrado quando assim não for.

                                                         :))))))))))))))))))))

 

Para os pássaros: 

Este não é um texto que eu fosse capaz de inventar, dito isto, cheguei à conclusão (e já fiz saber a quem de direito) que se alguma coisa me acontecer, que venham cá buscálo para as minhas exéquias. Este aparte é só para saberem aonde fazem pessoas de bem chegar. 

 

06.03.20

desafio de escrita dos pássaros #2.6

oh não, um vírus outra vez


imsilva

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Sílvia e Ana Maria estavam no laboratório, rodeadas de pipetas, lamínulas e toda a parafernália necessária para o estudo epidemiológico que tinham em mãos, preparando as amostras devidas para subsequentemente serem analisadas e observadas ao microscópio. 

Ana Maria bocejou sem conseguir disfarçar, após 10 horas em pé com raros descansos no banco em que se sentava, quando tinha que ir ao famigerado microscópio.

O que acontecia naquela sala, repetia-se por todo o edifício há já 2 meses. Ou seja, todas as salas de todos os andares, viviam aquele frenesim, cheias de trabalho e de gente quase a cair para o lado, devido ao pouco descanso que tinham, depois de terem acedido ao pedido da direcção, para tentarem com a maior urgência possível, descobrir o que se passava com um vírus que estava a alarmar o mundo, com o nº de infectados a aumentar todos os dias.

Não era tão inusitado assim, quando há 7 anos atrás já tinham sentido a preocupação e o medo inerente a algo que não era reconhecido no mundo da microbiologia e da virologia. Felizmente não tinha sido difícil de resolver na altura, e isso esperavam agora, resolvê-lo também.

Quando conseguiram 15 m. para beber um café e descansarem os olhos de toda a pressão a que estavam sujeitas, Sílvia e Ana Maria sentaram-se finalmente na cantina, onde se encontravam 3 outros membros daquele bravo pelotão de ataque a fazer o mesmo. Aqueles eram momentos preciosos para poderem continuar.

- Sabes, estou bastante assustada com este bicho, tem características tramadas, espero bem que possamos fazer alguma coisa - comentou Sílvia.

- Tens razão, nunca tínhamos tido dentro do país, tantas pessoas afectadas. Todos os dias aumenta o nº, e as mortes ultrapassam significativamente o que já vimos anteriormente.- a expressão de Ana Maria era de real preocupação.

- Sinto-me orgulhosa das condições que aqui temos, e dos estudos que estamos a levar a cabo.

- Sim, mas não é suficiente para chegarmos a conclusões satisfatórias, temo que demoraremos meses, e não me parece que tenhamos tanto tempo para o fazer.

- Lembras-te do que o Professor "Não sei das quantas" disse ao princípio? que o vírus não se dava com o nosso ar húmido e com o iodo das nossas praias, que o nosso país estava protegido.

- Pois é, até as cabeças mais bafejadas pela inteligência, dizem bacoradas. Vamos mas é voltar para a nossa bela sala esterilizada e fazer por salvar a humanidade desta catástrofe.

10 dias mais tarde, fariam a descoberta que levaria à vacina do vírus que neste momento tanto as preocupava.

 

 

28.02.20

desafio de escrita dos pássaros #2.5

Desejos e sonhos


imsilva

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Mandaram-na desejar, e ela desejou, sonhou e ansiou

E quando olhou para o sol, sorriu

Era outro dia, mas... era diferente...

Tem cuidado com o que desejas, lhe disseram

E ela teve cuidado, desejou muito e bem

A luz era maravilhosa,

com as tonalidades mais belas que se possam imaginar

Cada uma a ser suplantada pela outra

Os sons eram absolutamente divinais

Murmúrios apaixonados da Natureza

Repercutindo notas de amor ao vento

O sentimento de gratidão e felicidade subia gradualmente

Até ser algo que já não cabia

Até extravasar pelos sentidos

Todos os passos foram dados

como se não acontecessem

e não tivessem existido

A brisa pairava e acariciava

e aquecia todas as partículas do seu ser

Era fino, era transcendental, era maternal

Até acordar...

Até perceber que não era

Até a vida se apresentar

Até compreender que a luz que vê

é de um dia cinzento

Que o som que ouve é o da chuva

Que o sentimento é de frustração

Que os passos que têm que ser dados, são obrigação

Que a brisa se transformou num ar gelado

direitinho ao coração

Que o medo existe e não se recomenda

E afinal nem existe a paixão

Foi um dia devorado pela percepção da luz

do som, do sentimento, dos passos e da brisa

Mas, mandaram-na desejar, e ela desejou...

Mandaram-na sonhar, e ela sonhou...

 

 

21.02.20

desafio de escrita dos pássaros #2.4

A net na terra


imsilva

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O Sr. Manel tinha os seus terrenos quase todos semeados, e bem semeados. Era uma satisfação ver os carreiros de favas, ervilhas, couves, todas as arvorezinhas de tomate com o belo do vermelho. As alfaces eram as melhores daqueles lados, lindas, luzidias, grandes e sem as lesmas parvas que atacam os nossos canteiros. 

Era um orgulho para o Sr.Manel e para a D.Engrácia, os elogios que recebiam, e as belas vendas que faziam quando levavam as suas cestas cheias de maravilhosos exemplos de tudo quanto a terra pode dar, ao mercado da cidade.

Mas ainda havia uma pequena parcela de terra, para experimentar um novo legume de que tinham ouvido falar, e que como pessoas abertas e curiosas que eram, estavam prontos a tentar que resultasse nos seus terrenos.

As dúvidas em relação ao tema eram tantas, que decidiram consultar o tal de Google, de que tanto ouviam falar. Tiveram sérias dificuldades a tentar saber o que pretendiam, em parte por não saberem muito bem o que isso seria, e por outro lado ao terem que se habituar ao tal de Google, com o qual não estavam familiarizados.

Passaram longos serões agarrados ao computador, oferecido por um dos filhos no último Natal. O normal seria estarem a ver a novela das 9, mas a curiosidade e o entusiasmo prevaleciam, e todos os momentos eram poucos para a investigação.

Viram e estudaram os mais variados artigos sobre o assunto, até havia vários a falar em "Permacultura" palavra de que nunca tinham ouvido falar, mas que acreditavam ser o que eles próprios faziam, que era cultivar o mais naturalmente possível, sem pesticidas, nem artifícios que obrigassem os produtos a crescerem mais depressa do que deveriam.

Depois de algumas noites de pesquisa exaustiva, de muitas anotações, e de algumas dores de cabeça, chegaram a algumas conclusões, que por sua vez levaram a algumas decisões.

Num Domingo de permeio, o Sr.Manel vai ao café do sítio, e na conversa com os seus pares, contou as novidades e o que estava prestes a fazer. Estava por lá o Sr.Damião, que sempre se tinha sentido o sabichão das redondezas, e com as melhores máquinas para mexer as terras, e que ao ouvir as palavras do Manel, soltou um - O Google está errado! - o que não caiu nada bem. O Sr.Manel com um grunhido virou costas, e dirigiu-se para casa, já a sonhar com o momento em que chaparia na cara do Damião os resultados do seu futuro trabalho. 

14.02.20

desafio de escrita dos pássaros #2.3

Manual para quê ???


imsilva

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Pode ser Dra. Miriam, ou Dra. Perpétua ou ainda Dr. Policarpo, e terem os consultórios com as paredes cobertas de diplomas. Mas, com certeza, um deles deve de ter as dicas infalíveis para iniciar um relacionamento tórrido e inabalável para todo o sempre e mais além. Será que têm? Isso é o que ela pensava, isto é o que eu penso, "Fia-te na virgem e não corras".

A rapariga queria a toda força ajuda para encontrar o príncipe encantado, de preferência, alto, louro, de olhos azuis (nunca percebi esta panca), espadaúdo e de sorriso aberto com uma bela de uma dentadura.

A rapariga não sabia que tais atributos, não significam absolutamente nada. Que talvez um tipo baixo, de cabelo simplesmente castanho, e de olhos da côr do burro quando foge, (a dentadura pode ficar) era capaz de ser melhor pessoa, melhor apaixonado e melhor companheiro para enfrentar as agruras que a vida nos presenteia.

Mas não, tem que se guiar pelos gurus do amor, pelos catálogos de gado à venda, pelas dicas dos manuais, pelos conselhos dos pseudo- profissionais da coisa, ou até das influencers mais in do pedaço (arghhhhh).

Rapariga vai por mim, eles não sabem nada, aliás, vai lá escarafunchar-lhes a vida, e descobres os trastes com quem vivem, e as tristezas que têm dentro de portas. Isso se não viverem sozinhos há um horror de tempo, e cheias de teias de aranha, no corpo e no coração.

Rapariga houve este conselho/sermão:

Sê feliz todos os dias, sozinha também se consegue. Quando fores feliz sozinha, vais conseguir ver melhor. Vais olhar à tua volta e vais ver pessoas, não bonecos. Vais ver sorrisos, não poses. Vais sentir emoções, não desejo, (esse tem tempo para aparecer em cena). Vais conhecer gente, sem pressão, sem obrigação, por puro prazer, e vais sentir-te tão bem que não vais olhar duas vezes para quem não interessa, para quem não tocou a tua alma.

E vais ficar tão mais interessante para os outros. A tua felicidade pode ser um íman para quem também está bem consigo próprio. Os outros, os que não estão bem, vão ter medo de ti, por isso à partida, ficas logo protegida.

Enfim, se tenho razão? creio que tenho alguma. Se estou cheia dela? talvez não, mas foi com a melhor das intenções que te enderecei estas palavras.

Desejo-te uma bela vida, sozinha ou acompanhada.

 

P.S  Quero saber de quem foi a bela ideia deste tema!!!