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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

Fevereiro 21, 2024

imsilva

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Sinto o despertar a chegar devagarinho, mas não quero.

Levanto uma pálpebra a medo e vejo a luz do dia,

imediatamente torno a fechá-la e acomodo-me em concha

qual feto no ventre de uma mãe

na cama quente, debaixo da roupa

que me protege do mundo lá fora.

Se eu pudesse ficar aqui num casulo protector,

imaginando-me fora do mundo, fora da dor

só dormindo, com bonitos sonhos

sem ver as cores feias da vida acontecendo em horror. 

 

Fevereiro 02, 2024

imsilva

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Este é o último texto do desafio dos cinquentas (2019) que republico. A viagem a que me referia no fim, aconteceu em Abril de 2022. Continuo a adorar as rugas de minha mãe.

                    

Rugas de minha mãe, que contais?

Pecados, sofrimentos e dores?

Prazeres, alegrias e amores?

Ruas tortas

Avenidas direitas

Becos de sol

Praças de chuva

Cruzamentos de dúvidas

Mas, muitos caminhos percorridos

Muitas pedras calcadas

E o descanso ali, na linha do horizonte,

a prometer uma outra viagem.

                  

" Cinquentas " III

Republicação

Janeiro 31, 2024

imsilva

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Características

Cabelo branco (se não pintarem, o que é batota)

Algumas rugas (sim, ainda são só algumas)

Cintura mais larginha (há algumas sacanas com sorte)

Mania de dar conselhos (digam lá que não!)

Ser mãe de todos (que felizmente não somos)

Rabugice (0k, pronto, uns mais que outros)

Tolerância (mas não se estiquem)

Ah! E gostamos que nos digam que somos bonitas (vá lá, não custa nada)

"Cinquentas" I

Republicação

Janeiro 29, 2024

imsilva

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A madurez chega devagarinho, com pézinhos de lã, como quem não quer a coisa...

Queres ser madura?  NÃO

Mas quando dás por isso, já es uma pessoa madura e descobres que afinal gostas.

É como se estivesses no alto de um arranha-céus, e conseguisses ver tudo, umas coisas com mais nitidez do que outras, mas apecebes-te que antes não as conseguias ver de todo.

E sentes-te um bocadinho raínha sem coroa, sentes que já ganhaste um estatuto, que pensavas ser só de outros, e sentes que sabes tantas coisas, que antes nem te passavam pela cabeça. E sentes que tens capacidade de procurar coisas novas, com mais segurança, sem receios, como se uma couraça protectora te envolvesse. 

Claro que sofres, claro que como ser humano que és, há coisas que te vão correr mal, e pensas que já não tens tanto tempo para chegar a certos sítios. Logicamente não passas-te a ser um super-herói.

Entretanto, fazes reverências a quem ainda é mais maduro do que tu, reconheces que ainda tens mais uns patamares para subir, e esperas que também venhas a apreciar a vista de lá.

 

Republicação dos textos referentes ao desafio do "50 anos" de 2019. 

 

Janeiro 24, 2024

imsilva

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Há 5 anos desafiei para este desafio, e foi muito bom receber os textos que escreveram. Mas, com falta de práctica, não os guardei. 

Lembro-me de textos maravilhosos onde pusemos a nossa visão, os nossos sentimentos, e as nossas dores sobre a bela da idade dos mais de 50 anos.

Sei que alguns dos que participaram, por este ou por aquele motivo, não estão por aqui agora. Por isso, creio haver duas opções, a 1º é pedir aos que estão, que me enviem os links dos  posts onde os publicaram, assim poderia juntá-los e quem quisesse dar uma vista de olhos, creio que só poderia ganhar com isso. 

A 2º é que poderiam publicá-los novamente e os novos bloguers que quisessem participar com novos textos, seriam muito bem recebidos.

Que dizem? A 1º ou a 2º hipótese

Digam de vossa justiça. Pela minha parte vou republicar os meus, sim, plural, porque fui uma abusadora e fiz 5 textos (estava entusiasmada com a idade).

Façam favor de responder ao questionário que segue em baixo;

Brincadeira! 

Vou abrir minhas asas

1 Foto, 1 Texto

Janeiro 19, 2024

imsilva

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Vou abrir minhas asas e levantar voo em ventanias de coragem e de sonhos

Ventos de esperança atingem-me na cara e sorvo golfadas de ilusões que depressa se esfumam em tempestades de ira

Solto pedras disfuncionais e tento alcançar um lugar que me dê algo em que acreditar

Aceito nesgas de luz, em rasgos de calor com tintes duvidosos de felicidade

e sigo...

Janeiro 08, 2024

imsilva

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A 8 de Janeiro de 2019, depois de uma tentativa falhada 6 anos antes, comecei devagar, devagarinho, a escrever num blog chamado "Pessoas e coisas da vida". Foi tão devagarinho, que saia um post por mês. Depois foi-se entranhando e adquirindo ritmo, e hoje é um prazer ver que ainda cá estou, com gosto e vontade de continuar.

5 anos de escrita, de leitura, de convívio saudável com projectos realizados sem saber como. 5 anos dos quais saíram amizades e conhecimentos com pessoais incríveis. 5 anos em que descobri que sou capaz de escrever o que não imaginava, por encomenda, porque o coração manda...

Obrigada a quem me ajudou a estar por aqui, a todos os que me seguem e que gastam o seu tempo a ler as coisas que vou escrevinhando. Obrigada pela companhia na caminhada das letras. Obrigada pelas conversas que nos comentários, é como se estivéssemos sentados na minha sala com uma chávena de chá à frente.

Como alguém que todos conhecemos diz, vamo-nos lendo por aí.  

Janeiro 03, 2024

imsilva

A procura do amor - Conto de Natal

O meu conto de Natal

Dezembro 11, 2023

imsilva

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Era um caminho íngreme. Sentindo-se sempre na iminência de escorregar na folhagem que o cobria, dava passos cuidadosos e pensados sem saber se chegaria ao final, fosse ele qual fosse.

O frio fazia-se sentir com muita intensidade, e apesar dele estar bem agasalhado, sentia -se angustiado ao pensar que por aqueles lugares por onde passava, não havia condições de fazer frente aquele tempo. 

Procurava um sítio, um lugar onde poderia encontrar alguém que há muito fizera parte da sua vida, e que hoje fazia questão de olhar nos olhos. Já há dois meses que tinha recebido informações sobre o seu paradeiro, mas mesmo assim tinha demorado a confirmar e a ficar a par dos pormenores que o tinham levado até ali. 

Para ele era difícil entender alguns seres humanos, que podiam ter uma vida com o essencial, alguma companhia e carinho, mas rejeitavam, para viver isolados e sem o mínimo de condições. Isso lhe tinham dito sobre quem ele procurava, diziam também que tinha perdido o pouco juízo que tinha. Ele queria ver e entender. Estando a dois dias do dia de Natal, era importante que esta demanda fosse concluída com êxito.

Chegando ao fim do tortuoso caminho, e sentindo pequenos flocos de neve a começar a cair, entrou numa ruela e viu o que já estava à espera. Naquele labirinto de ruínas, calmamente, deu passos cautelosos com o instinto alerta e o coração aos saltos. 

Viu despojos por aqui e por ali, uma camisa enegrecida, um sapato sem utilização possível, um caixote de papelão e, aparentemente, alguns restos de cobertores. Curiosamente, no meio daquela desolação, também encontrou um pequeno arbusto de azevinho, esperava que fosse um bom sinal.

Avançou para mais um compartimento a céu aberto e com silvas a subirem pelas paredes, e viu-o...

Sem saber reconhecer os sentimentos que nesse momento o assaltavam, simplesmente disse;

 - Pai, estou aqui...

 

Este conto, publicado a semana passada, foi reescrito para entrar nos contos de Natal. Acreditei que o tema se insere na parte menos bonita desta época, daí publicá-lo novamente com as alterações e acrescentos devidos. Espero que agrade.

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