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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

24.06.22

"Tire o pó"


imsilva

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"Minha avó disse:

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você. Não leve tão a sério a limpeza da casa.

A vida é curta, divirta-se! 

Tire o pó, se necessário. Mas reserve um tempo para pintar um quadro ou escrever um poema, passear ou visitar um amigo, cozinhar o que quiser, regar suas plantas...

Tenha um tempo livre para tomar uma cerveja, nadar na praia (ou piscina), escalar montanhas, brincar com cães, ouvir música, ler livros, cultivar seus amigos e curtir a vida.

Tire o pó, se necessário, mas a vida continua lá fora. Você sabe que esse dia nunca mais voltará.

Tire o pó, se necessário, mas não esqueça que você envelhecerá e que muitas coisas que você pode fazer agora não serão tão fáceis de fazer na velhice. E quando você sair, já que todos iremos embora um dia, você também se tornará pó. 

E ninguém se lembrará de quantas contas você pagou, nem de sua casa limpa, mas eles se lembrarão de sua amizade, sua alegria e o que você ensinou."

 

Texto de autor desconhecido. 

16.02.22

Felicidade

7º tema de 52


imsilva

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                                                                                                           A primeira camélia

Esta é a 7° semana do desafio da Ana de Deus. O tema desta semana é a "felicidade"  e esta é a minha participação.

 

Felicidade

Perguntou-me o vento; O que te faz feliz?

- As tuas caricias mornas, os aromas do mar que trazes até mim, os aromas das flores que espalhas e nos fazes chegar aos sentidos.

Perguntou-me a terra; O que te faz feliz?

- Sentir que estás aí, que vives, que respiras, que renasces a cada dia.

Perguntou-me o sol; O que te faz feliz?

- A tua luz, quando no frio me aqueces, quando iluminas a vida para que tudo pareça melhor.

Perguntou-me a água; O que te faz feliz?

A tua frescura quando me matas a sede, quando refrescas e ajudas a reiniciar a terra, quando nos lavas o corpo de cansaços e pó.

Perguntou-me o amor; O que te faz feliz?

- Quando te sinto num olhar, num gesto. Quando o abraço acalma o coração e tudo fica bem. Quando pairas na atmosfera, e te sentimos a rondar as emoções.

Perguntou-me o tempo; O que te faz feliz?

Poder abraçar e beijar os meus. Ouvi-los falar das suas coisas, e saber que estão bem. Ficar a levitar com um livro, acompanhada pelos meus pensamentos.Sentir que por mim passas, que estás aí, que ainda estás aí, e que espero ter-te por mais tempo, a ti que és o tempo.

12.01.22

Queres casar comigo?


imsilva

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Encontrei esta inscrição a caminho da praia.

Quem a terá escrito? Terá tido êxito? Terá sido sincera? Quanto sentimento terá colocado nesta proposta? 

Gostaria de conhecer a história que levou alguém a massacrar as pedras com instrumento afiado, de maneira a poder ficar gravado para todo o sempre num chão da vida.

Penso na felicidade que poderá ter proporcionado, ou na desilusão que poderá ter causado na pessoa que apaixonadamente, pensou que a sua felicidade passava por ter aquela pessoa como cônjuge.

São momentos históricos na vida de alguém, que servirão para escrever memórias que farão sorrir ou chorar quando recordadas.

 

31.12.21

Feliz 2022!!!


imsilva

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A partir de amanhã teremos um ano novo a  estrear. O que faremos com ele? Sabemos que vem com um vírus que não nos larga há 2 anos, e rezamos a todos os anjinhos para que seja o seu último ano connosco. Fora isso, tentemos preencher este novo ano com uns raios de bondade, uns grãozinhos de civismo, uns laivos de sensatez, umas pinceladas de amor e uma pitada de respeito por tudo o que habita este planeta. Sejamos bons, sejamos justos, sejamos felizes e pintemos este novo ano com as cores mais bonitas e mais brilhantes que conseguirmos.

Feliz Ano Novo!!!

Feliz 2022!!!

  🌟

 

15.12.21

Felicidade simples


imsilva

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Apetece-me escrever sobre felicidade. Não a que todos procuram freneticamente, mas uma bastante simples e que muitos não conhecem,  e outros não dão valor algum (não sabem o que perdem).

E que felicidade é esta? perguntam vocês. Vou passar a explicar.

Todos já têm conhecimento do nosso maravilhoso livro "Contos de Natal"( se não conhecem, deviam de ter vergonha). Tenho andado a ler aleatóriamente um conto de vez em quando, (acabo de ler um) e fiquei com uma sensação de felicidade tão boa, que decidi imediatamente partilhá-la com vocês.

Tão simples como isso, ler um bonito conto de Natal, e sermos transportados para uma dimensão natalícia mágica, doce, onde nos revemos em relatos de natais passados, ou em que nos emocionamos com os sentimentos expressados em histórias que todos sabemos que existem e andam por aí, ou a viagem que fazemos com imaginações férteis que nos fazem navegar por outros mares que não os habituais.

Acreditem, se este livro viesse parar-me às mãos, vindo não sei de onde, a minha opinião seria a mesma. É um livro que transporta felicidade, que oferece momentos de reflexão, que nos dá bocadinhos de emoções ternurentas, por vezes sofridas mas sempre enriquecedoras.

Estou a falar deste livro porque foi o que despoletou estes pensamentos, o que não quer dizer que outro não o faça. Eu sou suspeita porque para mim os livros são muito importantes, e é com eles que também descontraio e aprendo, para além do que a vida quotidiana me dá.  

Sejam felizes, com livros ou sem livros, procurem as coisas boas e simples da vida, acreditem que existem.

05.11.21

O dia (parte II)

O compromisso


imsilva

 

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            O dia (parte I)

A minha filha tem uma aliança nova no dedo.

Um símbolo de uma das escolhas  que temos de fazer na vida. Um compromisso assumido no desejo de uma vida em conjunto, para o bem ou para o mal, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, na alegria ou na tristeza.

No desejo de fazer um caminho acompanhada, de poder agarrar numa mão sempre que necessitar, no desejo de consolar e ser consolada sempre que preciso for. No desejo de partilhar alegrias, orgulhos, preocupações, e a vontade de ajudar os dois seres que deles nasceram, e que ambos querem que sejam felizes para todo o sempre e mais além.

Da minha parte, e com certeza da parte de todos os que os amam, que assim seja. Que o caminho seja o mais direito possível, que os desvios sejam só para admirarem juntos a paisagem por onde passam. Que as pedras que encontrarem sejam para irem construindo  uma fortaleza, e que seja forte para durar até ao fim das suas  vidas. Que os sorrisos e o amor não lhes falte, mesmo nos momentos menos bons, pois serão uma ajuda preciosa para levantarem os muros que caírem. 

Por favor, sejam felizes e aproveitem tudo o que a vida vos pode oferecer.

 

27.08.21

Um pedaço da minha vida


imsilva

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Quando o pensamento se esvai, e o cansaço impera

Quando a mente se nega a funcionar

A esperança faz a sua  aparição e nos canta uma canção de embalar.

Os dias estão magníficos!

Limpos e luminosos.  

É o Agosto a despedir-se, o verão a acabar.

Desde sempre que o Verão para mim foi sinónimo de trabalho. Desde os meus 13 anos que a época balnear foi de trabalho. Estudava de inverno, e trabalhava no Verão. 

Já casada e com 3 filhos, o meu marido trabalhava na restauração e eu numa loja, com dias diferentes de folga, quando chegava o mês de Maio era uma neura que me entrava e que eu não entendia. Depois percebi que era a época em que o meu marido passava a estar mais tempo fora de casa, em que os nossos horários se desencontravam completamente e isso mexia com o meu sistema nervoso.

Os meus últimos 2 anos de trabalho na loja, foram anos de crises de ansiedade e ataques de pânico. Foram 2 anos de ansiolíticos que foram resolvidos quando mudei de trabalho e passei a trabalhar com o meu marido.

Com os miúdos já crescidos e com a ajuda da minha mãe, essa mudança foi possível. Se assim não fosse, creio que o casamento não teria sobrevivido, cheguei a dizer ao meu marido " em Maio sais de casa e voltas em Outubro" Coitado, sofreu comigo, não fui fácil de aturar nessa altura.

Hoje pensei em sentar-me a escrever alguma coisa (tinha saudades) e saiu isto. Um desabafo da vida, uma vida como tantas outras com altos e baixos e contratempos que se vão resolvendo melhor ou pior, conforme as hipóteses que nos aparecem à frente.

Talvez, resumindo, não se pode desistir. Temos de ir à procura das soluções e mesmo parecendo que não estão lá, acreditar que é possível, que as vamos encontrar e seguir o caminho.

O Verão está a acabar, e eu vou voltar a uma vida mais normal, com tempo para escrever, ler, ver os meus netos mais vezes, passear e gozar de tempos livres.

Sejam felizes, assim ou assado, encontrem o caminho para lá, porque o sol nasce todos os dias!