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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

24.06.21

Quando a vida muda...


imsilva

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Já ouviram com certeza " levas uma coça que ficas sem saber como te chamas ", não levei a coça,  mas fiquei sem saber ( literalmente) como me chamava.

Tão fácil ficarmos dentro  de um hospital,  limitados a ordens médicas,  sem valermos mais do que isso . E pensava eu que a pandemia me tinha ensinado a enfrentar as vicissitudes que nos aparecem à frente sem qualquer aviso. 

Quando deixamos de coordenar a ligação entre o pensamento e as palavras,  quando não coseguimos dizer como nos chamamos,  e até temos duvidas sobre o assunto, a coisa é tudo menos simples.

Foi o que me aconteceu durante umas horas, diagnóstico depois de bateladas de exames ; encefalite viral!

Porquê? De onde veio isto? Causas? Consequências? Vamos ver se é algo que venha a ficar esclarecido. 

Entretanto vou estando hospedada neste "hotel ", onde equipas de enfermeiros e auxiliares dão o litro no tratamento destes hóspedes, alguns mais dependentes do que outros, mas com uma paciência e carinho dignos de louvor.

P.S Acabei de receber a visita do jovem médico que segue o meu caso, e parece que existe a possibilidade de uma alta mais logo. Que não mudem de ideias, por favor!

11.08.20

Pendurados num sistema roto


imsilva

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Há coisas que mesmo sabendo por outros, só quando nos tocam à porta é que entendemos realmente.

O meu pai não tem andado bem, cansaço e falta de ar. Há duas semanas esteve nas urgências, levou oxigênio, trouxe uma bombinha para casa e patati-patata.

Tem consulta em Pneumologia que entretanto foi adiada e ainda não remarcaram, e está à espera que em Sta. Maria o chamem para fazer exames em Cardiologia há meses.

Médico de família só lá para fim do mês e será por telefone (85 anos, queixas físicas e será "visto" por telefone). E o particular também com demora.  

A provável solução seria enfiá-lo numa ambulância e espetá-lo numas urgências de um hospital...só que não queremos fazer isso, seria mais ou menos como o levar para o matadouro.

E entretanto sentimo-nos de mãos atadas porque não achamos lógico ele continuar assim, sem um apoio médico imediato, que seria no mínimo, o médico de família o observar e dar indicações do que fazer a seguir.

Admiram-se de haver muito mais gente a morrer, sem ser de covid, do que seria suposto. EU NÃO!!!