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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

Outubro 01, 2025

imsilva

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Dia 1 de Outubro é o dia mundial do idoso.

Mais um daqueles dias que deveriam, ser lembrados e trabalhados todos os dias.

Os idosos, na sua maioria, têm família. Alguém a quem cuidaram, a quem amaram, a quem deram o que podiam, e quantas vezes aquilo que não podiam. A dívida de carinho e cuidados não pode ser descurada, esquecida porque não dá jeito, porque não há tempo, porque não há espaço na nossa vida. Se temos alma, se temos consciência, isso não pode acontecer. 

Sei que não é fácil, a vida é exigente e super sónica, tempo é coisa que escasseia, mas se realmente quisermos haverá sempre uma boa solução. Ficaremos mais apertados, mas enquanto os nossos idosos cá estão não podem, de maneira alguma, sentirem que não se preocupam com eles, que os esqueceram. São a nossa história, são os que nos viram enquanto crianças, são os donos da nossa memória, são as nossas raízes.

Hoje é o meu dia de folga, o meu pai vem cá almoçar. 

Junho 11, 2019

imsilva

 

 

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Desculpem, os nossos velhinhos, idosos, usados, anciãos, enfim o que lhes quiserem chamar.

O que podemos fazer quando aqueles que foram a nossa referência, de trabalho, de energia, de resoluções, de pessoas, aqueles de quem dependíamos, passam a ser dependentes de nós? Quando os vemos perder a energia, as resoluções, quando vemos que já não conseguem sozinhas viver no seu canto, entre as suas coisas, nos seus domínios que sempre dominaram tão bem? Quando estamos com o nosso tempo ocupado com o trabalho, muitas vezes dando ainda uma ajuda aos descendentes, e vemos como os nossos ascendentes precisam de nós? Como fazer?

Não há fórmulas mágicas, nem soluções perfeitas, cada um vai ter que resolver à sua maneira, e não vai ser à maneira da prima ou do vizinho do lado. Mas é assustador!

Eles merecem o nosso melhor, por todos os motivos e mais alguns, viveram conforme puderam e os deixaram, lutaram, sofreram, celebraram, deram o que tinham e o que não tinham para nos criarem, e alguns, muito pouco descansaram (porque não sabiam que podiam descansar).

Alguns de nós deram alegrias e satisfações, outros deram preocupações, e outros ainda verdadeiros desgostos, mas eles continuaram de pé, sem desistir, e a fazer tudo o que podiam para continuar a viver, muitas vezes sabe Deus como!

Estou-me a referir, a uma certa geração, porque os futuros “velhotes” já souberam e tiveram a oportunidade de viver de outra maneira, sem os apertos e amarguras de outros tempos, mas não sem as preocupações e os desgostos, que esses são transversais no tempo.

Estou a falar da geração dos meus pais, que cresceram e viveram em meios onde não aprenderam a relaxar e a apreciar a vida à volta, alguns ainda conseguiram fazê-lo, mas mais tarde (porque não sabiam que o podiam fazer) .Estou a falar das pessoas que agora têm 80 ou 90 anos.

E quando faltar o comando, como vamos fazer?. Será que vamos ter a disponibilidade que eles tiveram quando tomaram conta de nós? Dificilmente. A situação, por muito que tentem comparar, não tem qualquer tipo de comparação. Uma criança não é um “velho”, mudar uma fralda a um bebé, não é mudar uma fralda a um “velho”. Desculpem-me os mais sensíveis, mas a realidade é essa, mesmo sendo os nossos “velhotes”.

Sinceramente, tenho medo, muito medo, não quero vê-los dependentes, nem quero imaginar tal situação, tenho medo de a não saber resolver, e falhar-lhes.

Quando chegar o momento, vai ser uma das nossas responsabilidades, e não vamos poder descartá-la, nem a eles.

 

 

 

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