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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

Outubro 13, 2022

imsilva

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Um dia, com uma pena gentilmente cedida por alguma ave, gostaria de escrever com tinta mágica nestas bonitas folhas, deixar impressões e ideias, emoções e registos de vida.

Depois, com elas faria um livro, para folhear com delicadeza, com carinho, para que as palavras não deslizassem para o vazio, as folhas não sofressem danos, o que para mim seria sacrilégio, porque um escritor não quer as palvaras, as letras, maltratadas mas sim  preservadas.

Um dia, gostaria de escrever até me cansar, e quando já não houvesse folhas por preencher, escreveria nas nuvens que ao passar, levariam as minhas palavras para longe.

Um dia... 

Alma

Desafio das palavras

Setembro 02, 2022

imsilva

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Setembro traz-me um pouco mais de calma à minha vida, não muita, só um bocadinho, mas o suficiente para tentar estar um pouco mais por aqui, e dar corda à criatividade. Assim vou tentar ocupar a mente com palavras em desafios de escrita, preencher espaços brancos com frases e pensamentos meus, na esperança que a ALMA se sinta quentinha e aconchegada na manta das letras que saem do coração.

 

O mundo dos desafios está aí. Já temos os da Ana de Deus, a Fátima Bento vai continuar com o dos quadros e este é um novo desafio que a Celia lançou. Atrevam-se!

Julho 11, 2022

imsilva

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MARIA JOÃO CANTINHO, in SÍLABAS DE ÁGUA (Ed. Ver o Verso, 2005)

OS AMANTES

Poderiam ter deixado tudo para trás de si
e tomar o último comboio da noite,
como anjos de Chagall,
que não conhecem senão a dança do amor.

Teriam, então, deslizado pelas sombras,
como figuras luminosas,
que se desenhavam no hálito da madrugada,
os corpos fundidos nos versos
que escreviam no coração um do outro.

Teriam sido felizes, deitados sobre a terra,
a olhar o céu, onde deslizavam animais feitos de algodão,
teriam esquecido os nomes um do outro,
para reaprender o apelo da água
e do sangue, o apelo da voz universal,
o canto derradeiro que os sonhava.

Era preciso ter esquecido tudo
O lugar onde se nasce,
a casa onde sempre se retorna,
era preciso ter esquecido tudo,
para reaprender esse enigma,
que se escrevia na flor do silêncio.

Poderiam ter esquecido tudo, para trás de si
e tomado o último comboio do tempo.


Óleo s/ tela : Deux Têtes À La Fenêtre, de Marc Chagall

 

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