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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

19.01.22

Os nossos contos de Natal 2021 - Finalistas


imsilva

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Quando comecei a pedir contos de Natal, foi mesmo pelo prazer que tenho em os ler. Não imaginei o que acabaria por acontecer, e que logicamente me deixou muito feliz.
Cada vez que encontro mais um, vou logo lê-lo, cheia de curiosidade e continuo a adorar cada um deles. É muito interessante ver a imaginação de tantos neste tema.

E pronto,aqui estão os contos deste ano, maravilhosos e quentinhos, como o coração gosta. Creio que já temos todos os que quiseram escrever este ano. Se alguém está a atrasado na demanda e ainda tem algum na manga que queira expor, faça favor, teremos todo o gosto em inclui-lo. Com o número de contos que temos este ano, gostaríamos de editar um outro volume de "Contos de Natal". Posto isto, e como aconteceu anteriormente, agora vamos às burocracias, se não se importam, respondam a este questionário de preferência para o e-mail, contosdenatal@sapo.pt, a gerência agradece.

1º Pergunta  -  Autorizas a publicação do(s) teu(s) conto(s)?

2º Pergunta  -  Qual o autor que queres que seja colocado no livro, referente ao(s) teu(s) texto(s)?

3º Pergunta  -  Qual o blogue ou blogues que queres ver referenciados?

4º Pergunta  -  Quantos exemplares desejas reservar do livro?

5º Pergunta  -  Autorizas que se altere(m) o(s) teu(s) texto(s) para a grafia antiga se for caso disso?

E agora sim, deixo-vos com as maravilhosas criações deste cantinho à beira net plantado, o que me enche de orgulho.

Carta a um qualquer pai Natal - José da Xã

A herança - José da Xã

O espírito de Natal - José da Xã

Um qualquer dia  na aldeia  -  Zé Onofre

Conto de Natal - Ana de Deus

Mataram o pai Natal I - José da Xã

Mataram o pai Natal II - José da Xã

Natal de um bombeiro - Ana Mestre

Houve um tempo em que não havia Natal - Folhas de luar

O espírito de Natal - Folhas de luar

Benjamim - Ana D

Natal é amor - Ana D.

Conto de Natal 2021 - Maria Araújo

O Natal é da família - Nala

Um conto com magia - Isabel Silva

Ainda há espírito natalício - Isabel Silva

O Natal das nossas memórias - Isabel Silva

Natal em tempo de pandemia - Charneca em flor

Nunca mais será Natal - Zé Onofre

A fogueira - bii yue

Conto de Natal - Maribel Maia

A receita mais original de um doce de Natal - Olga C. Pinto

As bolachinhas - Olga C. Pinto

Os três caminhantes - Olga C. Pinto

Já nasceu - Alice Alfazema

Aqueles Natais foram diferentes - Vagueando

O melhor presente - MJP

Um louco e o Natal - Zé Onofre

O dia começou branco - Maria Neves

O papel de lustro sem pinheiro - Maria Neves

O guarda- rios azul - Maria Neves

Um trenó com histórias - historiasabeirario

O Natal do António - José da Xã

Resposta ao pai Natal - José da Xã

Laura - José da Xã

O reencontro - Alice Barcellos

E foi Natal - Cristina Aveiro

Avó, o pai Natal já se foi embora? - Cristina Aveiro

Ta-tin-ta - João Silva

Choro - Isa Nascimento

O presente escondido - Isa Nascimento

O primeiro Natal - Isa Nascimento

Nasceu no dia de Reis - Isa Nascimento

Conto de Natal - Marta Velha

filhoses e sonhos de abóbora - Di

 

 

 

 

 

07.01.22

Palavras de Alice Vieira


imsilva

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"Sempre amei por palavras muito mais
do que devia

são um perigo
as palavras

quando as soltamos já não há
regresso possível
ninguém pode não dizer o que já disse
apenas esquecer e o esquecimento acredita
é a mais lenta das feridas mortais
espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo
e vai cortando a pele como se um barco
nos atravessasse de madrugada

e de repente acordamos um dia
desprevenidos e completamente
indefesos

um perigo
as palavras

mesmo agora
aparentemente tão tranquilas
neste claro momento em que as deixo em desalinho
sacudindo o pó dos velhos dias
sobre a cama em que te espero"

Alice Vieira
in "O que Dói às Aves", Caminho, 2009

(retrato ilustração de Danuta Wojciechowska).

 

Hoje é dia do leitor, nada melhor do que fazer referência a alguém que soube iniciar muitos jovens (e não só) na leitura.     Obrigada Alice. ❤

05.01.22

Tempo com José Luís Peixoto


imsilva

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JOSÉ LUÍS PEIXOTO, in A CRIANÇA EM RUÍNAS (1ª Ed., Quasi, 2001); (Quetzal Ed., 2012)

o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava. era a tua
a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.
era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.

*
Arte de © Tatyana Ilieva
*

(LT)

21.12.21

O dia do encontro


imsilva

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No sábado, foi um dia importante.

Foi um dia de encontros, de emoções, e (quem diria) de autógrafos.

Não tivemos uma fila de gente à espera da nossa assinatura, (quem sabe um dia) mas os três (e companhia) que éramos, foi suficiente (poucos, mas bons) para fazer uma sessão emotiva e marcante.

Obrigada, José e Olga pela companhia neste percurso, e pela amizade.

Um beijo enorme! 🥰

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15.12.21

Felicidade simples


imsilva

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Apetece-me escrever sobre felicidade. Não a que todos procuram freneticamente, mas uma bastante simples e que muitos não conhecem,  e outros não dão valor algum (não sabem o que perdem).

E que felicidade é esta? perguntam vocês. Vou passar a explicar.

Todos já têm conhecimento do nosso maravilhoso livro "Contos de Natal"( se não conhecem, deviam de ter vergonha). Tenho andado a ler aleatóriamente um conto de vez em quando, (acabo de ler um) e fiquei com uma sensação de felicidade tão boa, que decidi imediatamente partilhá-la com vocês.

Tão simples como isso, ler um bonito conto de Natal, e sermos transportados para uma dimensão natalícia mágica, doce, onde nos revemos em relatos de natais passados, ou em que nos emocionamos com os sentimentos expressados em histórias que todos sabemos que existem e andam por aí, ou a viagem que fazemos com imaginações férteis que nos fazem navegar por outros mares que não os habituais.

Acreditem, se este livro viesse parar-me às mãos, vindo não sei de onde, a minha opinião seria a mesma. É um livro que transporta felicidade, que oferece momentos de reflexão, que nos dá bocadinhos de emoções ternurentas, por vezes sofridas mas sempre enriquecedoras.

Estou a falar deste livro porque foi o que despoletou estes pensamentos, o que não quer dizer que outro não o faça. Eu sou suspeita porque para mim os livros são muito importantes, e é com eles que também descontraio e aprendo, para além do que a vida quotidiana me dá.  

Sejam felizes, com livros ou sem livros, procurem as coisas boas e simples da vida, acreditem que existem.

03.12.21

Vejam quem chegou!!!


imsilva

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Quando em Dezembro de 2019, e novamente em 2020, vos desafiei para a escrita de um conto de Natal, nunca imaginei onde os contos iriam parar, a um maravilhoso livro onde se juntaram, e assim, criaram esta bela obra natalícia.

É com imenso orgulho que mostro este trabalho, feito com muito amor e carinho, e principalmente pelo empenho do José da Xã, que além de me ter desafiado com a ideia, tratou de tudo o referente aos contactos com a editora e afins, onde ele estoicamente enfrentou todos os obstáculos inerentes a um trabalho deste gabarito.

Entretanto para esta magnífica capa, tivemos a valiosa colaboração da Olga Cardoso Pinto que não sendo de estranhar, fez as belas ilustrações que podem apreciar.

Está descoberto o mistério, a surpresa que há 3 dias viajava por este bairro de sapos, agora mais rico com a publicação deste livro.

Agradeço a todos os que escreveram, e espero que agora incentivados com esta obra, continuem a fazê-lo com a mesma criatividade e carinho com que já o faziam. E agradeço também ao Pedro Neves que amavelmente aceitou fazer o prefácio. Àqueles que ainda não se estrearam, têm aqui um belo exemplo para o fazerem, serão muito bem vindos, e nunca se sabe o que o futuro nos guarda. Podem ver aqui o novo desafio.

Os que não têm um conto escrito neste volume, e quiser um exemplar, é só dizer por email, e falaremos do assunto.

Este post foi escrito com emoção, com orgulho, com muitos agradecimentos, e espantada cada vez que olho para este "filho" recém-nascido. Não é lindo?