Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

27.07.22

Danças?

52 semanas de 2022 / tema 30


imsilva

7e74dfd6a438bf713a8b6534ecdd9cc0.jpg

As músicas que me fazem dançar são tantas...

A minha adolescência foi no fim dos anos 70 e nos anos 80. Precisamente na época gloriosa da boa música que ainda hoje (e sempre) se ouvirá com o mesmo deleite.

Entravamos na discoteca às 23 h. e só saíamos quando nos mandavam embora (normalmente com uma música condizente de despedida) às 4 horas da madrugada. Outros tempos! Não consigo ouvir um bom ritmo sem bater o pé, o que significa, basicamente, que não saía da pista de dança.

Há pouco tempo atrás, apareceu uma música, que todos conhecem, e pela qual me apaixonei (quem não?) "Jerusalema". Tenho uma filmagem (valha-me Deus) da minha irmã e eu a dançá-la no Natal de 2020, entre outras, que escusam de pedir muito, muito, muito, que eu nunca mostrarei!

Não ouço muita música, normalmente tenho a cabeça cheia de barulho e quando chego a casa nem a televisão acendo, mas...tenho pena!

Os desafios da abelha

18.03.22

Destroços e emoções


imsilva

c69410404098c388e043e5a4cefe7591.jpg

 

Vladislav lembrava-se daquele teatro numa ocasião em que, era ele de palmo e meio, fora com o avô ver uma peça "Pedro e o lobo" de Prokofiev. Talvez fosse daí que tivesse nascido a sua paixão pela música.

Hoje era um jovem pianista que começava a ser conhecido na cidade de Kiev, e falado em toda a Ucrânia. Mas, não tinha tido oportunidade de tocar lá, e agora já não o poderia fazer.

Agora só tinha as memórias das belas melodias lá ouvidas ao lado de um avô que também já não estava.

Os seus olhos percorreram as paredes que restavam e sentiu um aperto no peito. Destroem-se casas de cultura como se de um baralho de cartas se tratasse, e não são essas só, são as outras também, as casas que fazem parte da vida do povo, da vida das aldeias, cidades, as casas onde se ensina, as casas onde se tratam os doentes, as casas onde se procura o conforto da fé, as casas de uma sociedade completa.

Haverá alguma desculpa, alguma razão, algum motivo que justifique a destruição dos meios de sobrevivência do ser humano, e do próprio do ser humano que não fez nada para isso merecer?

Vladislav afastou-se acabrunhado, com os olhos postos no chão, envergonhado, não queria ver mais atrocidades cometidas por aqueles que ele pensava serem seus semelhantes.