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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

29.10.21

Ainda..."o beijo"


imsilva

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Um beijo...

Senta-se numa esplanada, com um café à frente. Tinha tido uma conversa telefónica desagradável com a pessoa que supostamente se teria de sentir melhor, amando e a ser amada

Espraia os olhos pela paisagem que tem à frente, uma beira-mar com o sol a caminhar na água, e dá pela presença de duas pessoas aparentemente de idade respeitável, sentadas num banco não muito longe de onde ela própria está. Não ouvindo o que dizem, apercebe-se muito bem das suas expressões e gestos e tudo leva a crer que há muita atenção e carinho nos olhares.

Está encantada com os cabelos brancos do casal, com a echarpe em tons salmão da senhora, e a mão do senhor entrelaçada na dela.

E é quando acontece algo que lhe traz as lágrimas aos olhos, o senhor inclina-se em direção à companheira e delicadamente junta os seus lábios aos dela, onde ficam por um momento que parece eterno, tal a intensidade dos sentimentos transmitida.

E ela deseja um dia também ser beijada assim.

 

 

 

 

09.06.21

Algumas das melhores coisas da vida...são de graça! I


imsilva

Praia

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Uma visão de irrequietude ou de mansidão,  conforme as emoções das ondas do mar.

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Uma imensidão de grãos de areia, com que podemos fazer castelos, não de sonhos, mas para sonhar.

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E onde podemos relaxar e depositar o nosso cansaço, deixando as marcas do caminho que já percorremos.

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E onde podemos encontrar coisas tão bonitas como esta.

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Sejam felizes!🌝

08.04.21

Desafio do texto sem "E"


imsilva

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O Mar

Fui olhar o mar

Tinha a cor azul mais bonita

As ondas batiam doidas por sair dali

Mas, não podiam

Juntas são mar, sozinhas são nada

A força faz a sua união

Só assim brilham

Só assim são mais

Só assim ganham o mundo

Só assim são a maravilha aos nossos olhos

Olhando o mar, acalmamos

Posicionamos os chakras

Sintonizamos o ódio ou o amor no infinito da nossa alma.

 

Mais um desafio da nossa abelhinha Ana

28.02.21

O meu sitio, o meu canto


imsilva

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Chegar pelo lado Norte, é ter uma vista linda pela frente, casario e o perfil do mar.

Chegar pelo lado Sul, é ter mais uma vista íncrivel, o Hotel dentro do espaço do mar, mais casario e mais...mar.

Chegar pelo lado Este, é ter outra vista fantástica, os telhados do casario e um espelho de mar infinito mesmo à frente.

Chegar pelo lado Oeste, é chegar pelo próprio mar, de preferência de barco, (a nado é capaz de não dar muito jeito), e tentem imaginar a vista.

É verdade, seja de que lado for que se chegue a este sítio, a vista é sempre linda, e o ponto fulcral é e será sempre o mar.

Neste caso, o imenso Oceano Atlântico com todo o esplendor, sejam dias de águas calmas de côr azul, seja nos dias de águas mais zangadas de côr de chumbo. 

Algo que faz parte, e não se abdica, é o cheiro a maresia, a algas, e até o teimoso nevoeiro que se aprende a amar (às vezes).

De entre as 1047 praias que temos, tenho que ressaltar os nomes originalissimos de Praia do Sul, Praia do Norte ou Praia dos Pescadores.

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Neste sítio pode-se passear por todo o lado, por ruas, ruelas, travessas e becos, todos os cantinhos são belos, todos com os seus recantos e segredos. Ao virar de uma esquina encontramos uma pequena escadaria, virando outra esquina encontramos uma fonte ou um cruzeiro com a sua inevitável praçeta, algumas vezes não passa de uma pracinha, mas sempre com um passado e a gritar história em cada pedaço de pedra de que é composto.

Além da igreja mor, deparamo-nos com algumas belas capelas espalhadas estrategicamente por vários espaços.

 

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E é ir passeando e olhando algumas das fachadas das casas em azulejos, ou como a maioria delas, pintadas de branco com barras azuis.

Também existem as casas que choram, desprezadas por herdeiros que não se entendem, ou por donos que nunca mais se viram. A essas apetece pegar ao colo e dar miminhos, ao mesmo tempo que imaginamos o que poderíamos fazer com elas, como poderiam fácilmente transformarem-se num aconchegante lar.

Nas ruas vemos os nomes tipicamente portugueses e existentes em tantos lugares, cidades e aldeias, Rua 5 de Outubro, Praça da República, Rua de baixo ou Rua do Norte.

E depois temos as nossas gentes, as nossas figuras "castiças". Quando uma desaparece é como se se fechasse uma rua, é o fim de uma história, é menos uma pedra na calçada, numa das ruas tortas deste sítio.

Se quiserem por cá passar, prometo receber-vos de braços abertos e um cafezinho

 

Este texto nasceu de um belo desafio de Cristina Aveiro

  

 

 

 

17.08.20

Será fé ?


imsilva

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Não sei se houve alguma ocasião em que a procissão da Nossa Sra. da Boa Viagem não tenha acontecido, mas este ano de 2020 não aconteceu.

Senti falta, senti que a vila este ano está incompleta, senti o vazio de algo que foi sempre o máximo dos máximos, as ruas e todos os cantinhos pura e simplesmente a abarrotar.

Quem por hábito, trazia o carro para o centro, neste dia não trazia, vinha a pé. Já sabia de antemão que não teria onde o estacionar. Encontrar-nos com quem nos queríamos encontrar, muitas vezes era impossivel, outras vezes um verdadeiro acaso.

Este ano há um défice no mês de Agosto, não houve luzes no mar, não houve os apitos dos barcos à partida e à chegada da imagem à praia, não houve a espera pelo fogo de artifício, que por vezes demorava, outras vezes não se chegava a ver por causa do nevoeiro.

Existe uma coisa tão pequena que nem se vê, mas tão grande que alterou o que (pensávamos nós) ser inalterável.

Senti-me triste por não ter havido a procissão da Nossa Sra. da Boa Viagem.

Senti que não há o direito de se mudar algo tão enraizado nos costumes dum povo, e isso não tem nada a ver com fé.

Quando a canção que se canta enquanto se acompanha a imagem, diz  " faz com que a guerra se acabe na terra" não havia quem não se arrepiasse e não acreditasse no pedido que toda aquela gente fazia nesse momento. E não sei se isso tem a ver só com fé.

É um povo que tem esperança, que se tem que agarrar a algo mais do que aos tostões que se contam, sempre na ilusão de ser mais do que se pensava, e que não vão poder homenagear aquela figura minúscula, tão colectivamente amada, tão colectivamente festejada. 

Todos se vão lembrar do ano em que a Santa não saiu à rua, o ano em que não houve festa, o ano em que todos ficaram mais tristes e mais pobres na sua efusiva religiosidade anual.

14.08.20

Marés


imsilva

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Há quem viva ao sabor das marés

Vão e vêm, conforme a maré sobe ou vaza

Eu prefiro fincar os pés na areia, e aguentar o embate da onda sem sair do lugar, até sentir os pés a enterrarem-se na areia mole.

Por vezes, até subir na prancha e cavalgar as ondas, domando-as, não me deixando domar por elas.

E sentindo-me orgulhosa por isso.

 

01.04.20

E o mar...estava lá!


imsilva

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Ontem, depois da chuva da manhã, fui levar fruta aos meus pais. Depois fomos à Vila, e não resistimos a dar uma volta pela beira mar. É  tão triste vermos as entradas para as praias, e os bancos na marginal vedados com fitas para ninguém se sentar. É quase criminoso ser proibido usufruir do ar puro, do sol a bater na cara, de 30 minutos sentado a apreciar a vista. Eu compreendo que se toda a gente fosse fazer isso, já não faria sentido. Mas, ao fim de 17 dias sem essas vistas, demos uma volta pela nossa marginal, felizes por constatar que o mar...continua lá.

21.01.20

Poemas meus #2


imsilva

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                                            "COBARDIA"

Sinto-me só

no silêncio do meu quarto

e o murmúrio do mar lá fora

um vendaval de pensamentos me envolve

no mais fundo do meu ser

no mais recôndito do meu consciente

mas eu não quero

eu tenho medo

medo das ideias aprofundadas

medo das conclusões tiradas

e medo de enfrentar lágrimas rebeldes

que me recuso a aceitar

prefiro vaguear no nada

e só ouvir o murmúrio do mar lá fora