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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

21.08.20

Mutações humanas


imsilva

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E aqui estamos, no admirável mundo novo, no ponto nunca imaginado.

Máscara no rosto, sorriso escondido, incógnito, e olhar estupefacto a interrogar o mundo.

Agora somos todos iguais, com o mesmo medo, ou quase, já nos cuidados, não tanto, e os hábitos em mutação e a enraizarem-se rápidamente.

As crianças habituadas é a parte gira. Viva as máscaras! Bendita a ignorância que serve para brincar aos heróis com liberdade.

O novo aroma a alcool gel entranhado nas narinas, e nos poros de todo o corpo.  Alcool diferente daquele que destilavamos na minha juventude.

Entretanto vamos habituando-nos à distância física, aos não cumprimentos, a uma certa frialdade que em nada condiz com a nossa condição de latinos. 

O isolamento vai cercando pessoas que não o merecem, e que pode ser o despoletar de doenças e males que poderiam ser evitados.

Mas o mundo pula e avança, aceitamos e vamos por lá, por onde nos dizem que devemos ir, e como sempre, adaptamo-nos.

Somos mesmo boa gente.

 

 

03.08.20

Trabalhar em tempos pandémicos


imsilva

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Trabalhar em tempos de COVID é complicado.

Os clientes ou estão soltos de mais, ou com medo a mais, e isso para quem tem que lidar com todos eles é um bocadinho esquizofrénico.

Alguns quase que pedem por favor para tomar-mos decisões por eles, outros exigem coisas inexigíveis, e outros são pura e simplesmente parvos. Valha-nos os que sobram, os normais, que felizmente são em número razoável .

Veremos como se encontram os nossos neurónios no fim do verão.

01.04.20

Surreal!


imsilva

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Encontrei este texto, que escrevi logo no inicio desta maluqueira, e que me devo de ter esquecido de publicar na altura. Este blog é um pouco como o meu diário, por isso não poderia deixar de o publicar e partilhar. Como tal, e como sei que não têm mais nada para fazer, aqui vai.

 

Surreal, sinto-me num filme, simplesmente inacreditável ainda.

Todos fechados (ou quase) em casa, avós numa casa, filhos noutra, nós noutra e o esforço para não nos misturarmos, o esforço de não nos infectarmos uns aos outros, no caso de um já o estar.

Empresas e negócios fechados por imposição do bom senso e na tentativa de quebrarmos  uma cadeia de contágio que neste momento liga o mundo (planeta).

Até aqui, muito nos queixávamos das alterações climáticas, de todas as mudanças a que assistíamos de bancada, boquiabertos por não acreditar-mos no que estava a acontecer à frente dos nossos olhos e sentidos.

Pelos vistos não estava a ser suficiente, e então, tomem lá um viruzito que nunca imaginaram, para perceberem o pequeninos que são e o pouco que valem. 

Bolas! Então nestes aninhos todos, que por cá andamos, não aprendemos nada? Pensamos que somos os maiores, que sabemos tudo, tudo, tudo, e depois aparece uma coisinha que nem tamanho tem, e põe-nos de pantanas, em estado de pânico, e completamente à sua mercê?

Eu nem sei se o que estou aqui a escrever tem alguma lógica, creio que o que estou a fazer é ver se consigo entender através do que escrevo. Finjo que escrevo para outros, quando no fundo, é para ver se eu própria entendo o que estamos a viver.

O meu sítio parou, o comércio está fechado (salvo os essências à sobrevivência), as ruas estão desertas, isto é um filme de ficção científica em 3, 4, 5, 6, ou 7D???

 

22.01.20

Poemas meus #3


imsilva

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                                              "CHORAMOS"

Choramos

sem ter uma razão verdadeira

choramos

porque somos fracos

choramos 

porque tememos

choramos

porque existe a cobardia

e o medo

não somos ninguém

e fazemos a "vida"

insignificantes seres no universo

com direito a mudar

e a sacrificar a "vida"

      

 

21.01.20

Poemas meus #2


imsilva

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                                            "COBARDIA"

Sinto-me só

no silêncio do meu quarto

e o murmúrio do mar lá fora

um vendaval de pensamentos me envolve

no mais fundo do meu ser

no mais recôndito do meu consciente

mas eu não quero

eu tenho medo

medo das ideias aprofundadas

medo das conclusões tiradas

e medo de enfrentar lágrimas rebeldes

que me recuso a aceitar

prefiro vaguear no nada

e só ouvir o murmúrio do mar lá fora