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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

24.06.21

Quando a vida muda...


imsilva

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Já ouviram com certeza " levas uma coça que ficas sem saber como te chamas ", não levei a coça,  mas fiquei sem saber ( literalmente) como me chamava.

Tão fácil ficarmos dentro  de um hospital,  limitados a ordens médicas,  sem valermos mais do que isso . E pensava eu que a pandemia me tinha ensinado a enfrentar as vicissitudes que nos aparecem à frente sem qualquer aviso. 

Quando deixamos de coordenar a ligação entre o pensamento e as palavras,  quando não coseguimos dizer como nos chamamos,  e até temos duvidas sobre o assunto, a coisa é tudo menos simples.

Foi o que me aconteceu durante umas horas, diagnóstico depois de bateladas de exames ; encefalite viral!

Porquê? De onde veio isto? Causas? Consequências? Vamos ver se é algo que venha a ficar esclarecido. 

Entretanto vou estando hospedada neste "hotel ", onde equipas de enfermeiros e auxiliares dão o litro no tratamento destes hóspedes, alguns mais dependentes do que outros, mas com uma paciência e carinho dignos de louvor.

P.S Acabei de receber a visita do jovem médico que segue o meu caso, e parece que existe a possibilidade de uma alta mais logo. Que não mudem de ideias, por favor!

01.06.20

A vida segue


imsilva

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Há mudanças na vida propositadas e as que nos obrigam a fazer, como estas por que todos estamos a passar, por causa dum mínimo e parvo vírus que nos virou a existência de pernas para o ar.

Uma das vantagens, é que ao fim de 7 anos fomos à praia em família. Trabalhos desencontrados é o que dá, quando uns podem, outros não. Depois do confinamento, ainda conseguimos esta proeza. Agora, já trabalhando a oportunidade foi-se.

Entretanto, o negócio abriu portas e a ansiedade foi mais que muita. Quem lida com público sabe que dependemos muito dele, se está bem disposto, se acordou com os pés de fora, se só está rabugento ou se é assim de nascença. Infelizmente levamos com eles, estejam eles como estiverem. Não digo mal dos clientes, falo só de alguns que felizmente são uma pequenina minoria. 

Numa crise como esta em que há milhentas regras para serem cumpridas, mais difícil é gerir os incautos, ou os que se julgam acima de qualquer lei ou regra que foram criadas só para os outros, não para eles.

Passei por um período terrível na preparação da reabertura. Visitei menos a blogosfera, não tive ânimo para comentários, escrevi os 2 últimos desafios dos pássaros porque foram desabafos passados ao papel, e refugiei-me no colo dos livros o que também deu publicações.

As coisas estão a tomar forma, já me sinto a normalizar e tive necessidade de escrever sobre o assunto, de registar esta fase neste diário de bordo, onde a minha vida tem sido gravada sem ter dado conta disso, foi mais uma consequência da abertura deste blog, ou desta minha característica de ser eu sem filtros nem histórias inventadas.

A vida segue, com vírus ou sem ele, ( seria tão bom) e como sempre o ser humano adapta-se, contorce-se, vira-se e continua.