Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

19.01.22

Os nossos contos de Natal 2021 - Finalistas


imsilva

20211128_175039.jpg

 

Quando comecei a pedir contos de Natal, foi mesmo pelo prazer que tenho em os ler. Não imaginei o que acabaria por acontecer, e que logicamente me deixou muito feliz.
Cada vez que encontro mais um, vou logo lê-lo, cheia de curiosidade e continuo a adorar cada um deles. É muito interessante ver a imaginação de tantos neste tema.

E pronto,aqui estão os contos deste ano, maravilhosos e quentinhos, como o coração gosta. Creio que já temos todos os que quiseram escrever este ano. Se alguém está a atrasado na demanda e ainda tem algum na manga que queira expor, faça favor, teremos todo o gosto em inclui-lo. Com o número de contos que temos este ano, gostaríamos de editar um outro volume de "Contos de Natal". Posto isto, e como aconteceu anteriormente, agora vamos às burocracias, se não se importam, respondam a este questionário de preferência para o e-mail, contosdenatal@sapo.pt, a gerência agradece.

1º Pergunta  -  Autorizas a publicação do(s) teu(s) conto(s)?

2º Pergunta  -  Qual o autor que queres que seja colocado no livro, referente ao(s) teu(s) texto(s)?

3º Pergunta  -  Qual o blogue ou blogues que queres ver referenciados?

4º Pergunta  -  Quantos exemplares desejas reservar do livro?

5º Pergunta  -  Autorizas que se altere(m) o(s) teu(s) texto(s) para a grafia antiga se for caso disso?

E agora sim, deixo-vos com as maravilhosas criações deste cantinho à beira net plantado, o que me enche de orgulho.

Carta a um qualquer pai Natal - José da Xã

A herança - José da Xã

O espírito de Natal - José da Xã

Um qualquer dia  na aldeia  -  Zé Onofre

Conto de Natal - Ana de Deus

Mataram o pai Natal I - José da Xã

Mataram o pai Natal II - José da Xã

Natal de um bombeiro - Ana Mestre

Houve um tempo em que não havia Natal - Folhas de luar

O espírito de Natal - Folhas de luar

Benjamim - Ana D

Natal é amor - Ana D.

Conto de Natal 2021 - Maria Araújo

O Natal é da família - Nala

Um conto com magia - Isabel Silva

Ainda há espírito natalício - Isabel Silva

O Natal das nossas memórias - Isabel Silva

Natal em tempo de pandemia - Charneca em flor

Nunca mais será Natal - Zé Onofre

A fogueira - bii yue

Conto de Natal - Maribel Maia

A receita mais original de um doce de Natal - Olga C. Pinto

As bolachinhas - Olga C. Pinto

Os três caminhantes - Olga C. Pinto

Já nasceu - Alice Alfazema

Aqueles Natais foram diferentes - Vagueando

O melhor presente - MJP

Um louco e o Natal - Zé Onofre

O dia começou branco - Maria Neves

O papel de lustro sem pinheiro - Maria Neves

O guarda- rios azul - Maria Neves

Um trenó com histórias - historiasabeirario

O Natal do António - José da Xã

Resposta ao pai Natal - José da Xã

Laura - José da Xã

O reencontro - Alice Barcellos

E foi Natal - Cristina Aveiro

Avó, o pai Natal já se foi embora? - Cristina Aveiro

Ta-tin-ta - João Silva

Choro - Isa Nascimento

O presente escondido - Isa Nascimento

O primeiro Natal - Isa Nascimento

Nasceu no dia de Reis - Isa Nascimento

Conto de Natal - Marta Velha

filhoses e sonhos de abóbora - Di

Escrevi ao pai Natal - Mónica Silva

 

 

 

 

 

22.12.21

Espirito de Natal de Gandhi


imsilva

516d16341e9021fdaefee42dac997e30.jpg

Neste Natal…

Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve.
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte e faça banhar-se quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar.
Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entendê-la.
Pegue a esperança e viva na sua luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e dê-o a conhecer ao mundo"

Mahatma Gandhi

 

21.12.21

O dia do encontro


imsilva

20211220_101010.jpg

No sábado, foi um dia importante.

Foi um dia de encontros, de emoções, e (quem diria) de autógrafos.

Não tivemos uma fila de gente à espera da nossa assinatura, (quem sabe um dia) mas os três (e companhia) que éramos, foi suficiente (poucos, mas bons) para fazer uma sessão emotiva e marcante.

Obrigada, José e Olga pela companhia neste percurso, e pela amizade.

Um beijo enorme! 🥰

20211220_102816.jpg

 

20.12.21

O Presépio somos nós.


imsilva

20211215_101821.jpg

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro destes gestos que em igual medida
a esperança e a sombra revestem
Dentro das nossas palavras e do seu tráfego sonâmbulo
Dentro do riso e da hesitação
Dentro do dom e da demora
Dentro do redemoinho e da prece
Dentro daquilo que não soubemos ou ainda não tentamos

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro de cada idade e estação
Dentro de cada encontro e de cada perda
Dentro do que cresce e do que se derruba
Dentro da pedra e do voo
Dentro do que em nós atravessa a água ou atravessa o fogo
Dentro da viagem e do caminho que sem saída parece

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro da alegria e da nudez do tempo
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto
Dentro do declive e da planura
Dentro da lâmpada e do grito
Dentro da sede e da fonte
Dentro do agora e dentro do eterno

José Tolentino Mendonça

17.12.21

Ainda há espírito natalício (Conto de Natal)


imsilva

20211215_100333.jpg

 

Sentada no sofá, com uma manta a tapar-lhe as pernas apesar da lareira acessa, e do conforto que dela emanava, Amélia pensava na época que se avizinhava.

Estava novamente em Dezembro, o Natal já batia à porta, mas faltava a motivação, o sentimento que deveria estar a acontecer nessa altura.

Amélia recordava outras épocas, outros natais, outros anos em que a vontade de ouvir e cantar as músicas natalícias e de enfeitar todos os cantinhos da casa existia. Outros anos em que à volta da mesa se reuniam comensais sorridentes, perante as iguarias e os doces que estragavam as dietas de um ano.

Amélia perguntava-se o porquê da mudança de espírito, seria por já não estarem todos os que costumavam estar? Claro que isso já era um motivo de peso, mas, mais não era que os ciclos da vida a passarem por nós, consequência da nossa mortalidade. Ou seria a humanidade, que se estava a tornar fria, dando valor ao que o não tinha, esquecendo emoções e valores maiores, perdidos nas esquinas das distracções imediatas e traiçoeiras?

Sem saber muito bem como contrariar a falta de espírito natalício, Amélia vai pôr ao lume a chaleira para fazer um chá quando ouve a campainha da porta. Curiosa, dirige-se à entrada, e ao abri-la depara-se com as crianças mais lindas do mundo, os seus netos, cada um com uma caixa quase do seu tamanho. Atrás vem a filha e o genro, que com um grande sorriso lhe dizem, podemos vir ajudar a preparar a casa para as festas?

O filho de Amélia estava no Austrália a cumprir um contrato de 2 anos, e a filha supostamente, iria passar o Natal ao Minho a casa dos cunhados, mas acabou por decidir com a concordância do marido, que não poderia deixar a mãe e a tia que se lhe juntaria, sozinhas. Em casa dos cunhados seriam muitos, não sentiriam a sua falta, e os filhos foram da mesma opinião, a avó precisa mais da nossa companhia, disseram eles. 

Logo a seguir telefona-lhe a irmã a informar que a filha também passará a consoada com elas. Pensara que estaria de serviço no hospital nessa noite, mas tinham trocado os turnos, e ela estaria livre, podiam contar com ela e com o filho.

Afinal, o espírito natalício existia! E o amor, e a solidariedade, e o carinho, e a palavra família. 

E com um ímpeto novo, começou a preparar a sua casa para as festas com a fantástica ajuda daqueles belos ajudantes.  

 

   

15.12.21

Felicidade simples


imsilva

20211214_193325.jpg

Apetece-me escrever sobre felicidade. Não a que todos procuram freneticamente, mas uma bastante simples e que muitos não conhecem,  e outros não dão valor algum (não sabem o que perdem).

E que felicidade é esta? perguntam vocês. Vou passar a explicar.

Todos já têm conhecimento do nosso maravilhoso livro "Contos de Natal"( se não conhecem, deviam de ter vergonha). Tenho andado a ler aleatóriamente um conto de vez em quando, (acabo de ler um) e fiquei com uma sensação de felicidade tão boa, que decidi imediatamente partilhá-la com vocês.

Tão simples como isso, ler um bonito conto de Natal, e sermos transportados para uma dimensão natalícia mágica, doce, onde nos revemos em relatos de natais passados, ou em que nos emocionamos com os sentimentos expressados em histórias que todos sabemos que existem e andam por aí, ou a viagem que fazemos com imaginações férteis que nos fazem navegar por outros mares que não os habituais.

Acreditem, se este livro viesse parar-me às mãos, vindo não sei de onde, a minha opinião seria a mesma. É um livro que transporta felicidade, que oferece momentos de reflexão, que nos dá bocadinhos de emoções ternurentas, por vezes sofridas mas sempre enriquecedoras.

Estou a falar deste livro porque foi o que despoletou estes pensamentos, o que não quer dizer que outro não o faça. Eu sou suspeita porque para mim os livros são muito importantes, e é com eles que também descontraio e aprendo, para além do que a vida quotidiana me dá.  

Sejam felizes, com livros ou sem livros, procurem as coisas boas e simples da vida, acreditem que existem.

03.12.21

Vejam quem chegou!!!


imsilva

DSC_0211 (3).JPG

Quando em Dezembro de 2019, e novamente em 2020, vos desafiei para a escrita de um conto de Natal, nunca imaginei onde os contos iriam parar, a um maravilhoso livro onde se juntaram, e assim, criaram esta bela obra natalícia.

É com imenso orgulho que mostro este trabalho, feito com muito amor e carinho, e principalmente pelo empenho do José da Xã, que além de me ter desafiado com a ideia, tratou de tudo o referente aos contactos com a editora e afins, onde ele estoicamente enfrentou todos os obstáculos inerentes a um trabalho deste gabarito.

Entretanto para esta magnífica capa, tivemos a valiosa colaboração da Olga Cardoso Pinto que não sendo de estranhar, fez as belas ilustrações que podem apreciar.

Está descoberto o mistério, a surpresa que há 3 dias viajava por este bairro de sapos, agora mais rico com a publicação deste livro.

Agradeço a todos os que escreveram, e espero que agora incentivados com esta obra, continuem a fazê-lo com a mesma criatividade e carinho com que já o faziam. E agradeço também ao Pedro Neves que amavelmente aceitou fazer o prefácio. Àqueles que ainda não se estrearam, têm aqui um belo exemplo para o fazerem, serão muito bem vindos, e nunca se sabe o que o futuro nos guarda. Podem ver aqui o novo desafio.

Os que não têm um conto escrito neste volume, e quiser um exemplar, é só dizer por email, e falaremos do assunto.

Este post foi escrito com emoção, com orgulho, com muitos agradecimentos, e espantada cada vez que olho para este "filho" recém-nascido. Não é lindo?