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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

04.03.22

Sabedoria infantil dos tempos actuais


imsilva

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O meu pai faz barcos pequenos em madeira à imagem dos reais das nossas praias. Teve COVID na semana passada, e como, felizmente estava bem, foi para a sua oficina trabalhar nos seus barquinhos.

Conselho do meu neto mais novo (5 anos) numa chamada em que soube o que o bisavô estava a fazer; - Avô, não podes estar a mexer nos barcos, porque depois vais oferecê-los às pessoas e pegas-lhes o COVID!

20.10.21

Desafio "Arte e inspiração" #6

Diferentes infâncias


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                                                           O sobreiro - Rei D. Carlos de Bragança 

O avô contava ao neto as vezes que tinha esfolado as pernas a trepar àquela árvore. Até lhe contou, à laia de segredo, que era por isso que ela estava vergada e ela própria esfolada também. Era da quantidade de vezes que os miúdos subiam para os seus ramos. Mas, que tinha a certeza que também estava vergada pela tristeza que sentia por já não haver crianças que a quisessem trepar. Sentia, com toda a certeza, falta do calor dos seus braços e pernas, dos seus gritos de entusiasmo quando conseguiam chegar lá acima.

O avô perguntou ao neto se queria experimentar, o neto olhou para os ramos da árvore e não se sentiu muito seguro de que seria uma coisa correcta, nem era algo que  alguma vez tivesse feito ou que desejasse fazer, olhou para as suas calças e pensou no que a sua mãe diria se as esfolasse, para além da ansiedade que a ideia lhe provocava.

O avô, adivinhando os pensamentos do neto, teve pena das crianças que nunca saberiam o que era a liberdade de subir a uma árvore, e de esfolar um joelho que arderia como tudo, mas que daria tanto prestígio. Não tendo coragem de desafiar o neto para tal experiência,  mais por medo dos pais do que por outra coisa, deu a mão ao neto e voltando as costas ao secular sobreiro, continuaram o passeio pela bela e calma paisagem de uma pacata aldeia, tão longe e tão perto da buliçosa cidade onde as crianças não trepavam às árvores. 

 

Texto no âmbito do desafio da Fátima Bento

01.06.21

Dia Mundial da criança


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             O Mundo dos contos de fadas

Era uma vez uma menina que encontrou um livro mágico. Era dourado e tinha um cadeado.

A caminho de casa, lembrou-se que tinha uma chave que talvez servisse. 

Estava escrito no livro  "País dos contos de fadas" Uau - disse a menina.

Ela abriu e entrou no livro, e quando entrou, viu uns três porquinhos a brincar às escondidas, uma menina com um capuz vermelho e sete cabritinhos escondidos. Era tudo maluco!

A menina falou com todos e perguntou como sair dali, e um dos cabritinhos disse que tinha de ir falar com o feiticeiro de Oz. Foi pelos tijolos amarelos, e depois a Doroty encontrou pelo caminho um rei que lhe disse que o caminho era para a direita. Ela assim fez e quando chegou ao castelo perguntou ao guarda que lhe respondeu  -  A menina tem um livro dourado com um cadeado? Sim - disse ela. -  É simples, era só abrir o livro e tirares as páginas, menos a que tu abriste. - respondeu-lhe o guarda.

Ela assim fez, e viu que não era verdade. Era um sonho.  Fim.

Martim Barreiro, 7 anos.

 

O Martim este fim de semana perguntou-me se eu queria que ele escrevesse para o meu blog, eu respondi-lhe que claro que queria. A folha ficou em cima da mesa, e eu há pouco, quando pensei que não tinha nada para publicar sobre o dia da criança, os olhos bateram na folha escrita por ele. O rapaz vem poucas vezes mas, quando vem dá frutos. Nada melhor que uma história escrita por uma criança, para celebrar este dia.

 

18.05.21

Um gatinho para o Tão


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Para um menino de olhar malandro, de coração doce e super-herói do meu coração, no seu 5° aniversário ❤

 

Era uma vez um gatinho que tinha perdido o sono. A mãe do gatinho foi procurar o sono do gatinho para naquela noite o gatinho fazer ó ó...
A mãe gatinha foi à floresta perguntar pelo soninho do gatinho mas os animais estavam todos a dormir e não a puderam ajudar.
No dia seguinte, a mãe gatinha foi à escola procurar o soninho do gatinho, mas todos os meninos estavam a aprender e não a puderam ajudar.
A mãe gatinha fez as malas e foi a um país muito distante procurar o soninho do gatinho, mas nesse país os gatinhos estavam sempre acordados...
A mãe gatinha regressou e foi a um poço muito fundo. Espreitou. O poço era muito escuro. Será que o soninho do gatinho estava lá no fundo, também ele a fazer ó ó no escuro? Talvez não. O soninho tem medo de poços.
A mãe gatinha regressou a casa e disse ao gatinho que não tinha encontrado o seu soninho.
O gatinho disse:
- Mãe, o meu soninho está contigo. Não é preciso procurares. Se me deres um abraço, consigo dormir...
Então mãe gatinha e gatinho abraçaram-se e logo apareceu o soninho numa estrela que olhava para eles na janela do quarto...

Gilda Nunes Barata, O gatinho que perdeu o sono.