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pessoas e coisas da vida

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23.12.20

Os nossos contos de Natal - 2020


imsilva

21.12.20

Mais um conto de Natal


imsilva

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        Um pinheiro de luz

 

Era uma vez um pirilampo que gostava que a noite chegasse, para poder acender a sua luzinha e brilhar como faziam as estrelas que via no céu. 

Quando assim acontecia, iluminava à sua volta flores de várias cores e outros insectos como ele, mas que não tinham  a habilidade de dar luz, e assim, com ele podiam guiar-se melhor no seu caminho.

Num belo fim de tarde, luminoso mas frio, o pirilampo encontrou um pinheiro que parecia chorar, os ramos vergavam e as folhas descaiam em direcção ao chão.

O pirilampo perguntou-se o que levaria aquela árvore àquele estado. Não se fez de rogado e perguntou delicadamente se havia alguma coisa que pudesse fazer por ele.

O pinheiro estranhou o interesse (ninguém se interessara alguma vez por ele), mas respondeu que se sentia triste por não ser enfeitado com luzes e bolas coloridas como sabia que outros pinheiros eram.

O pirilampo sentiu pena da árvore e pensou que não era fácil satisfazer esse desejo, uma vez que a árvore se encontrava no meio de um pinhal, sem seres humanos que lhe pudessem acudir. Ao mesmo tempo começou a surgir na sua mente algo que começou a tomar forma e que se transformou numa ideia que ganhava força conforme o insecto mais pensava nela.

Disse à árvore que talvez lhe pudesse satisfazer o desejo e que voltaria não tarda nada.

O prometido é devido e pouco tempo passado, já tendo caído a noite, eis que o pirilampo voltou acompanhado de um grande grupo de amigos luminosos, que prontamente se espalharam pelos ramos do pinheiro.

A árvore não acreditava no que estava a acontecer, não cabia em si de contente quando viu as luzinhas que o preenchiam de cima a baixo.

Todo o pinhal rejubilou a assistir àquela imagem memorável, que ficou para sempre nas suas memórias.

Era uma imagem que foi avistada pelos humanos que viviam do outro lado do rio e que se perguntavam o que seria aquela claridade que viam ao longe.

Se pudermos ajudar os outros a serem felizes, seremos mais felizes também.

 

No âmbito do meu própio  desafio não resisti a escrever mais um conto (como mais alguns fizeram). E vocês, já escreveram o vosso?

09.12.20

O meu conto de Natal


imsilva

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Esta é a minha participação no meu próprio  Desafio

 

Um pinheirinho feliz

 

Era pequenino, raquítico e com pouca folhagem.

Estava sózinho, nem sabia como tinha ido lá parar, os outros pinheiros estavam mais afastados.

Era pequenino e sonhava em ser maior e brilhar numa sala qualquer, de uma daquelas casas que se viam ao longe. Não sabia de onde lhe vinha aquela ideia, mas sabia que era uma ideia fixa.

Entretanto, numa daquelas casas que se viam ao longe, uma família pensava nas decorações de Natal daquele ano.

  -  Pai, quando vamos buscar a árvore de Natal?  -  perguntou o Pedro

  -  Depois do almoço podemos ir dar um passeio e ver se encontramos alguma que nos agrade  -  respondeu o pai

  -  Mas pai, não podemos cortar pinheiros assim sem mais nem menos  -  disse Andreia, a irmã mais velha do Pedro.

  -  É verdade, por isso vamos ali ao terreno do Sr. Eduardo que ofereceu para quem quiser poder escolher um pinheiro, porque precisa de limpar aquela terra para uma construção que precisa de levantar.

  -  Que bom!  -  responderam em uníssono o Pedro e a Andreia.

Depois de um bem disposto almoço, e da louça estar toda arrumada, a família vestiu casacos, cachecóis, gorros e dirigiram-se ao terreno do Sr. Eduardo.

Havia realmente umas quantas árvores, umas grandes, outras enormes que nem caberiam lá em casa, e todos procuraram aquela que seria a ideal.

Entretanto o Pedro que se tinha afastado um pouco, chamou-os muito entusiasmado.

  -  Pai, mãe, Andreia, venham cá!

Quando a família chegou ao pé dele, viram um pinheirinho e um entusiasmado Pedro de olhos brilhantes, a olhar para ele.

  -  Pai, não é lindo?

O pai e a mãe olharam um para o outro, depois para a pequena árvore e responderam que talvez fosse pequeno demais, já para não falar do feio que era sem quase folhagem alguma, mas isso não disseram em voz alta.

A Andreia deu uma volta ao pinheiro, franziu o nariz e olhou para o irmão.

  -  Ó Pedro, não achas que está um bocadinho despido demais? Onde vamos pendurar todos os nossos enfeites numa árvore assim?

  -  Não precisamos de pôr todos os enfeites, podemos pôr só os preferidos, aqueles mais importantes.  -  respondeu o petiz quase com lágrimas nos olhos  -  Por favor, vamos levar este...

Não entendendo o porquê, mas vendo o sentimento posto no pedido do Pedro, não houve coragem para o negar, e acabaram por levar o pinheirinho para casa.

Já colocada no canto da sala, a pobre árvore quase não ocupava espaço algum. Depois de colocarem um único jogo de luzes, o Pedro escolheu os enfeites que gostava mais, como por exemplo o urso e o esquilo brancos que a avó lhes tinha oferecido num ano, o duende verde que lhes tinha dado noutro, ou a fotografia de família numa pequena moldura que penduravam todos o anos.

O resultado ficou um pouco aquém do que era habitual, mas a felicidade do rapaz era tão grande que ninguém disse coisa alguma.

Quando se foram deitar o sorriso de Pedro dizia tudo.

No dia seguinte quando a família acordou, à medida que passavam à porta da sala, iam ficando especados à porta a olhar lá para dentro. 

Quando o Pedro, que foi o último a acordar os viu, ficou curioso com o que estaria a acontecer, e furando entre o pai e a mãe olhou lá para dentro e não acreditou no que via.

O pinheirinho estava lindíssimo, recheado de belos ramos com belas folhas pontiagudas verdíssimas.

Foi um mistério que ficou para a história daquela família, mas eu posso vos contar que aquilo não foi mais que a felicidade do pinheirinho ao ver realizado o seu desejo de brilhar numa sala qualquer, de uma daquelas casas que se viam ao longe.

01.12.20

Vamos escrever um conto de Natal?


imsilva

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O ano passado desafiei-vos para a escrita de um conto de Natal.

 Estas belas histórias foram escritas então, e ficaram muito bem registadas.

Vamos escrever mais algumas?

Sem pressões, nem regras, só pelo prazer de escrever sobre esta bonita época, escrevam e partilhem. Quando quiserem, como quiserem, desde que escrevam, fica tudo bem.

Temos alguns blogs que não estavam o ano passado, e que ficam desde já desafiados. Aos que escreveram o ano passado, não acredito que tenham gasto a criatividade, e que não saia nada este ano...

Só porque sim, só porque é Natal, só porque a vida está tão chata, vamos animá-la um pouquinho com histórias, contos, poemas ou simplesmente pensamentos natalicios.

Poderão ser publicadas quando muito bem entenderem, desde que durante este mês. Façam um link para aqui, para poder fazer a junção de todos. Se possível, a tag "O meu conto de natal".

Vamos começar?

Que seja um bom Dezembro para todos nós! 🎅🤶

 

23.12.19

Um conto de Natal


imsilva

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José é um menino de 10 anos e vive em Moçambique. José e a sua família refugiaram-se nas montanhas, juntamente com milhares de outros moçambicanos, fugindo das inundações monstruosas que assolaram o país.

José vivia fora da grande cidade, e quando finalmente, puderam regressar à sua aldeia e ao seu lar, viram o que restava das suas casas, numa desolação total. Os escombros e as ruínas pesaram-lhes na alma, mas não havia mais nada a fazer, senão tentarem melhorar o pouco que havia, e ter esperança de que pouco a pouco, tudo voltaria ao normal.

José tem muita sorte, pois os seus pais e irmãos estão vivos, apesar de terem perdido outros membros da sua família.

Mas aproximava-se o Natal, e José que gostava tanto dessa época, perguntou um dia a sua mãe, como seria agora que tinham perdido tudo, como poderiam festejar a quadra no meio de tanta tristeza e com tanta falta de meios, mesmo para as coisas mais essenciais à sua sobrevivência.

A mãe ficou pensativa, e depois acabou por responder-lhe, que para festejar o nascimento de Jesus, não eram necessárias assim tantas coisas, que era muito mais simples do que isso, e pediu a José para ir arranjar barro, que era uma coisa nada difícil de encontrar naquelas condições. José com os olhos a brilhar, apressou-se a ir buscar o precioso material, que iria ajudá-los a viver o Natal.

Depois de a mãe ter explicado o que teriam que fazer, todos meteram mãos à obra, pois tratava-se de fazer um presépio.

José, pediu imediatamente para ser ele a fazer o menino Jesus, e com o seu bocadinho de barro nas mãos, com muito cuidado e ternura, começou a moldar um pequeno corpo, que começando a tomar forma toscamente, se foi transformando num pequeno mas muito amado menino Jesus.

Quando todos terminaram o seu trabalho, juntaram uns bocadinhos de madeira, e contruiram a cabana que serviria para acolher as figuras saídas de um simples bocado de barro.

José olhou para o presépio, e depois para a mãe. Os seus olhos brilharam como raios de luar, a sua boca formou o mais belo dos sorrisos e pensou que nunca tinha visto um presépio tão bonito.

Neste Natal, não vai haver prendas, bolos ou chocolates em casa de José, mas sim um amor enorme e muita fé no dia de amanhã, e creio que também a recordação de um Natal que apesar de tudo, é dos mais bonitos que alguma vez José viverá.

 

Que tenham o melhor Natal possível, que não vos falte companhia, amor e que a solidariedade esteja convosco! Um muito feliz Natal! 💝

 

09.12.19

Desafio-vos!


imsilva

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Já na altura do desafio dos 50s, tinha avisado que haveria um outro desafio para o Natal. O meu tempo tem sido curtíssimo, mas não quero faltar à palavra.É tão simples como isto, quem quer escrever um conto de Natal? Não tem regras nem inscrições, é só um convite, quero ler histórias de Natal escritas por vocês, todo e qualquer um que se disponha a isso, seja com o tamanho que for. A única coisa que convêm é que se publiquem no mesmo dia, e que tenham a mesma tag, para facilmente os encontrar-mos. Digamos, publicar a dia 23, e a tag seria "o meu conto de natal". Há possibilidades? O único que há a fazer é partilharem a ideia para chegar a mais blogs. Bora pessoal, vamos fazer acontecer.