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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

Novembro 21, 2025

imsilva

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Não sou de jogos de estratégia, mas hoje apanharam-me. Almoçarada com amigos e o sempre presente (para eles), jogo Catan, veio para desafiar os inocentes e ignorantes que não têm este hábito.

Só depois de estar no meio da brincadeira e das risadas é que percebemos que também precisamos disso. Nós, que passamos os dias no stress e na preocupação de 54 coisas ao mesmo tempo, descobrimos que podemos passar sem essas mesmas preocupações,  descontrair e fingir que as ditas cujas não existem, mesmo sabendo que amanhã estarão lá à nossa espera, sentadinhas à porta do quarto, a espera que abramos os olhos e nos espreguicemos.

Preciso, talvez precisemos todos de descontrair mais, de rir mais, de deixar 53 das preocupações,  e  ficar só com uma, a mais pequena, a mais leve, a que nos incomode menos. Isto só para não dizermos que não temos preocupações. Acredito que fica mal tal afirmação. 

Desmoronar

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Novembro 15, 2025

imsilva

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Quando com os netos brincamos a equilibrar cadeiras, para um dia conseguirem equilibrar acontecimentos, emoções, sentimentos baralhados a precisarem de uma estrutura forte para não desmoronarem.

Será suficiente para a sua vida? Com certeza que não, mas se servir para perceberem que mesmo com muita vontade e sacrifio as coisas podem desmoronar e não é por isso que devemos desistir,  já valeu a pena. 

Outubro 08, 2025

imsilva

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Frio

Saudades de ti, saudades do meu robe quentinho, da camisola fofa, da manta que à noite nos deixa confortáveis no sofá a ver um filme. Saudades da lareira que breve será acessa, dando-nos a visão colorida dos toros a arder e o calor que emanam.

Adoro o sol de Inverno, mas um céu mais escurinho, remete-me para o conforto de estar em casa a ver a chuva cair nas vidraças. Ajuda a introspecção e a pensamentos mais tranquilos. 

Frio, tens as minhas portas abertas para regressares.

Setembro 17, 2025

imsilva

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Não acredito em beleza, mas acredito em detalhes.

Temos à nossa volta muitas pessoas que vemos de diferentes maneiras, e não necessariamente nos vários graus de beleza. A mim chama-me muito mais a atenção o olhar, a palavra dita, o gesto sincero.

Quando alguém diz "que feia", digo muitas vezes que não há pessoas feias, há pessoas de feições bonitas que nos parecem feias devido ao mau feitio, ou à antipatia que destilam, e há pessoas com linhas rudes e marcadas que nos parecem lindas, pelo sorriso e pela bondade que transmitem.

Os detalhes parecem insignificantes, mas atentem neles, de certeza que vão descobrir mais, muito mais, e não é só nas pessoas.

Pode ser camélia?

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Abril 25, 2025

imsilva

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No dia 25 de Abril de 1974, disseram-me que não iria à escola, que havia guerra em Lisboa e a escola estava fechada. O meu tio tinha ido a Lisboa tratar de qualquer coisa e a minha avó chorava com medo. 

Há distância de alguns dias, percebi que sim, tinha acontecido algo, algo bom, mas já resolvido e com bons resultado.

Em minha casa era mais importante viver o dia a dia do que meter-se na política. Eu não tinha noção de que tínhamos vivido em fascismo e  em casa não se falava disso. Tínhamos vindo de Espanha há uns meses e foi tudo muito rápido.

Ao longo dos anos fui entendendo os meandros que envolvem os governos, e percebendo os direitos e deveres a que o cidadão está sujeito a bem da civilização e harmonia no convívio entre pessoas.

Vejo na televisão, neste momento, seres humanos contra outros seres humanos porque não têm as mesmas opiniões e ideologias, e pergunto-me onde estão os direitos e deveres destes cidadãos.

Vamos continuar a lutar para que a liberdade, porque os nossos antepassados lutaram, continue viva e em pleno vigor. Vamos continuar a lutar para que a liberdade de expressão e de opinião, não fique encarcerada em mentes pequenas e mesquinhas.

Não tenho cravos, pode ser uma singela camélia? 

Fevereiro 05, 2025

imsilva

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Esta t-shirt (e outras três) foram mandadas fazer por ocasião dos Stones virem a Portugal, mais especificamente ao Rock in Rio. Estão lá os bilhetes para esse espectáculo e o bilhete do concerto em Alvalade há uns anos bons. As pessoas na rua, perguntavam-nos onde as tínhamos comprado, foram um sucesso. A parte de trás é um quadro pintado por um amigo, entretanto falecido, e que eu ofereci ao meu marido num aniversário. Os Stones são a excelência da excelência para o meu marido.

Há dias anunciaram a visita dos Stones a Portugal em Maio. Franzi o nariz a achar muito estranho, mas as antenas ficaram logo no ar à espera de saber o dia para fazermos a compra dos bilhetes imediatamente. Pensei ; ainda vamos usar a t-shirt outra vez! O meu marido tinha-a usado há pouco tempo, e disse-lhe logo que não podia usá-la mais porque ia ser precisa para o concerto.

Claro, evidente, afinal não vêem! Ah, os joelhos e tal, ah, preciso de uma prótese na anca, ah, o meu médico diz que não convém fazer grandes viagens. E é isto, vale os espectáculos que já vi. O de Alvalade foi um estouro, foi de fazer bater o coração, o pé, a mão, e tudo o que pudesse bater. O do Rock in Rio foi um pouco mais confuso, ao ar livre no meio de um maralhal inquieto, o que não deixou de fazer com que mexessemos tudo. 

Ainda bem que existem memórias e esperança de que afinal apareçam por aí.

1 de Janeiro de 2025

1 Foto, 1 Texto

Janeiro 03, 2025

imsilva

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Não, não tirei esta fotografia num tranquilo passeio à beira mar num bonito dia de folga. Tirei esta fotografia no fim de 7 horas de trabalho duro, em que antes de entrar no carro para ir para casa, fui espreitar a praia que fica a 40 metros e que não aproveito como deveria.

É beleza pura, é arte da natureza, é de graça, e nem sempre é valorizada.

Há muito que não via um pôr-do-sol no mar e por ser parva, uma vez que tenho a praia tão perto. A benção que é ser inundada por aquelas cores mutantes, o conforto que recebemos é ímpar. Creio que é um refúgio aos pensamentos, tudo fica para trás e só importa aquele momento, aquela despedida do dia que aconteceu e a esperança no dia que virá.

Um Bom Ano de 2025 

Outubro 23, 2024

imsilva

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"Sabes o que é que as pessoas realmente querem? Todas as pessoas, digo. Toda a gente no mundo está a pensar: quem me dera ter alguém com quem pudesse realmente falar, que realmente me compreendesse, que fosse gentil comigo. É isso que pessoas querem, se estiverem a dizer a verdade.”

.“Na verdade já atingi o patamar em que olho para as pessoas e digo - ele ou ela, eles são aquilo que são, porque escolheram ficar bloqueados numa determinada fase das suas vidas. As pessoas mantêm-se sãs bloqueando-se, limitando-se a elas próprias.”

 

—  Citações do romance “O Caderno Dourado”, da escritora britânica Doris Lessing (22 de Outubro de 1919 – 17 de Novembro de 2013), que ontem faria 104 anos.

Hoje foi o copianço das palavras de uma mulher que admiro, mas que estou desconfiada que não seria fácil de aturar. Na imagem ficou-me a Senhora do carrapito que ao chegar a casa carregada com uns sacos de compras, leva com uns repórteres que lhe colocam à frente microfones, e lhe perguntam o que acha do grande premio Nobel que lhe acabam de atribuir. Dóris não lhes dá importância nem pula de alegria. 

 

 

Outubro 09, 2024

imsilva

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O que é o racismo? Qual racismo? O que sentimos em relação ao vizinho que teima em ouvir música em altos berros? Ou em relação à senhora que se senta todos os dias no banco do pequeno jardim a rogar pragas aos pombos e às crianças que passam a correr?

Será que a cor de alguém interessa ou será só a condição humana desse alguém que conta.

Sou de ódios de estimação, poucos mas fortes. O senhor que tratou mal o funcionário que mais não fazia do que fazer o seu trabalho, ou o que olhou mais do que a conta para a funcionária que ficou incomodada. Nenhum deles vai tornar a ver-me os dentes. Estes são alguns dos exemplos do meu trabalho que me fazem ser racista, porque são da raça dos parvos.

Tenho como experiência pessoal, os ciganos. Temos por cá famílias que sempre cá viveram, uns entraram na nossa comunidade, conviveram e cresceram connosco e ninguém se lembra de que raça são, outros (familiares dos primeiros) continuam dentro do seu mundo, recebendo subsídios e coçando o cu pelas paredes.

Também por cá temos gente, dita de raça branca, que não passam de uns pobres desgraçados, que nunca souberam o que era trabalhar e que vão corroendo a vida dos pais pouco a pouco, até estes faltarem e descerem mais um degrau, andando a arrumar carros. Não são produtivos, recebem também subsídios e não vieram de fora.

No meu restaurante, se não fossem os brasileiros que tenho a trabalhar comigo, estava tramada porque não aparecem portugueses a pedir emprego. Tenho 10 brasileiros e gosto muito deles. São jovens, alguns nem os pais têm por cá e vou servindo de mãezinha. Protego-os, e preocupo-me com as suas vidas e com as suas condições de habitação intervindo quando necessário.

O que será realmente o racismo, terá mesmo a ver com raças, ou com pessoas simplesmente?

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