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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

Junho 09, 2023

imsilva

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Mexendo nuns papéis soltos, entre tantos outros numa pasta, encontrei umas frases que tinha retirado de textos de Mia Couto.

Muitas mais haveria a retirar, porque tudo o que escreve é poesia, mas deixo -vos estas para saborearem.

Estava ocupado, a servir-se de sombra.

Nessa noite, eu desconsegui de dormir. Saí, sentei a insónia no jardim de frente.

Nasci de ninguém, fui eu que me engravidei. Ainda sujo dos sangues que deixaram no mundo.

Meus olhos se encheram de muitas águas, todas que me faltaram em anteriores tristezas.

Escutava os ponteiros a pingar no tempo...

Bom fim de semana, sejam felizes!

Março 01, 2023

imsilva

20220921_211328.jpg

 

Permanentemente à procura de nós

Permanentemente em busca de algo

Algo que grite, que chore, que abrace, que ame

Algo que brilhe no escuro e que roce os sentidos

Algo que nos traga cores bonitas à alma, 

Permanentemente à espera da vida

De uma vida que faça sentido

De uma luz que alumie, e mostre o caminho

De uma essência de alfazema ou de alecrim

De um som que desperte a alvorada

Permanentemente à espera de mim

 

Alguém completa 35 anos de permanente busca. (e não estaremos todos?)

 

 

 

600 posts depois...

...aqui estou eu

Novembro 16, 2022

imsilva

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Post nº 600!!!

Quantas palavras estão confortavelmente instaladas neste blogue!

Aqui neste blogue, nascido quase, quase, quase há 4 anos, despejei sentimentos, emoções e opiniões.

Descobri uma criatividade que desconhecia nos desafios a que respondi, e que tanto me ensinaram, sempre com o medo de não saber se conseguiria. No final ficou o orgulho do que foi conseguido.

Escrevi palavras minhas e partilhei palavras de outros, escrevi histórias a duas mãos com o meu neto, desafiei a escreverem sobre os "cinquentas", desafiei para que escrevessem "Contos de Natal" o que deu frutos maravilhosos e livros editados, e mostrei a vulnerabilidade da minha adolescência, nos poemas que publiquei em Janeiro de 2020. 

Escrevendo ao meu ritmo, 2 ou 3 vezes por semana, também publiquei diariamente quando assim foi preciso. Em Abril de 2020 publiquei todos os dias uma foto no "Desafio das flores" e em Dezembro de 2020 publiquei todos os dias um postal de Natal antigo.

Homenageei os dias marcados no calendário, com o respeito e carinho que mereciam, os que não me dizem nada, não mereceram.

Resumindo e concluindo, este blogue tem sido o meu porto de abrigo e muitas, muitas vezes o meu diário de bordo, aqui estão esparramados dramas, comédias e momentos importantes da minha vida.

Agradeço a todos os que me têm acompanhado, muitos já estão no meu coração, alguns já fazem parte do núcleo das amizades, e prevejo que esse número vai aumentar ao longo do tempo.

Espero continuar neste cantinho à beira net plantado onde tão bem me sinto, enquanto me deixarem, continuando a despejar sentimentos, emoções e opiniões, até que a alma me doa, sempre ao vosso lado.    

 

 

 

 

Outubro 13, 2022

imsilva

20221011_141346.jpg

 

Um dia, com uma pena gentilmente cedida por alguma ave, gostaria de escrever com tinta mágica nestas bonitas folhas, deixar impressões e ideias, emoções e registos de vida.

Depois, com elas faria um livro, para folhear com delicadeza, com carinho, para que as palavras não deslizassem para o vazio, as folhas não sofressem danos, o que para mim seria sacrilégio, porque um escritor não quer as palvaras, as letras, maltratadas mas sim  preservadas.

Um dia, gostaria de escrever até me cansar, e quando já não houvesse folhas por preencher, escreveria nas nuvens que ao passar, levariam as minhas palavras para longe.

Um dia... 

Agosto 03, 2022

imsilva

FB_IMG_1658484574405.jpg

A gente podia poder costurar o tempo,
Bordando em cima dos erros
Para que eles sumissem.
Costurar as pessoas
Que gostamos pertinho.
Costurar os domingos,
Um mais perto do outro.
Costurar o amor verdadeiro no peito
De quem a gente ama.
Costurar a verdade
Na boca dos seres.
Costurar a saudade
No fundo de um baú
Para que ela
De lá não fuja.
Costurar a auto estima bem alto,
Pra que nunca ela caia.
Costurar o perdão na alma
E a bondade na mão.
Costurar o bem no bem
E o bem sobre o mal.
Costurar a saúde na enfermidade
E a felicidade em todo lugar ...

(Janaína Cavallin--)

Livro dos contos de natal do Blog

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