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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

Seriam 90...

1 Foto, 1Texto

Setembro 18, 2025

imsilva

 

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18 de Setembro de 1935

E hoje seriam 90, se tivesses ficado connosco, se não te tivesses ficado pelos 86. Mas, não importa, a data do teu nascimento será sempre festejada nos nossos corações, na nossa saudade infinita. Seria uma senhora festa, mas assim, estejas onde estiveres, gosto de te imaginar com todos os que também já viajaram para esse lado, e imagino a festa que será. Se encontrares o Marco Paulo ou a D. Amália, quem sabe se não te cantarão uma canção, daquelas que tu tanto gostavas.

Mãe, nós por cá, todos bem. 

Abril 29, 2024

imsilva

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Partiste há dois anos

Mas, partiste para onde?

Eu sei, estás connosco, no nosso âmago, 

Estás connosco na maneira como dizemos o que tu dizias, ou quando replicamos os teus gestos, movimentos e hábitos.

Mas, falta-nos o teu cheiro, o teu toque, o teu olhar, o teu sorriso quando vias os teus, as tuas opiniões positivas ou negativas, às invenções que te apresentávamos e às quais reviravas os olhos e franzias o nariz.

Como foi possível que tenhas partido há dois anos, e a vida continue todos os dias? que o sol continue a sair e a iluminar-nos, como se nada tivesse acontecido? Que as flores continuem com as suas cores garridas, se tu já não estás para cuidar delas?

Mãe, um dia vamos conversar sobre o assunto, e tentar perceber como certas coisas são possíveis.

Um dia...

 

 

Maio 24, 2023

imsilva

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As orquídeas estão aí, lindas e maravilhosas.

Há um ano atrás levei-as e cuidei-as para que não sentissem a tua falta. Demoraram, mas conseguiram e são tuas. É com orgulho que as mostro.

São as tuas orquídeas, mãe.

Quem me dera que como elas, nós também estivessemos viçosos e cheios de força. Mas, havemos de estar mãe, havemos de estar.

Com este 1º aniversário há mais um ciclo que se fecha, como foi com o 1º mês, com o teu aniversário e os nossos, ou com o 1º Natal sem ti.

Vamos caminhando, devagar, com calma, mas vamos caminhando. As orquídeas lembram-nos que tudo continua...

Dezembro 26, 2022

imsilva

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Queria dizer algo sobre este Natal, mas não é fácil.

Talvez dizer que apesar de ser a época mais bonita, e de ter todas aquelas palavras que soam tão bem, amor, amizade, solidariedade, também tem as palavras saudade e tristeza.

Este ano foram essas as palavras que prevaleceram no meu Natal, no meu e no dos meus. O esforço foi grande, portamo-nos razoavelmente bem, mas estou muito satisfeita por já ter passado.

E agora, vamos a nova ronda! Vamos continuar a caminhar para mais um ano, mais um lote de surpresas, que esperamos que sejam boas.                      

 

 

Setembro 28, 2022

imsilva

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O fado  -  José Malhoa

 

Dizem que se chamavam Amâncio e Adelaide da Facada.

E que podemos nós deduzir desta imagem? Que poderemos nós criar com esta imagem? 

A vida boémia na Lisboa do inicio do séc. XX. O desregramento consentido no vinho e na moral duma época em que uma Mouraria representava homens e mulheres de um país em aprendizagem.

Provavelmente, Amâncio afogava as suas mágoas no fado vadio, no nectar que ajudava a finalizar o dia de (suposto) trabalho, deixando em casa mulher e uma trupe de filhos com que não sabia o que fazer. Felizmente a sua Maria dava conta do recado, melhor mesmo estar fora do caminho.

E a Adelaide da Facada, que me diz esta mulher? Alguém que despudoradamente tentava não ser de ninguém, de sítio algum a que não quisesse pertencer. Adelaide, após ter aprendido pela pior maneira que não é fácil ser feliz, optou pela felicidade gratuita e imediata que não a deixa pensar demasiado em algo para além disso.

E assim, entre um cigarro, uma guitarra que chora, os versos que contam amores, um copo que ajuda ao bem estar, e a companhia de quem os entende, correm as horas que libertam a saudade, os sonhos e as ambições há muito perdidas.

 

Participação no desafio da     Fátima Bento

Setembro 09, 2022

imsilva

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Mãe

Guardamos as tuas coisas, os teus brincos, os teus colares, os teus terços, as tuas malas...

Guardamos as tuas roupas que sofregamente aproximamos da cara na tentativa de sentir-te só mais uma vez.

Guardamos os teus rolos do cabelo que tantas recordações nos deixaram aos longo dos anos, religiosamente enrolados à volta das belas madeixas brancas que enfeitavam a tua cabeça.

Guardamos os teus óculos, que te deixavam tão parecida com a que chamávamos a tua irmã gémea, a rainha Isabel II. Imagina que morreu ontem, tinha de ser no mesmo ano que tu.

Mãe, guardei o teu frasco de perfume. Está ali, ao pé de mim, e de vez em quando destapo-o e sinto que entraste na minha casa. Está pertinho do teu menino Jesus, benzido pelo padre a teu pedido, assim que to ofereci.

Como vamos fazer com as gavetas vazias, com os armários sem o teu cheiro, com os cortinados que já não precisam de ser corridos?

Como vamos fazer com os teus pratos, as tuas travessas e terrinas, com os teus copos que davam para 10 mesas de 100 pessoas cada uma?

Mãe, desculpa, mandamos fora as tuas taças plásticas com tampa, onde punhas o arroz doce acabado de fazer, para te certificares que não havia perigo de derrame quando levássemos alguns para casa.

Como vamos fazer com o homem que cá ficou, perdido, mas inteiro, com a coragem de um guerreiro. O homem que aprendeu a viver sozinho sem ter com quem ralhar e discutir o episódio da novela das 18,30?

Mãe, como fazemos com o buraquinho que ficou nos nossos corações depois da tua partida?

Mãe, olhas por nós?

Maio 23, 2022

imsilva

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Eu gostava de acordar em cada dia e ter a minha mãe a meu lado. E o meu pai. E a minha avó. E todas as pessoas de quem gosto.
Mas alguns já se foram embora. Para sempre. E isso deixa-me confuso. Porque para sempre é mesmo muito tempo.
Eu consigo perceber o que é uma hora. Percebo dez minutos. Percebo dez segundos que é uma medida do tempo que uma pessoa começa a dizer e já passou. E percebo um dia ou uma semana. Mas para sempre é tão difícil de perceber...
Um dia, o meu pai foi-se embora para sempre. E eu esqueci-me de lhe dizer uma coisa. Nem sei bem que coisa era. Só sei que esta coisa que eu queria dizer ficou-me entalada na garganta. Para sempre.

José Fanha. In. Diário Inventado de Um Menino Já Crescido.

Ilustração de João Fanha

 

Uma carta para alguém

52 semanas de 2022 - Tema 19

Maio 13, 2022

imsilva

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Nesta altura da minha vida, só poderia escrever uma carta para um "alguém".

 

Mãe

Escrevo-te esta carta para ver se me esclareces algumas coisas.

Onde andas, que não te vejo há alguns dias? Passei pelo cemitério e estava lá um sítio cheio de coroas de flores com uma placazinha com o teu nome e a tua fotografia, como é que aquilo foi lá parar? Não é só para as pessoas que morreram? Então, não entendo. Ainda fui à procura de algum responsável por isso, mas não encontrei ninguém. Continuei confusa.

Fui às compras e comprei o champô que tu gostas e as maças que pedes sempre, já lá estão em casa, onde o pai está sozinho porque tu te lembraste de ir passear. 

Volta depressa, estamos todos com saudades tuas, os teus netos também perguntam por ti.

Ah! A tua filha mais velha manda-te um teteréré, e um mando-te um beijinho daqueles repenicados como só nós sabemos dar.

 Isabel.

 

Os desafios da abelha

 

                                                                                

Maio 06, 2022

imsilva

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Lágrimas teimosas rolam,

escorrem pelos cantos que a alma deixa a descoberto

e livres, vão passeando por aqui, por ali e por acolá

envolvendo um coração dorido

deixando um rasto, também teimoso, de tristezas e ânsias

Não encontram caminho a direito

por isso vão ziguezagueando e teimosamente demorando

Se encontrassem o caminho certo

talvez já tivessem levado as dores e as lástimas

talvez já tivessem desertado para algum outro sítio

libertando assim as teimosas angustias do meu coração

por onde a tua imagem passeia

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