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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

Março 15, 2023

imsilva

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Hoje passou-me pela cabeça uns pensamentos que não sei se serão mórbidos,  mas pensei, quantos anos me faltam? O que é que eu quero deixar de mim, que é que eu quero que as pessoas recordem quando pensarem em mim? O que sou como pessoa, como companheira, como mãe, como amiga?

Com todas as turbulências de um ser humano, com todos os quês e porquês da nossa essência, é difícil deixarmos um rasto limpo, bonito e agradável a 100%.

A esperança é termos feito qualquer coisinha bem feita e que a nossa recordação seja em bom, com bons sentimentos a acompanhar.

Mas, enquanto cá estou, convém portar-me bem. Ralhar menos, amar mais, abraçar e mimar os que me rodeiam e esconder o mau humor quando a coisa não corre bem, o que juro que não é fácil.

Entretanto, se eles, as minhas pessoas, se portarem bem (também convém) pode ser que recebam como herança uma chávena, uma caneca, quem sabe uma chaleira?

Será suficiente para se lembrarem bem de mim...?

Fevereiro 17, 2023

imsilva

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Por vezes é preciso saber onde estamos, onde queremos estar e até onde podemos ir. Respirar é preciso!

Foi a resposta que dei num comentário num blog que dizia que ia parar por enquanto.

As necessidades de um, diferem de outro. A vida de um, não tem nada a ver com a vida de outro. Há quem não tenha tempo para pensar, e há quem tenha tempo demais. 

Neste momento, não sei o que quero, onde quero estar ou até onde quero ir. Não ando a correr, tenho tempo, mas não o discernimento para utilizá-lo. O blog dá-me a calma de estar comigo, de desabafar, é o meu psicoterapeuta, é o meu saco de pancada, é o cesto dos papéis onde se despejam os sentimentos, as emoções que não queremos que ninguém ouça, que ninguém veja. 

Isto não são coisas de uma sexagenária, de uma senhora com idade para ter juízo, mas, talvez sejam coisas de uma pessoa que já sentiu e vivenciou muito. Não coisas terríveis, mas, simplesmente coisas, daquelas que todos os que têm alguns anitos vivem. A perda das nossas pessoas, apesar de ser lei de vida, a criação e o crescimento dos descentes e seus derivados, a sensação de que não se fez tudo o que se devia ou podia, que algo importante se deixou para trás, mesmo não sabendo o quê. Que algo nos espera, que somos capazes de mais alguma coisa, mas que nos escapa, deixando-nos ansiosos e com taquicardias estúpidas, porque quando olhamos à volta pensamos, o que é que queres mais?

E a importância de ser, onde fica? Ali, ao virar da esquina, é só caminhar até lá.

E aqui está a prova do que acabei de escrever, desabafei sentimentos que não tendo onde os largar, despejei no blog, como se de um sofá de consultório se tratasse. Poupei umas moedas e não me mexi do meu cantinho. 

  

Janeiro 04, 2021

imsilva

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Quando as palavras faltam, fogem, refugiam-se num canto da alma, como as poderemos reaver?

Quando as procuramos, chamamos e declaramos que precisamos delas, onde as poderemos encontrar?

Faltam-me as palavras com que possa expressar sentimentos, com que possa entender o meu sentir

Será o meu cansaço que as esconde, será o meu desassossego que as afasta?

A minha intranquilidade que as afugenta, e as mantêm longe quando tanto as necessito?

Palavras procuram-se, ou será a vontade de as encontrar?

 

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