Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

O homem do mar

1 Foto, 1 Texto

Janeiro 09, 2026

imsilva

20251024_153159.jpg

Recentemente, este senhor foi implantado no nosso largo das ribas que dá para a praia dos pescadores.

A homenagem aos homens desta terra, que enfrentaram as agruras do mar para sustentaram as famílias, para que houvesse pão nas mesas.

A Ericeira foi uma terra onde se pedia fiado no inverno, e pagava-se no Verão. Hoje, felizmente já se ganha a vida das mais variadas maneiras. O comércio espandiu-se e a vila vive de muitas outras coisas.

Creio que esta homenagem ao homem de pele curtida pelo sol e pelo sal do mar, é merecida.

Agosto 13, 2025

imsilva

e7cdfd19f7f5252996bcdd631c3bdf9e.jpg

Começo o dia em acalmia fingida. O cérebro caminha mais apressado, e passando à frente dos momentos calmos, adivinha pensamentos prematuros sobre o dia que me espera. E em pouco tempo, acelero, mexo, resolvo, entro em parafuso e esgoto.

Fica a mente transbordante e cansada, sem nada sobrar. A inércia faz-se presente e prevalece às ganas, à vontade, por vezes, à necessidade. Um vazio anímico e assustador surge, e sem saber bem como e quando, rendo-me. 

Acabo o dia com o desejo da alienação, do descanso, do repouso e do esquecimento, para poder acordar novamente com a canção da esperança.

Elas e eu...

1 Foto, 1 Texto

Julho 04, 2025

imsilva

20250630_101032.jpg

São elas e eu, à espera de algo.

Olhamos em frente e à volta, tornamos a olhar e não vemos porra nenhuma. 

Estou em época de muito que fazer, há um cansaço desorientador e intimidante, que não dá espaço à paz de espírito necessária para andar por aqui, pelo blog que tanto prazer me dá. Por isso não virei cá muitas vezes, mas espero não deixar de vir. Espero que de tanto olhar em volta apareçam soluções que nos dêem perspectivas positivas para uma já desejada reforma. Termos direito ao tempo, ao nosso tempo, a nós, à família, a dar passos na direção que quisermos, não os que somos obrigados a dar.

Dito e feito este desabafo, que basicamente serve para me redimir da minha falta de comparência neste belo cantinho à beira net plantado, vou prometer que não vou deixar, talvez, aparecer menos durante este verão que felizmente (desculpem) passa depressa.

Um sonho (parvo)

1 Foto, 1 Texto

Janeiro 24, 2025

imsilva

20250111_191448.jpg

Paz, descanso, tranquilidade, tempo, conforto.

Algumas das palavras que deveriam constar na lista da palavra do ano.

Não serão palavras para todos, alguns gostam do bulício, do movimento, da resolução de problemas, do ter que fazer. Lamento, não pertenço a esse grupo. 

A idade traz regalias (supostamente) e a utilização destas palavras a torto e direito, deveria ser uma delas. E não só a utilização, como o proveito todo, completo, sem penas ou agravos.

Vou propor a lei do direito a três dias por semana sem qualquer obrigação ou tarefa, seja ela, ir para o local de trabalho, fazer comer, lavar loiça, por roupa a lavar ou varrer o quintal. Direito a ter um cantinho onde só entrem almofadões e cadeirões confortáveis, uma sombrinha no Verão e uma lareira no Inverno. Mais importante que tudo, entrada livre a todos os livros desejados.

Ok. Agora já chega! Vou trabalhar! 

Setembro 13, 2024

imsilva

IMG-20240910-WA0007.jpg

Praia fluvial do Poço Corga - Castanheira de pera

Vamos de mini férias, vemos sítios fantásticos neste nosso Portugal, relaxamos, divertimo-nos em família, cansamo-nos, e voltamos.

Dizem que quando vamos de férias recarregamos baterias. Eu digo que preciso de muita bateria para me preparar parar as férias, para viver as férias, e quando volto estou descarregada.

Voltar a trabalhar é um suplício. Dou desculpas, é a roupa para lavar, é por a casa na ordem depois de despejar as malas, é descansar porque vim cansada. E voltando ao trabalho descobrimos que o stress não foi de férias. Está lá tudo à nossa espera, os erros repetidos que nos tiram do sério, a máquina que avariou, ou o funcionário que vem doente. 

Tenho esperança de um dia ir de férias descansar e quando voltar ter o descanso à minha espera. Eu sei, sou pobre e mal agradecida. 

 

Maio 01, 2024

imsilva

8aad6cdc0f395893f3a16e2a31bb935d.jpg

Em 1984 embarquei no comboio da vida de casada. Na época a minha mãe era a senhora da casa e do trabalho. Fomos para Espanha em 1965 e o meu pai não quis que a minha mãe trabalhasse. Depois do regresso em 1973, o meu pai não conseguia fazer face às despesas e a minha mãe agarrou vários trabalhos, desde ir de madrugada depenar frangos, até fazer algumas limpezas da parte da tarde, e sempre sem descurar a casa. Era assim, ninguém estranhava. 

Claro, que apesar de ter crescido neste ambiente, nunca achei que era assim que devia de ser. Percebi que assim resultava para eles, mas não teria de resultar para mim. Mas o certo é que no comboio já em andamento as coisas vão tomando o seu caminho conforme as necessidades, e não me custa aceitar que devido a horários e a mais ou menos jeito para as coisas, se vá fazendo um determinado caminho e que vai resultando. 

Mas, a idade traz tudo, até a impaciência e a sensação de injustiça. Quando ninguém olha para o lado para ver mais do que o seu umbigo, a paisagem do comboio começa a cansar, porque eu contínuo a olhar para tudo e a ser a responsável por milhentas coisas que fazem parte da vida de todos. De referir que neste momento estamos 4 pessoas no comboio e duas gatas. 

Hoje, quero saber mais de mim e menos dos outros. Contínuo a trabalhar, apesar de fazer gazeta mais vezes, mas em casa continuam a achar que estou no comando e que tudo corre bem porque eu existo.

Bem sei que se eu não estiver (como há 3 anos atrás) tudo funciona e anda, dessa vez  foi poucochinho tempo, mas toda a gente sabe que tudo se resolve quando assim é preciso. Só que antes de ser necessário todos têm medo.

Tudo isto para dizer que o comboio não descarrila porque é tudo boa gente, se assim não fosse já estava fora da linha há algum tempo. Mas tenho que começar aos gritos e a espumar da boca para ver se se assustam e percebem que estamos todos dentro do comboio e aonde pode nos levar, a mim e a eles. 

Férias?

1 Foto, 1 Texto

Novembro 24, 2023

imsilva

20231122_092850.jpg

Férias

Descanso, tempo livre, descontracção, largar a chaminé de vista...

Era bom, era! Mas, não é! 

Desde quando é que a vida se tornou tão torcida? Já tenho idade para certas regalias, como por exemplo, não ter preocupações com outrem, e fazer o que me apetecer e quiser. Mas, parece que travões aparecem por todo o lado e não permitem que a idade prevaleça a obrigações. Obrigações essas que são de livre vontade, ou pelo menos com o discernimento de não querer falhar aos meus, aos que neste momento precisam de mim. Por outro lado, o trabalho que deveria ficar completamente de lado, exige constantemente atenção para não falhar no regresso.

Agora que já me chorei e fiz com que pusessem as mãos na cabeça com pena de mim, vou continuar a minha vidinha. Não, não vou apanhar um avião, nem vou por as malas no carro para um passeio por este nosso lindo Portugal, vou estender a roupa e levar o meu pai a uma consulta à tarde. Alguém se oferece?

Dicionário - Férias; Interrupção relativamente longa de trabalho, destinada ao descanso dos trabalhadores. (Bahhhh...)

 

 

Agosto 16, 2023

imsilva

228f6eb67cb7b838aeab5cb367647f83.jpg

Um dia perco a vergonha, e escrevo um livro de crónicas com as actitudes, arrogâncias e palavras dos (supostos) clientes que querem comer num restaurante, mas não têm modos nem educação para tal. 

Também posso escrever sobre as anedotas e parvoíces dos funcionários  novatos, quando entram ao serviço. Há coisas que lembraremos com um sorriso toda a vida.

Um outro livro daria os muitos amigos que se fazem, clientes que tratamos como família e com quem sofremos quando sabemos de algum percalço. São os que lembramos com carinho e saudade ao longo dos anos. Aí também incluiria os novos, os que nos conhecem por 1° vez, e fazem questão de agradecer e dizer que voltarão.

Há de tudo na vida da restauração, como na farmácia! 

 

 

Novembro 24, 2021

imsilva

 

efac153b2c348424276b6088a0b7720c.jpg

 

Ao ler um post do nosso vizinho pacotinhos de noção  fiquei com vontade de desabafar a minha frustração sobre o assunto.

Ainda há pouco falava com o meu marido sobre como vamos fazer este inverno. Temos um negócio, e no verão quando o trabalho nos escraviza, prometemos que no Inverno vai ser diferente, que vamos fechar à noite ou vamos ter mais dias de folga. Queremos ter vida, queremos ter tempo para nós, para fazer algo que nos dê prazer e paz, que nos faça sorrir e relaxar.

Todos os anos a conversa é a mesma e acabamos por não mudar nada, acabamos por ter um inverno com pouco tempo livre, e quando damos por isso estamos na primavera e começa a euforia do verão novamente sem termos modificado o "modus operandi".

Não há condições para o cidadão comum se reformar quando ainda tem energia e saúde para viver, para não ter obrigações e horários que ocupam a maior parte do dia. E quando fazemos contas para tentar perceber quanto poderemos vir a receber nessa altura, pomos as mãos na cabeça e percebemos que teremos ainda uns bons anos de trabalho pela frente.

Não temos condições de reforma decente e como diz o nosso vizinho, será que quando conseguirmos chegar lá, ainda estaremos cá?

E quando vemos as condições que as reformas prematuras de políticos e cargos de chefia em administrações, (algumas fraudulentas) têm, apetece enrolarmo-nos num canto e começar a chorar.

Livro dos contos de natal do Blog

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Livro dos contos de natal 2 do Blog

Em destaque no SAPO Blogs
pub