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pessoas e coisas da vida

pessoas e coisas da vida

13.11.20

Desafio passa-palavra #8 Amor


imsilva

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Amor é...

Ele levanta-se devagar e com cuidado, avança pelo corredor até à cozinha.

Ela está a mexer na panela que está ao lume com uma colher de pau. O cabelo é ralo e muito branco, as costas estão dobradas, certamente com o peso de uma vida com muitos anos.

Ele com o cabelo tão branco como o dela, e com as pernas que nem sempre obedecem às suas ordens, aproxima-se e põe-lhe carinhosamente a mão na cintura.

Ela volta-se com um carinhoso sorriso e diz-lhe que a sopa está quase pronta.

Dez minutos depois, estão os dois sentados à pequena mesa da cozinha, a degustar a sopa que ela fez com tanto amor e dedicação. A sopa que ela sabe que ele gosta, com a hortaliça que ele prefere.

Mais tarde irão sentar-se no sofá, quase tão velhinho como eles, da sua confortável sala a ver a sua novela da noite. Sentados muito juntinhos com a manta por cima das suas pernas, de mão dada.

Depois irão deitar-se, desejarão boa noite um ao outro, e interiormente cada um desejará adormecer o sono final, assim que o outro o fizer.

 

 

Foi com muito amor pela escrita que participei neste desafio da Mula e da Mel. Chegou ao fim, qualquer dia aparecerá outro.

Obrigada meninas e parabéns.

 

 

05.11.20

As palavras dos outros II


imsilva

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“Se pudesse voltar a viver a minha vida,

Da próxima vez gostava de fazer mais erros.

Descontraía. Faria mais disparates.

Levaria menos coisas a sério.

Corria mais riscos. Acreditava mais.

Subia mais montanhas e nadava em mais rios.

Convidava os amigos mesmo que tivesse nódoas na carpete,

Usava a vela em forma de rosa antes de ela se estragar no armário,

Sentava-me na relva com os meus filhos

sem me preocupar com as manchas verdes na roupa.

Tinha rido e chorado menos em frente da televisão

e mais em frente da vida.

Tinha contado mais anedotas e visto o lado cómico das coisas.

Tinha descoberto menos dramas em cada esquina,

e inventado mais aventuras.

Se calhar, tinha mais problemas reais,

Mas menos problemas imaginários.

É que, sabem, sou uma dessas pessoas que vive com sensibilidade

E sanidade hora após hora, dia após dia.

Oh, tive os meus momentos,

e se pudesse fazer tudo de novo, outra vez,

tinha muitos mais.

De facto, não tentaria mais nada.

Apenas momentos, uns após outros,

em vez de viver tantos anos à frente de cada dia.

Fui uma dessas pessoas que nunca foi a lado nenhum sem um termómetro,

Botija de água quente, casaco para a chuva e pára-quedas.

Se pudesse fazer tudo outra vez, viajava mais leve do que viajei.

Se tivesse a minha vida para viver de novo,

começava mais cedo a andar descalça na Primavera,

e ficava sempre assim, mesmo mais tarde, no Outono.

Ia a mais bailes.

Cantava muitas mais canções.

Diria muitos mais «amo-te» e «desculpa».

E apanharia mais papoilas."

 

Da escritora americana Nadine Stair.
Aos 85 anos, escreve este poema.

04.11.20

Amor do coração


imsilva

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Há 7 anos, deitamo-nos as 5 horas da manhã. Sabes porquê? Ficamos no corredor do hospital à espera de ver a tua carinha.

E quando passaste nos braços da tua mãe, deitados ambos numa cama andante, por aquele corredor, uma nova luz surgiu nas nossas vidas.

Foi a continuidade a acontecer

Foi a vida a renovar

Foi o coração a alvoroçar

Para o resto das nossas vidas

Meu menino dos olhos grandes

19.10.20

A vida é criticável?


imsilva

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Será a vida criticável?

Durante o caminho que se faz, passos que são dados por ruas, avenidas, largos, travessas, becos, pelos cruzamentos que se nos apresentam pela frente, serão as decisões tomadas, passíveis de criticas?

Quando fazemos o nosso melhor, quando damos passos em frente e depois temos a coragem de retroceder, ou a capacidade de atravessar o rio a nado para alcançarmos a outra margem, não seremos dignos de admiração?

A vida é uma sacana que se nos apresenta de uma maneira, quando o que ela quer é ser tratada de outra. E nós temos de adivinha-la.

Já dizia o outro " Quando julgas que tens as respostas, vem a vida e muda-te as perguntas".

Todos os dias é uma luta para ultrapassar obstáculos, para deslindarmos enigmas, para nos desenvencilharmos de pesos mortos, para alcançarmos aquele objectivo que nos vai fazer sorrir e viver melhor, e que nos vai fazer sentir que vale a pena a caminhada.

E quando algo corre mal, quando o imprevisto acontece, poderemos ser culpados ou a culpada terá sido a vida?

A vida é uma batalha todos os dias. Por isso não vale a pena vivê-la com críticas, com amuos, com rancores.

Será a vida criticável? Não, não creio, a vida será entendível.

26.06.20

Tenham um bom dia!


imsilva

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Quem disse que a vida era só andar?

Quem disse que a vida era só respirar?

A vida é um remoinho, é uma dança do vira, e para alguns o salve-se quem puder.

Nascemos tão inocentes, tão alegres e risonhos, mesmo quando choramos nessa altura, é só para fazer charme.

E quando caímos e esfolamos os joelhos, já devíamos de ficar desconfiados de que nem tudo é fácil e bonito.

Quando os primeiros amores nos viram as costas, deveríamos de ter desconfiado logo que o amor nem sempre é um conto de fadas.

Quando começamos a pagar as nossas contas, e a responsabilizar-mo-nos pela nossa roupa suja, ninguém nos avisa que isso é só o começo.

Depois... é seguir viajem com uma bagagem bem apetrechada de pensos rápidos e betadine, e uns comprimidos para a dor de cabeça, talvez também alguns para a ansiedade e outros estados emocionais que vão surgindo pelo caminho.

Nos intervalos vamos vendo e apreciando a paisagem, uns raios de sol que nos acariciam a pele, ou o cheiro a terra molhada quando caem as primeiras chuvas.

E vamos sorrindo porque apesar de tudo, conseguimos ser optimistas, e achamos que não está mau, por vezes até achamos graça e esperamos sempre melhorias porque a esperança está sempre à espreita, a dar alento e música para continuarmos.

E quando estamos bem, e olhamos para os nossos, quando estamos no nosso cantinho, no nosso conforto com aquela mantinha que tão bem tapa as arrelias e as preocupações do dia, sentimos que valeu a pena, que é bom estar ali, porque os bons momentos pesam mais e conseguem ser superiores aos maus. Por vezes fazemos por pensar assim...

Tenham um bom dia, olhem para o lado bom da vida e sejam felizes.

12.06.20

Vida


imsilva

 

Introdução; Uma noite do verão passado, cheguei a casa muito cansada e já tarde, mas com a necessidade de escrever qualquer coisa. Havia uma palavra que me surgia com muita força "areia", e imaginava a areia da praia, era uma espécie de conforto que me chegava através da mente. Sentei-me e comecei a escrever. Nos dias seguintes continuei, e foi isto que saiu daquele impulso. Lembrei-me de vos ofertar com este conto, relato, história, que estava guardado e quase esquecido.

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VIDA

 

Hora-16,30.

Frio, muito frio.

A areia estava molhada, na consistência certa para fazer bonitos castelos de areia. Estivessem ali as crianças munidas de baldes e pás, e pela certa a empreitada seria rapidamente concretizada, e surgiriam torres, muralhas, ameias e fossos colossais, onde poderia esconder mágoas, dores e prantos que lhe apertavam a garganta, o coração e a alma.

O céu estava triste, solidário com o seu próprio espírito, e a cor do mar convidava a pensamentos lúgubres e obscenos de tão maus que eram.

O telemóvel tocou

- Estou?

- Podes vir.

- OK.

E um soluço se soltou da sua garganta, que rapidamente negou e prendeu.

Emília levantou-se, sacudiu as calças molhadas da areia e dirigiu-se às escadas que a levariam para fora da praia, para um sítio onde não quereria ir de maneira alguma.

Ana, a sua grande amiga e cunhada estava à sua espera, sentada num banco. Emília chegou até ela, deu-lhe o braço, recebeu um beijo e seguiram para o seu destino. Mas não iam sós, as recordações de uma vida, iam com ela naquele regresso à casa onde Eduardo repousava.

Tinha casado aos 23 anos apaixonada. Conhecera Pedro num concerto onde fora practicamente obrigada a ir pelos amigos, que não aceitaram um não da sua parte. Pedro era amigo de Marta, uma das raparigas do grupo, e acabou por passar a noite com eles. Depois disso, passou a fazer parte de todos os encontros e programas que faziam, indo com eles aonde eles fossem.

Simpático e afável, tomou-se de amores por Emília que sem se dar conta, começou a retribuir a atenção a daí a namorarem e a casarem foi um pulinho.

Pedro estudara economia e trabalhava numa grande multi-nacional, e Emília, que sempre tinha sonhado com jornalismo, acabou por contingências da vida numa editora pequenina que, com o tempo crescera, acreditava ela que com uma boa ajuda da sua parte, e acabou por se sentir muito satisfeita e orgulhosa do seu trabalho.

Quando ficou grávida por 1º vez, apesar de não estarem à espera, aceitaram de bom grado e com muita emoção, e apaixonaram-se perdidamente por aquela coisinha doce a quem chamaram Inês. A 2º vez foi mesmo prevista e desejada, queriam dar continuidade à felicidade que tinham encontrado com a Inês, e assim nasceu a Mariana.

Fora uma bonita história, houve muito amor, muito carinho compartilhado durante uns bons anos, mas, não sabe muito bem como ou quando, durante o trajecto, apareceu uma bifurcação e aparentemente cada um seguiu um caminho diferente. Talvez tivesse sido quando depois de uma festa na empresa, Pedro acompanhou uma colega a casa, e tendo acabado por entrar para beber um café, demorou-se mais do que previa e aconteceu também mais do que o previsto. Ou quando ela sentiu necessidade de sair uns dias sozinha, por sentir que precisava de respirar e estar consigo mesma, para sentir que também existia, talvez…

Emília, na altura pensou que era difícil ter um amor para a vida, o ser humano é muitíssimo complicado, 2 seres humanos mais complicado é.

Mas, passados 3 anos conheceu Eduardo, e foi impossível não querer estar com ele todos os dias, partilhar o café da manhã com aquele sorriso, e com aqueles olhos pretos que a faziam sempre sentir, que realmente olhavam para ela.

Eduardo era irmão do marido de Ana, uma amiga recente mas muito importante nesses momentos da sua vida, e cuja amizade felizmente, tinha continuado agora com laços familiares. Este encontro com Eduardo, escultor já com algum nome no meio, deu-se quando Emília estava mais convencida que nunca, que não queria compromissos com ninguém, sentia-se bem sozinha, com a companhia das filhas que cresciam bastante equilibradas, uma vez que tinham o total apoio do pai.

Mas essa convicção foi por água abaixo depois de um fim de semana em casa de Ana no Alentejo, em que percebeu que afinal pode haver mais que um amor na vida.

E assim já tinham decorridos 21 anos. 21 anos de vida amada, de vida calma, de vida compartilhada nos bons e maus momentos, sem nunca ter ficado beliscada por isso.

Até àquele dia.

 Eduardo trabalhava no quarto que lhe servia de atelier, e Emília mexia no que seria o almoço de ambos. Tinha recebido um telefonema da filha Inês, a relembrar o jantar de sábado para celebrar o 8º aniversário de Margarida, a neta mais nova, e pensava naquilo que iria comprar para a neta, quando houve um barulho mais forte que o normal, vindo do atelier. Bastante assustada dirigiu-se para lá, e ao abrir a porta, encontrou Eduardo estendido no chão a tremer convulsivamente. Depois de ter chegado o 112, tudo mudou na sua vida, nada seria como até aí.

Ana diz-lhe – entramos? Emília desperta da sua viagem ao passado, algum dele tão recente como assustador, e com um sorriso triste acena com a cabeça.

Lá dentro está o corpo de Eduardo, amavelmente os senhores da funerária e o seu irmão, estiveram a tratar dos pormenores do que se iria seguir. O que é que se iria seguir?

Neste momento Emília não quer olhar para o futuro, neste momento quer olhar para o presente e quer muito guardar o passado.

01.06.20

A vida segue


imsilva

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Há mudanças na vida propositadas e as que nos obrigam a fazer, como estas por que todos estamos a passar, por causa dum mínimo e parvo vírus que nos virou a existência de pernas para o ar.

Uma das vantagens, é que ao fim de 7 anos fomos à praia em família. Trabalhos desencontrados é o que dá, quando uns podem, outros não. Depois do confinamento, ainda conseguimos esta proeza. Agora, já trabalhando a oportunidade foi-se.

Entretanto, o negócio abriu portas e a ansiedade foi mais que muita. Quem lida com público sabe que dependemos muito dele, se está bem disposto, se acordou com os pés de fora, se só está rabugento ou se é assim de nascença. Infelizmente levamos com eles, estejam eles como estiverem. Não digo mal dos clientes, falo só de alguns que felizmente são uma pequenina minoria. 

Numa crise como esta em que há milhentas regras para serem cumpridas, mais difícil é gerir os incautos, ou os que se julgam acima de qualquer lei ou regra que foram criadas só para os outros, não para eles.

Passei por um período terrível na preparação da reabertura. Visitei menos a blogosfera, não tive ânimo para comentários, escrevi os 2 últimos desafios dos pássaros porque foram desabafos passados ao papel, e refugiei-me no colo dos livros o que também deu publicações.

As coisas estão a tomar forma, já me sinto a normalizar e tive necessidade de escrever sobre o assunto, de registar esta fase neste diário de bordo, onde a minha vida tem sido gravada sem ter dado conta disso, foi mais uma consequência da abertura deste blog, ou desta minha característica de ser eu sem filtros nem histórias inventadas.

A vida segue, com vírus ou sem ele, ( seria tão bom) e como sempre o ser humano adapta-se, contorce-se, vira-se e continua.

27.04.20

Andamento em tempos anormais


imsilva

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Muito andamos na vida, e muito esperamos ainda andar. Mas em que termos e condições?

" Não são tempos normais" frase corriqueira de todos os dias, mas a cada dia que passa, fica mais e mais notório o significado, e mais doloroso também.

Medo da doença? Mais medo do depois, dos reflexos que ficarão nas nossas vidas, medo do desconhecido que "este algo" nos quer impingir, medo do durante, do espaço-tempo até podermos dizer "já passou".

Não era assim que a nossa vida estava planeada, não foi nada disto que nos ensinaram em pequenos, nem na escola nem em casa. Não há referências para sabermos que armas devemos usar.

Tenho a alma vestida de escuro. As manhãs são as mais complicadas, quando depois de acordar, levo com uma bofetada na cara quando me lembro. Não ando triste, mas tudo me enche os olhos de água.

Estou muito bem em casa, tanto que até receio a volta ao trabalho e a tudo o que isso implica, apesar de saber que se não voltamos depressa a coisa pode ficar realmente feia.

Saudades? Muitas! Dos pais, dos filhos, dos netos, (ai, ui, dói), e de uma dúzia de pessoas mais, não mais do que isso. Talvez o resultado de lidar com muita gente durante toda a minha vida, boa gente e apesar de ser no plano profissional, alguns passaram ao nível da amizade, mas também fez com que agora saiba apreciar o sossego.

Uma última coisa, a morte, a estúpida morte. A minha mais do que sincera compaixão por todos os que estão a passar pela despedida dos seus entes queridos. Morreram alguns familiares meus nestes últimos tempos, nenhum com Covid19. Tanto a família do meu marido como a minha, somos pessoas de nos reunirmos nos velórios e funerais. Somos unidos e estamos lá nessas alturas, e agora nada. O último foi há dois dias, e pelas palavras do meu marido que passou no cemitério nessa altura, foi terrorífico. Os senhores da funerária estavam vestidos com fatos de ficção cintífica com direito a máscaras daquelas com tubo para receber ar. Como é que se poderão sentir os familiares (sózinhos) que se despedem assim do seu marido e do seu pai, com pessoas que parecem saídas de um filme. Não tenho mais que comentar.

14.02.20

desafio de escrita dos pássaros #2.3

Manual para quê ???


imsilva

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Pode ser Dra. Miriam, ou Dra. Perpétua ou ainda Dr. Policarpo, e terem os consultórios com as paredes cobertas de diplomas. Mas, com certeza, um deles deve de ter as dicas infalíveis para iniciar um relacionamento tórrido e inabalável para todo o sempre e mais além. Será que têm? Isso é o que ela pensava, isto é o que eu penso, "Fia-te na virgem e não corras".

A rapariga queria a toda força ajuda para encontrar o príncipe encantado, de preferência, alto, louro, de olhos azuis (nunca percebi esta panca), espadaúdo e de sorriso aberto com uma bela de uma dentadura.

A rapariga não sabia que tais atributos, não significam absolutamente nada. Que talvez um tipo baixo, de cabelo simplesmente castanho, e de olhos da côr do burro quando foge, (a dentadura pode ficar) era capaz de ser melhor pessoa, melhor apaixonado e melhor companheiro para enfrentar as agruras que a vida nos presenteia.

Mas não, tem que se guiar pelos gurus do amor, pelos catálogos de gado à venda, pelas dicas dos manuais, pelos conselhos dos pseudo- profissionais da coisa, ou até das influencers mais in do pedaço (arghhhhh).

Rapariga vai por mim, eles não sabem nada, aliás, vai lá escarafunchar-lhes a vida, e descobres os trastes com quem vivem, e as tristezas que têm dentro de portas. Isso se não viverem sozinhos há um horror de tempo, e cheias de teias de aranha, no corpo e no coração.

Rapariga houve este conselho/sermão:

Sê feliz todos os dias, sozinha também se consegue. Quando fores feliz sozinha, vais conseguir ver melhor. Vais olhar à tua volta e vais ver pessoas, não bonecos. Vais ver sorrisos, não poses. Vais sentir emoções, não desejo, (esse tem tempo para aparecer em cena). Vais conhecer gente, sem pressão, sem obrigação, por puro prazer, e vais sentir-te tão bem que não vais olhar duas vezes para quem não interessa, para quem não tocou a tua alma.

E vais ficar tão mais interessante para os outros. A tua felicidade pode ser um íman para quem também está bem consigo próprio. Os outros, os que não estão bem, vão ter medo de ti, por isso à partida, ficas logo protegida.

Enfim, se tenho razão? creio que tenho alguma. Se estou cheia dela? talvez não, mas foi com a melhor das intenções que te enderecei estas palavras.

Desejo-te uma bela vida, sozinha ou acompanhada.

 

P.S  Quero saber de quem foi a bela ideia deste tema!!!

 

22.01.20

Poemas meus #3


imsilva

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                                              "CHORAMOS"

Choramos

sem ter uma razão verdadeira

choramos

porque somos fracos

choramos 

porque tememos

choramos

porque existe a cobardia

e o medo

não somos ninguém

e fazemos a "vida"

insignificantes seres no universo

com direito a mudar

e a sacrificar a "vida"